BioMutant é fábula kung-fu em mundo aberto pela THQ Nordic

A THQ nordic, famosa pela série Darksiders, revelou, na última semana, BioMutant, uma nova IP desenvolvida pela Experiment 101. A companhia foi formada pelo antigo diretor criativo da Avalanche (Just Cause) Stefan Ljungqvist, que descreve o novo projeto como uma “fábula pós apocalíptica de kung-fu”.

O game se passa em um mundo aberto pós-apocaliptico vibrante e dominado pela natureza. Todo tipo de criatura bizarra pode ser encontrada – inclusive o protagonista, que parece um panda vermelho veterano de guerra – juntamente com tecnologias avançadas e escombros de civilizaçao. Muita cor e diversidade sobre uma base verde e selvagem dominam o estilo artístico revelado até o momento.

A ação lembra um pouco Darksiders, porem mais ágil e estratégica. A proposta do game é maximizar a liberdade de movimento do jogador. Tiros e ataques corpo a corpo têm transição bem fluida e ágil, gerando uma experiência bastante cinematográfica. Segundo Ljungqvist, em entrevista para a IGN, uma grande referência da ação de BioMutant foram os filmes do diretor John Woo, e podemos mesmo ver tanto o kung fu citado no anúncio quanto os momentos de câmera lenta nas lutas, que marcam o trabalho do cineasta.

Matar certos tipos de criaturas dá biopoints, que destravam mutações para o personagem. Essas mutações permitem aprender novas habilidades e alteram fisicamente seu guerreiro. Em certo momento da demo da Gamescom, vemos o protagonista criando cogumelos que permitem saltar para lugares muito altos – essa habilidade de movimento é resultado de uma biomutação. Novas técnicas de luta poderão ser adquiridas dutante a história do jogo e com mestres encontrados pelo mundo. Além disso, para os entusiastas de criação de itens (como eu), a demonstração já mostra a criação e customização de armas brancas e de fogo em bancadas espalhadas pelo mundo.

O diretor aposta num mundo aberto com tons de Zelda, em que a exploração é bastante livre para o jogador. O mapa (de 4 por 4 km) está aberto desde o início, mas certas habilidades podem ser necessárias para acessar regiões com dificuldades ambientais especificas. Um sistema de karma vai medir o alinhamento do personagem entre bem e mal, e dependendo de suas decisões, a relação com o mundo pode ser alterada. Personagens podem ser amigáveis ou não dependendo de seu karma e isso pode mudar até mesmo as quests disponíveis – e suas recompensas.

Veículos estão presentes e de maneira absurdamente variada. Jet Skis (ou algo próximo disso), algo como um airship, um exo-esqueleto armado até os dentes e – o ápice da esquisitice divertida – uma mão robótica de corda que atira com um “gesto de pistola”. Viajar vai ser, no mínimo, interessante em BioMutant.

Além do fato de ser incrivel BioMutant ter permanecido um segredo esse tempo todo (está em desenvolvimento há cerca de dois anos!),  o game parece uma mistura divertida e interesssante. Se toda a liberdade de customização e exploração for de fato entregue, o titulo promete drenar horas de vida nos moldes de The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Skyrim. Resta esperar se essa fábula kung-fu é tão grandiosa quanto sua descrição.

BioMutant será lançado em 2018 para PS4, Xbox One e PC (confira a página do Steam).

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Author: Daniel Soares

Historiador cultural. Geek de games, quadrinhos, filmes, RPG, manga e outros. Levemente dissociado da realidade. Viciado em abacaxi.

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