Uma mensagem de Ano Novo

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Hoje, não irei falar de games. Quero dizer, não irei falar muito, já que a gente sempre acaba falando mesmo. Mas resolvi correr não pra mandar o clichê de um “feliz ano novo”, mas sim para te perguntar: o que você fará para tornar esse ano novo feliz?

Não, a gente não é patrocinado pela rede Pão de Açúcar, mas essa pergunta vale a pena. Afinal, não é uma frase que tornará seu 2015 feliz, mas suas ações. Explico-me.

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Flávia Gasi

Fui à São Paulo nesse 2014 para fazer um curso de Crítica de Videogames, algo que pensei nunca ver no Brasil. Como já produzia textos sobre games no meu blog Press A Key há quase quatro anos e como esse curso seria ministrado pela Flávia Gasi, uma das poucas jornalistas que tive o prazer de seguir o trabalho por um tempo, o impulso de seguir para Sampa foi extremamente forte.

No entanto, nunca havia passado muito tempo em outro lugar durante as minhas viagens; elas costumavam ser mais turismo e lazer do que outra coisa. Então, morar na terra da garoa seria desafiador em vários aspectos, mais do que apenas pensar se o curso seria bom ou não. Cheguei a ter medo, e este maldito é extremamente perigoso, pois te deixa acuado; quase me fez desistir. Meu grande amigo Adelson, que também saiu da minha terra para fazer sucesso no Rio e, agora, em Curitiba, foi quem me motivou a correr atrás. “É o universo dizendo q vem algo bom por aí”, disse ele. E foi.

Fazer algo que gosta muito é, sem dúvidas, uma das melhores coisas que você pode querer. Sempre que o pessoal se encontrava, começava a falar de qualquer coisa relacionada com games, seja na sala de aula, na hora da cerveja ou enquanto rolava um “flango flito”. A paixão da Flávia ao ensinar e a alegria do povo em aprender são coisas que ainda me vêm à memória e me arrepiam. Tive o imenso orgulho e prazer de ajudar na cobertura da E3 deste ano com ela, o Felipe Della Corte e a Aline Maryama, pelo canal Fatality, e, mesmo cansativo, foi absurdamente recompensador.

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Hoje, estou de volta à minha terra, mas continuo perto do que adoro fazer. O Pulo Duplo não foi criado por nós, do primeiro curso de Crítica de Videogames da PUC. Foi criado, sim, pela nossa vontade de continuar a aprender, nosso amor irredutível por games e pela alegria incondicional de trabalhar bastante com o que adoramos.

Como disse, não lhes escrevo agora pra desejar um feliz 2015. Venho aqui para desejar uma ótima jornada. Torço, de verdade, para que atinja seus objetivos, que realize seus sonhos. Viva com um sorriso gigante no rosto. Que essa felicidade não se restrinja a 2015, mas pelo resto de sua vida.

O universo sempre lhe trará coisas boas.

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.