BGS 2017 | Primeiras Impressões: Trajes Fatais

Uma das áreas mais interessantes da Brasil Game Show é a área reservada aos indies. Lá podemos entrar em contato com diversos games produzidos em solo nacional e ter uma ideia do que a nossa indústria nos reserva. Como bom fã de jogos de luta, um dos títulos que mais anseio para por as mãos é Trajes Fatais. Durante a BGS, tive a oportunidade de testá-lo e entrevistar seu produtor, Jonathan Ferreira.

A versão disponibilizada no estande de Trajes Fatais ainda estava bem crua, contendo cinco personagens jogáveis e com um sistema em que os golpes aplicados eram decididos por uma combinação entre uma das setas de movimentação e o botão X do controle. Isso, porém, não fez com que ele fosse menos divertido de se testar.

A mecânica demonstrada colocava o jogador numa posição muito mais ofensiva que os demais jogos de luta, mas ainda assim saber o momento ideal de aplicar uma defesa era importante. Foi possível notar uma preocupação em dar a cada um dos personagens alguma individualidade em sua movimentação e seus golpes especiais, o que deve possibilitar que os jogadores criem estratégias bem definidas com cada um quando o game estiver pronto.

Há um cuidado do estúdio Onanim em conceber todo o seu jogo com uma pixelart muito bem definida e isso torna o título não só nostálgico, mas também lhe oferece uma bela estética.

Após testar o game, o produtor Jonathan Ferreira conversou comigo e deu mais detalhes do que esperar da versão finalizada do título:

 

Pulo Duplo: De onde vocês tiraram inspiração para a produção de um game de luta com essa pegada de jogo antigo?

Jonathan: A nossa maior inspiração vem da SNK, com jogos como Fatal Fury e The King of Fighters, mas claro, nós também nos inspiramos em  Mortal Kombat e Street Fighter, só que a SNK principalmente. Esses jogos são os que nós mais pesquisamos para compreender os conceitos que eles usam

 

PD: De onde vocês tiveram a ideia para criar esses personagens que estão em uma festa a fantasia, e que tipo de filtro vocês usaram para selecionar quem entra e quem não entra no game?

J: A ideia é bem antiga, de 2009, surgiu do meu sócio Onofre e de um rapaz que trabalhava com ele, o Herculano. Nós fomos evoluindo a ideia, tentávamos pegar um pouquinho de regionalidade, um pouco do folclore do Brasil, mas não ficamos preso a isso, já que a ideia é uma festa a fantasia e temos muitas opções. Pensamos em muitas coisas e atualmente já temos no lançamento, 16 personagens. Temos mais 12 que virão depois, só ai já batemos 28 personagens e ainda temos outras personagens. Estamos sempre aberto a ideias, inclusive, alguns personagens nós criamos com base nas sugestões do público, do que comentaram e falaram muito.

 

PD: O que você acha que este jogo tem de diferente em relação aos outros games de luta?

J: No nosso novo sistema, teremos a barra de energia e a barra de power. Como funciona: você tem um jogador e ele ganha um round, e depois ganha o segundo. Isso significa que o outro jogador perdeu, certo? Quase. Se o outro jogador ainda tiver um pouco da barra de power, ele tem uma última chance de ir e derrotar o oponente dele. Só que há um problema: se ele usar um especial, ele pode gastar essa barra de power dele, e automaticamente estar gastando a própria vida. Isso já é uma coisa que colocamos como inovação, fora outros pontos, como o sistema de zoom que pode pegar todo o cenário, entre outras coisas que serão notadas quando nós lançarmos o jogo.

 

PD: O jogo tem uma série de referências à cultura popular brasileira, e até uma personagem fala um meme. De onde veio a ideia de inserir isso no jogo e como adaptaram para cada personagem?

J: Então, isso acaba sendo natural. Dentro da concepção de cada personagem, às vezes vemos algo da cultura popular e adaptamos para ele. Inclusive, temos até um cenário em que colocamos a Carreta Furacão ao fundo.

 

PD: Como vocês pretendem trabalhar o jogo fora do país, tendo tanta referência brasileira?

J: A ideia é fazer um jogo par ao mundo. Um jogo feito no Brasil por brasileiros, mas queremos que o mundo todo jogue o jogo. Nós vamos lançá-lo na Steam, e já temos garantido um console que ainda não revelamos, e vamos tentar outros consoles também. Daqui a pouco vamos começar a investir mais em divulgação lá fora.

 

Trajes Fatais ainda não possui uma data de lançamento, mas deve chegar em meados de 2018.

Author: Pedro Vieira

Nerd, gamer e cinéfilo. Apaixonado por Zelda, acredita ser a reencarnação do herói do tempo.

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