Nintendo dá (vários) detalhes sobre o Switch

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Na madrugada de hoje (13), a Nintendo revelou oficialmente todos os detalhes do Switch, seu novo console. Embora o videogame tenha sido anunciado em outubro do ano passado, a apresentação foi vaga, sem divulgar suas particularidades.

Porém, dessa vez, uma enxurrada de informações foi dada pela Big N. Algumas só corroboraram os rumores, enquanto outras mostraram-se surpreendentes, seja positiva ou negativamente.

LANÇAMENTO E BONS EXCLUSIVOS

A primeira surpresa é seu lançamento. Com preço sugerido de 299 dólares (aproximadamente 950 reais), o Switch chegará às lojas em 3 de março. A data é anterior até mesmo aos boatos que previam sua chegada para o dia 17 do mesmo mês.

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Mais impressionante é a lineup de jogos previstos para o console. Enquanto o PlayStation 4 e o Xbox One ainda não alcançaram um grande destaque no número de exclusivos, a Nintendo vem com uma quantidade de títulos bem interessantes para sua plataforma – ao menos, no nome. Além de mais um Mario (como esperado), franquias como Xenoblade, Shin Megami Tensei e até um FIFA devem chegar em breve para o dispositivo. Falaremos um pouco mais sobre eles ainda aqui no site.

HARDWARE AQUÉM DO MERCADO

Quanto ao seu hardware, não houve grandes novidades. O aparelho contará com um processador Tegra X1, da NVIDIA, que utiliza a arquitetura Maxwell ao invés da mais recente Pascal, trazendo dessa forma uma tecnologia já datada. Além disso, segundo fontes do site Ars Technica, há uma considerável perda de desempenho gráfico quando ele é usado como um portátil: enquanto o GPU roda a 768MHz no modo “docked”, a performance cai para 307,2MHz quando a tela vai para as mãos do jogador.

Skyrim já havia aparecido no vídeo de outubro

Skyrim já havia aparecido no vídeo de outubro.

Outros aspectos decepcionantes são a resolução de 720p (1280×720) da sua tela de 6,2 polegadas e 1080p quando acoplado (fugindo da tendência do 4K) e a capacidade de armazenamento de míseros 32GB. Embora os games serão distribuídos por “cartuchos” (cartões de memória específicos para eles) e sua memória possa ser expandida com cartões microSDXC, ter o mesmo espaço de um pendrive comprado na esquina de casa é resumir o conteúdo baixável pela internet em pouquíssimos vídeos (e praticamente um jogo).

Por fim, a duração da bateria varia entre somente 2,5 e 6 horas. O tempo variará conforme a demanda do jogo: como ilustração, a expectativa de vida da bateria para The Legend of Zelda: Breath of the Wild é de três horas. A boa notícia é que, ao contrário de outros aparelhos da Nintendo, o Switch utilizará uma conexão USB-C para a recarga.

CONTROLES QUE VIRAM CONTROLES

Um dos detalhes de maior destaque do videogame é seu controle. O Joy-Con, como foi denominado, possui um grande número de características, listadas abaixo:

  • Cada Joy-Con pode ser desacoplado do Joy-Con Grip e reacoplado no console (Handheld Mode), tornando-se uma espécie de portátil. Ele também pode se comportar como um controle separado;
  • O controle possui suporte de movimento e reconhece até diferentes gestos com a mão, além de emitir diversos tipos de vibração com seu HD Rumble;
  • Assim como os controles do Xbox One e PlayStation 4, há um botão “share“, que permite capturar imagens e compartilhá-las com seus amigos;
  • Os Amiibos não foram abandonados e podem ser reconhecidos graças a um scanner no Joy-Con direito.

Nintendo Switch corpo

O preço dos Joy-Con está na média do mercado, com um “abatimento” no valor para quem comprá-los juntos. Cada controle custará 50 dólares, enquanto ambos saem por 80. O Grip, por sua vez, fica por 30. Além do Joy-Con, há um opção mais tradicional de controle, o Switch Pro Controller, que não sai por menos de 70 doletas. O Dock do console também pode ser vendido separadamente, ao custo de US$90. O Switch inclui o Dock, o console e um conjunto de Joy-Con’s.

Além dos controles, a tela do console também possui recursos de toque, porém não há detalhes se serão utilizados para os jogos nem quais deles usufruirão dessa característica.

CLÁSSICOS E AMIGOS

Duas novidades reveladas fizeram muito sucesso entre os mais saudosistas. A primeira é o suporte a multiplayer local de até oito pessoas, uma motivação e tanto para reunir os amigos em casa.

Nintendo cartuchos destaque

Além disso, o assinante do novo serviço Switch Online tenta seguir os moldes dos PlayStation Plus e Xbox Live Gold, ao dar gratuitamente um jogo por mês, incluindo aí clássicos do NES e SNES. No entanto, “dar” aparenta não ser a palavra exata. Pelo jeito, os jogos cedidos ficarão liberados para jogar apenas pelo mês corrente, e são bloqueados tão logo um novo surge. Basicamente, é um “aluguel” que você não controla o tempo que ficará com ele, sem importar o quanto você paga pela assinatura.

VALE A PENA?

A filosofia da Nintendo de agregar família e amigos ao redor do seu console mantém-se viva no Switch, porém a lineup com diversas franquias de renome consegue chamar a atenção também de jogadores mais hardcore. O problema é que, mais uma vez, o aparelho já entra no mercado defasado e sem acompanhar diversas tendências, ou seja, tecnologicamente atrasado.

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Além disso, a ideia de ter três formas de jogar (na TV, como portátil ou na mesa) é interessante, mas segue uma mentalidade semelhante à do Wii U, que não foi das melhores para a empresa.

E para você? O Switch é a volta por cima depois do Wii U? Acha que vale a pena comprar no seu lançamento ou está com o pé atrás? Vamos movimentar esses comentários ;).

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.