Battle.net diz adeus, para tristeza dos nostálgicos

O último resquício da Battle.net como a conhecemos teve hoje (24) seu derradeiro sopro de vida. No fundo, a estrutura técnica que evoluiu massivamente pelos seus 20 anos de existência continua, mas uma “nova” marca surgiu. A antiga nomenclatura foi substituída por “Blizzard App”, aprofundando ainda mais as raízes à sua desenvolvedora.

A alteração atinge toda sua infraestrutura, agora chamada de “Tecnologia Blizzard”. No geral, contudo, a única coisa que muda é mesmo a marca. No aplicativo, a logo estilizada deu lugar ao clássico “Blizzard” azul e de fonte chamativa, sem quaisquer outras modificações de interface ou layout.

(…) com o tempo nós percebemos que havia ocasionais confusões e ineficiências relacionadas ao fato de termos duas identidades separadas dentro de onde tudo converge – Blizzard e Battle.net. Dado que o suporte multiplayer nativo é um conceito conhecido e uma expectativa padrão hoje em dia, já não há uma necessidade tão grande de manter separadas as identidades do que é, essencialmente, nossa tecnologia de redes.

Nas notas da atualização do software, a Blizz explica a pequena novidade “para que você se sinta mais em casa no universo Blizzard”. O problema é que teve efeito contrário em mim; eu não me sinto mais em casa.

Por mais de 20 anos, a Battle.net me acompanhou. Sofri com lags absurdos em Diablo, perdi pra caramba contra outros jogadores nos Warcraft da vida e até vi um gênero inédito de games dar os primeiros passos dentro da plataforma, com o “dotinha“. Conheci muita gente divertida; gente que é minha amiga até hoje.

Mesmo assim, quando eu abri o Blizzard App hoje, não foi a mesma coisa. As vitórias, as derrotas, as conversas… é como se todas essas lembranças estivessem sendo encaixotadas, tipo numa mudança, prontas para serem guardadas num quarto escuro da minha memória. Eu sou mesmo uma pessoa nostálgica, mas aparentemente não sou o único – PC Gamer, Destructoid e tantos outros redatores parecem juntos comigo nesse dia.

Chega uma hora que todo mundo amadurece, até um sistema de gerenciamento de redes. Talvez eu não seja tão adulto quanto pense e precise crescer também. Mas, por enquanto, a saudade dá o tom.

Author: Marco King

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.

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