Análise | Um dia de fúria em Hyrule

Análises Wii U

Apesar da narrativa básica deste jogo ser muito similar às dos outros da série, em que tudo gira em torno do duelo entre o bem e o mal pela Triforce, desta vez, nosso herói não irá salvar Hyrule resolvendo puzzles e matando um inimigo ocasionalmente entre um templo e outro. Desta, vez a cobra vai fumar. Link e sua equipe vão arregaçar o seu caminho até a vitória (Hyruwhey Warriors).

Temos centenas de adversários virando Rupees e dropando itens a toda hora. Até mesmo Zelda, que até então só dava uma amostra de suas habilidades de luta em Super Smash Bros, resolveu defender seu reino com as próprias mãos. Basicamente, temos um pouco menos de conversação e mais ação.

Zelda defendendo seu reino.

Zelda defendendo seu reino.

Mas não se preocupem, apesar dos habitantes do reino estarem mais agressivos, seu visual esta impecável, principalmente pelos gráficos suportados pelo Wii U. Assim como Mario Kart 8, este título da série de Zelda ganhou mais detalhes e melhor finalização na arte. Link até ganhou um “cachecol” stylish. Os movimentos dos personagens jogáveis também são bem fluidos e com um estilo de jogo veloz e dinâmico. Estes movimentos podem ser aperfeiçoados conforme Link e sua turma forem subindo de nível.

Link

Link

Darunia

Darunia

Existe um mercado onde você pode trocar Rupees e itens por insígnias que aumentam as possibilidades de ataque, defesa e habilidades passivas. Quando não tiver com paciência para evoluir um dos integrantes da sua equipe, você também pode usar Rupees para aumentar o nível deles limitando-se ao nível máximo dentre os personagens habilitados.

Nunca antes foi possível usar tantos personagens diferentes dentro de um jogo da franquia. E isso inclui até inimigos. Se você já está cansado de ser o herói, pode esmurrá-lo quando quiser habilitando Ganondorf. À medida que você for progredindo pelo modo “Legend”, novos personagens serão adicionados. Esta obra estimula o jogador a exercitar seu desejo de dominar, seja pelo bem, ou pelo mal. Por isso, divirta-se sem medo descarregando seu stress do dia a dia com ela. Para isso, indico o “Free mode” em que você pode arrebentar seus adversários a vontade.

hyrule-warriors-review

Seria até correto afirmar que Hyrule Warriors é um tipo de Dinasty Warriors com cara de Zelda, mas podemos ver que o resultado dessa fusão foi o melhor de cada franquia harmoniosamente combinado. Temos uma trilha sonora muito boa, com as músicas clássicas da série no menu de seleção, e as versões heavy metal recheadas de dobras de guitarra e bateria em ritmos frenéticos para sair dando espadadas por aí. O ritmo do próprio jogo é bem mais acelerado do que o de costume e temos a pressão das caixas de diálogo dos aliados e inimigos a todo o momento, que até lembram Star Fox (Slippy: “Hey! Get this Guy off me!”). Mas se você prefere algo mais “parcelado” ainda há o modo aventura que tem o visual e trilha sonora clássicos de Zelda no menu principal. Nessa opção de jogo as missões são mais curtas e não existe a mesma pressão do modo “Legend”.

Midna

Midna

É claro que essa configuração apresenta alguns problemas que incluem o momento em que as missões começam a ficar repetitivas e o fato de muitos fãs, acostumados com o estilo clássico da série, poderem se sentir fora de contexto com esse ritmo de jogo, mas acredito que a Nintendo fez bem em abrir seu leque de possibilidades abraçando novos públicos. Por muito tempo a Big N não anunciava novidades que tivessem impacto no mercado. Depois de Mario Kart 8, este cenário começou a ser modificado. Com o anúncio dos próximos títulos, os seguidores da empresa japonesa começam a ter expectativas positivas.

De uma forma geral, posso concluir que Hyrule Warriors é um bom jogo. Ele tem um belo trabalho de arte, uma trilha sonora empolgante e comandos de ataque e defesa fáceis de entender que dão movimentos fluidos aos personagens. A jogabilidade perde um ponto pela dificuldade em trocar os itens durante os combates. Existem inimigos que são derrubados com um tipo específico de item, e para trocá-los no calor da batalha você precisa parar o seu ataque ou sua movimentação. Mas o ponto mais importante diz respeito à diversão oferecida por esta obra que me fez perder a noção de tempo durante as partidas.

Aparentemente fragmentado, geralmente atarefado mas certamente engajado, este profissional do ramo bancário da seus pulos duplos no mundo dos games por ser fascinado pela forma como esta "arte" influencia os indivíduos.