TDC 2015 e sua contribuição para o cenário dos games no Brasil

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A The Developer’s Conference é um evento dedicado à comunidade de desenvolvedores de softwares no Brasil e já teve 23 edições. Nesse encontro anual, profissionais de TI e empresas interessadas em se envolver com essa comunidade têm a oportunidade de trocar contatos e dividir experiências entre várias trilhas de palestras dedicadas a diversos assuntos relacionados à tecnologia da informação. A edição desse ano já passou por Florianópolis, entre 13 e 16 maio, por São Paulo (21 a 25 de julho) e ainda será realizada em Porto Alegre em setembro.

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A conferência de São Paulo foi realizada na Universidade Anhembi Morumbi da Vila Olímpia e contou com 40 trilhas de palestras que abrangem conteúdos bem técnicos, como programação em Python, Ruby e JAVA, até assuntos ligados a interface do profissional de TI com outras áreas dos negócios, como Marketing Digital, Carreira e Startups. Mas uma das trilhas trouxe um assunto que é a bola da vez: Games.

Com o intuito de trazer avanços tecnológicos, as tendências e oportunidades de negócio da indústria brasileira de jogos, essa seleção de palestras conseguiu oferecer uma forma bem interessante do inscrito se atualizar e tirar dúvidas sobre boas práticas dentro do desenvolvimento de jogos, novas formas de interação com os games e idéias originais para esse mercado. Os palestrantes, profissionais que atuam nesse meio faz algum tempo, compartilharam parte de seus conhecimentos e experiências que abriram as mentes dos presentes.

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No caso da palestra sobre Neurogaming ministrada pelo Coordenador de Relações Internacionais da Faculdade de Computação e Informática na Universidade Mackenzie, Luciano Silva, essa descrição caiu como uma luva. Ao expor todas as formas de interação com games disponíveis atualmente, o professor mostrou artigos conhecidos pelo público há algum tempo e dispositivos que certos participantes nunca tinham ouvido falar antes, como foi o caso do equipamento em que ele pôde embasar sua palestra. O EPOC+ da empresa Emotiv é um tipo de dispositivo capaz de captar as ondas cerebrais e transmiti-las como comandos a certos aparelhos. Isso nos levou a imaginar as incríveis possibilidades para o futuro da comunicação com os videogames.

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Outra palestra que trouxe uma visão inovadora sobre o entretenimento foi a apresentada pelo diretor de Marketing da Sioux, Danilo Parise, que trouxe uma forma de utilizar a gamificação nas salas de cinema a fim de engajar as pessoas que chegam muito cedo nas sessões. Todos os presentes tiveram a oportunidade de testar a experiência e se divertiram bastante. Infelizmente, ainda não podemos revelar mais detalhes até que a empresa disponibilize a novidade no mercado, mas aguardamos ansiosamente por isso.

Além das duas palestras, foi possível receber uma gama variada de informações relevantes e entender tecnologias de vanguarda que nos fizeram refletir sobre o futuro da industria de games e as novas formas de interação com o ambiente a nossa volta. Encontrar pessoas com competências, conhecimentos e experiências complementares entre um café e outro foi uma experiência enriquecedora. Mesmo que a TDC seja dedicada aos desenvolvedores, creio que profissionais de outras áreas e entusiastas da indústria dos games possam se interessar pelo tipo de conteúdo compartilhado pela Trilha de Games. A organização do evento está de parabéns e merece apoio pelo estímulo à construção do cenário de games no Brasil.

Aparentemente fragmentado, geralmente atarefado mas certamente engajado, este profissional do ramo bancário da seus pulos duplos no mundo dos games por ser fascinado pela forma como esta "arte" influencia os indivíduos.