MOBA Infinite Crisis encontra o seu fim

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Frequentemente, uma novidade do mundo dos quadrinhos dá as caras em outros cantos da cultura geek. Não são poucos os filmes, séries, livros, cartas e, claro, games que aparecem para alegrar os fãs. Mas não se deixe enganar com o recente sucesso da Marvel nos cinemas: é lugar comum tais obras serem bombardeadas de críticas por público e conhecedores da área.

Depois de muito pensar, nós lamentamos em anunciar o encerramento oficial de Infinite Crisis. Paramos com o desenvolvimento hoje e fecharemos o serviço em 14 de agosto de 2015.

A partir de hoje até o dia 14 de agosto, o jogo continuará disponível parar jogar gratuitamente. (…) O Steam Costumer Support irá reembolsar todos que compraram o Starter Pack ou o Elite Pack.

(…) Esta foi uma decisão extremamente difícil a ser tomada. Em nome de toda a equipe de Infinite Crisis, queremos agradecer a todos pelo apoio, suporte e por juntar-se a nós para criarmos uma das melhores comunidades de jogos.

Com apenas estas palavras divulgadas no site oficial,  chega a vez de Infinite Crisis, baseado no universo da DC Comics, de entrar agora em uma lista que inclui a película de Lanterna Verde ou os jogos de, bem, quase todos os filmes de heróis existentes. O detalhe é que este título não é ruim, mas não convence. Ele é uma grande repetição dos “clichês” do gênero, com pouquíssimas adições na jogabilidade e zero inovação. O grande atrativo é poder jogar com os heróis da DC.

Todavia, em um cenário em que surge um novo MOBA a cada mês e possui grandes nomes como DotA 2 e League of Legends, apenas jogar com Batman ou Flash dificilmente convenceria os fãs do estilo para este novo mundo. Smite e Heroes of the Storm brilham hoje por trazerem uma nova mecânica para o jogador, diferente do que boa parte costuma trazer.

Gaslight Batman

O fracasso de Dawngate está aí para ensinar. Mesmo com o nome forte da EA por trás, a obra sequer foi lançada oficialmente, mesmo com 18 meses em beta (seis deles em beta aberto). O projeto tinha uma proposta interessante de introduzir uma narrativa consistente e evolutiva, com total foco ao lore (a trama por trás dos lugares, personagens ou situações de um jogo), quando quase nenhuma desenvolvedora fazia isso, mas por um motivo simples: história não chama a atenção de um MOBA player, mas é algo que complementa o game para quem já gosta dele (mais ou menos como um fã de FPS). A jogabilidade deve cativar antes, pois é algo que motiva alguém a voltar diariamente ao título.

Heroes ainda utiliza exatamente o mesmo conceito de caracterização dos seus personagens que o IC – ou seja, os campeões não precisam de história, pois todo mundo já os conhece -, o que corrobora com o fato de que “inovar” é preciso, especialmente em uma jogabilidade que não dá muita brecha para isso sem correr o risco de ser um fiasco. Poucos estão dispostos a largar o lolzinho para jogar Strife, Solstice Arena, Sins of a Dark Age ou outros tantos que variam muito pouco entre si.

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Com pesar, Infinite Crisis será fechado em 14 de agosto. Depois de passar um ano em beta aberto e com apenas dois meses de lançamento oficial, é uma lástima para aqueles que viram no game uma chance de testar algo diferente, aprender coisas novas ou simplesmente fugir da toxicidade existente nos mais famosos. Porém, sua queda não chega a ser uma novidade. Quando se tem um nome forte por trás da produção, como DC Comics e Warner Bros, espera-se um retorno diferente do apresentado. Justamente por isso, deviam ter os pés no chão antes de quererem uma fatia do bolo.

Precisamos de novidades, não da mesmice com outro nome e uma skin de Superman. Mesmo assim, obrigado por tentar.

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.