BGS 2017| Conheça Thronebreaker, a expansão de campanha de Gwent

A portas fechadas, a CD Projekt Red apresentou durante a Brasil Game Show o Thronebreaker, primeira grande expansão de Gwent que inserirá um modo campanha no título.

A primeira coisa a chamar minha atenção é a dedicação da empresa aplicada ao modo. Thronebreaker tem uma história completamente nova para os fãs dos jogos, mas mantém-se fiel por explorar mais dos livros. A partir dele, os jogadores terão a oportunidade de conhecer mais da franquia, com a introdução de novos personagens (alguns não tão novos assim), cidades e, claro, cartas.

Vale ressaltar, contudo, que os cards dessa campanha não serão necessariamente jogáveis no multiplayer. Por questões de balanceamento, apenas algumas (21, para ser mais exato) das introduzidas chegarão de fato ao decks de disputas online e, mesmo assim, várias destas deverão aparecer com efeitos diferentes (a exemplo da carta de Meve, que falaremos sobre mais tarde). Ou seja, Thronebreaker soa como um modo à parte do jogo, trazendo com isso os pontos positivos e negativos dessa decisão.

Basicamente, podemos resumir Thronebreaker em quatro etapas: exploração, diálogos, combate e gestão. Como você já deve imaginar, os combates são as conhecidas partidas de Gwent, com baralhos específicos e a introdução de novas cartas.

A exploração, por sua vez, apresenta outras regiões, como a de Cintra e Lyria, e a forma como é visitada foge das cavalgadas de The Witcher III.

O mapa é visitado aos moldes de jogos como Heroes of Might and Magic, como um pequeno jogo de tabuleiro em que o personagem (ou peça) segue um caminho definido pelo jogador. Baús e espólios estão espalhados, prontos para entregar moedas de ouro, cartas e “recrutas”, outra forma de “moeda”. Ainda há puzzles de ambiente, como encontrar uma forma de alcançar um baú em outra região do mapa.

Já os diálogos trazem à memória obras similares às da Telltale. Embora aparentemente não haja um limite de tempo para decidir as respostas, elas têm consequências tanto imediatas (certas escolhas garantem recursos ao jogador) como a longo prazo. Você será conhecido como uma pessoa justa ou odiado por sua tirania?

Ainda que a trama completa não tenha sido revelada, ela aponta para acontecimentos pré-The Witcher 1 — mais precisamente a Segunda Guerra contra Nilfgaard e a Batalha de Pontão, confirmada em nossa entrevista com Pawel Burza, community specialist do game. Essa luta é um dos marcos históricos de The Witcher e conta com a participação de Geralt e sua companhia: Dandelion, Regis (The Witcher III: Blood and Wine), Cahir e Milva – todos eles já são cartas de Gwent.

Mas, ao contrário do que estamos acostumados, não comandamos Geralt. Dessa vez, o protagonismo fica em Meve, rainha de Lyria e Rivia, cujo título de “Rainha Branca” acaba dado a ela após esses acontecimentos. É considerada uma boa comandante, porém bem exigente.

A gestão, por fim, está no acampamento. Nele, é possível gerenciar seus recursos, aceitar novas missões e comprar cartas para seu deck, que também pode ser alterado aqui.

Gwent: Thronebreaker será uma expansão paga e está previsto para ser lançado em 2018 para PC, Xbox One e PlayStation 4.

Author: Marco King

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.

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