Roteirista de Half-Life se desliga da Valve

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Se a sua expectativa pelo Santo Graal dos jogos de PC, Half-Life 3, ainda não morreu, talvez Marc Laidlaw seja um nome reconhecível para você. Ele redigiu o roteiro dos dois games protagonizados por Gordon Freeman, incluindo suas expansões.

Agora, uma notícia chega à luz e marca um novo capítulo da novela em torno de um dos títulos mais requisitados dos últimos tempos. Confirmando ao Polygon a veracidade de um e-mail de sua autoria, Laidlaw leva a público que não trabalha mais na desenvolvedora de Half-Life.

O roteirista afirma que deixou a empresa motivado em grande parte por questões pessoais, dentre estas, sua idade — Marc irá completar 56 anos em 2016. Ele ainda esclarece que não pode responder pelo futuro da franquia Half-Life, visto que esta é de propriedade integral da Valve.

Para seu próprio bem, é bom que Marc não vaze nenhum conteúdo de Half-Life.

Para seu próprio bem, é bom que Marc não vaze nenhum conteúdo de Half-Life.

Respondendo a si mesmo ao se indagar se manterá uma relação com a Valve, Laidlaw diz que a empresa se tornou sua segunda casa graças aos 18 anos de trabalho lá, além dos games que fez e os amigos que conheceu na companhia. “Meus amigos sabem que eles podem me consultar se surgir uma questão que eu posso ajudar a responder. Eu espero que isso aconteça por, pelo menos, alguns anos” — pelo teor do texto, esse tipo de consultoria passa longe de qualquer vínculo empregatício.

O autor ainda exprime um desejo em voltar a suas origens e retomar sua carreira como escritor. Autor de ficção científica e de histórias de terror, Laidlaw chegou a ser indicado ao prêmio Phillip K. Dick por seu romance Neon Lotus em 1988. Apesar de sua vontade, o roteirista não exclui a possibilidade de voltar aos games: “talvez eu volte ao jogos por outras vias, mas isso não consta nos meus planos atuais”.

O último título da série Half-Life saiu em 2007 com Half-Life 2: Episode 2. Resta aguardar para vermos se a saída de Laidlaw surtirá algum efeito nos caminhos da franquia.

Brasileiro de estatura mediana, gosto muito de fulana mas sicrana é quem me quer. Compositor, guitarrista e pesquisador de trilha musical de videogames, meti-me a falar de jogos e pretendo continuar nesta toada por um tempo.