BGS 2017 | Call of Duty: WWII: primeiras impressões

Call of Duty: WWII, o carro-chefe da Activision para o ano, será lançado no início do próximo. Nada mais natural que a companhia trouxesse o game para ser testado pelo público brasileiro na BGS.

Junto do querido Jairo Ricarte, enfrentei uma pequena fila para jogar a nova iteração do shooter, disponível no estande da PlayStation. O modo de demonstração escolhido foi um Capture a Bandeira clássico, com os dois lados, aliado e do eixo, representados por times de x pessoas.

O game oferece ao jogador cinco classes de combate diferentes — chamadas de divisões: infantaria, aérea, blindada, de montanha e expedicionária. Apesar dos nomes, o modo CTF não comporta o uso de veículos de combate, pelo menos, até onde pude jogar. A divisão aérea é composta por  soldados velozes, especializados em armas leves, enquanto a blindada abriga os usuários de artilharia pesada.

Optei por testar o jogo integrando a divisão de montanha, composta pelos atiradores de elite — algo que reflete muito mais a minha cara-de-pau do que minha aptidão para os jogos de tiro. O mapa disponível não exatamente favorece minha escolha, sendo uma arena de pequenas dimensões e repleta de trincheiras. Além da cara-de-pau, sou resiliente, e decidi seguir na minha empreitada.

Logo de cara, fica claro que WWII não tentará bater de frente com seu provável concorrente, Battlefield 1como um simulador acurado de guerra. Que fique claro, não coloco isso como um demérito, mas o manejo das armas em CoD, historicamente, sempre foi mais voltado para a proposição de um shooter divertido do que para agradar a entusiastas do realismo. Em WWII, essa regra continua válida. Aponto o fato ao comparar a minha função de sniper com sua correspondente no jogo da EA, onde o vento e a gravidade afetam mais intensamente os disparos.

Por outro lado, há de se contemplar o esmero da Sledgehammer ao buscar trazer a impressão de que estamos em meio ao confronto armado. Os efeitos sonoros, especialmente, são numerosos e povoam os ouvidos constantemente: gritos de ordem do comandante, tiroteio incessante, a hélice do avião — não-controlado, frise-se — que, passa, joga uma bomba e faz estremecer o campo de batalha. Não posso dizer como é estar em uma guerra e espero nunca ter a oportunidade, mas a sensação transmitida por estes elementos de CoD: WWII só fez subir a minha adrenalina durante a partida.

A grande pergunta que sempre se faz a cada nova iteração da franquia: há inovações nas mecânicas? Do que pude apreender, não. O sistema de perks foi mantido, assim como a configuração tradicional de botões. O level design do mapa testado contribui para o uso de estratégias recorrentes e, como citei acima, a sensação lúdica do combate foi mantida. Deve agradar aos fãs da série, enquanto aqueles que aguardavam por uma renovação da franquia podem se decepcionar um pouco.

Call of Duty: WWII será lançado no dia 3 de novembro para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

Author: Luiz Roveran

Brasileiro de estatura mediana, gosto muito de fulana mas sicrana é quem me quer. Compositor, guitarrista e pesquisador de trilha musical de videogames, meti-me a falar de jogos e pretendo continuar nesta toada por um tempo.

Share This Post On