Análise | Diablo III: Rise of the Necromancer

2017 tinha tudo para ser um ano maravilhoso para Diablo. Tinha (ao menos por enquanto). Revelados durante a Blizzcon 2016, os grandes anúncios para os 20 anos da franquia foram a “reconstrução” do mapa do jogo original em cima de Diablo III e o lançamento da classe Necromante, uma das mais amadas pelos fãs. Você pode achar que estou errado, mas essas novidades não me soam dignas de um vigésimo aniversário.

Mesmo assim, tais divulgações foram cumpridas e o DLC Rise of the Necromancer foi disponibilizado em 27 de junho por 45 reais. Seu conteúdo, além de trazer a referida classe, inclui também alguns itens cosméticos (par de asas, mascote, retrato, flâmula e estandarte), dois espaços adicionais para personagens e duas abas extras no inventário – este último sequer está incluso na versão para consoles.

Além do Necromante, outras novidades apareceram em simultâneo. A atualização 2.6 trouxe consigo as Fendas de Desafio, novas Caçadas e mais áreas para os atos II e IV, estas inspiradas na classe. No entanto, esse conteúdo não faz parte do DLC e está disponível para todos.

Além de adquirir o DLC, jogadores do PC ainda precisam ter a expansão Reaper of Souls (a edição Ultimate Evil dos consoles já a tem inclusa) instalada para usufruir do Rise of the Necromancer, o que significa mais uma graninha investida caso não possuam o conteúdo.

Ou seja, basicamente você paga 45 dinheiros (no mínimo) por um personagem novo. Não sei vocês, mas o custo/benefício não soa muito interessante – na verdade, é o oposto disso. A boa notícia? Jogar com o Necromante é muito divertido.

A começar pela estética, ambos os sexos do personagem estão bem sombrios e bonitos, e os efeitos e animações de suas habilidades são excelentes. Fazer corpos explodirem, drenar sangue ou arrancar ossos dos adversários para fazer lanças ou armaduras se combinam a talentos clássicos do personagem equivalente de Diablo II, como erguer hordas de esqueletos ou lançar ondas de veneno.

Há quatro tipos distintos de habilidades, todas com sua peculiaridades e forças, mas igualmente interessantes: Sangue e Ossos, Reanimação, Maldições e Cadáveres. Diversas combinações podem resultar daí, a depender do seu estilo de jogo. É possível encher a tela de esqueletos aliados, amplificar o dano com maldições ou aumentar bastante sua resistência e regeneração de vida.

Uma das skills mais legais é a Reviver, que traz os oponentes mortos de volta e força-os a lutarem por você. Não é exatamente efetiva contra os chefes (talvez contra invocadores como Cidárea, mas não cheguei a testar contra ela), uma vez que é preciso corpos inimigos para levantar, porém ver aquela multidão de monstros reaparecendo e correndo loucos por sangue de seus iguais é realmente empolgante.

Infelizmente, a classe é a única coisa realmente impactante do DLC e seu valor agregado é razoavelmente caro. Como comparação, a expansão Reaper of Souls trouxe, além do Cruzado, um ato inteiramente novo, com novas áreas, chefes – incluindo o badass do Maltael – e desafios, além das Caçadas, Fendas e a artesã Mística. Seu preço (pacote básico) no lançamento foi de R$79,90.

De qualquer forma, se você é um fã da série e do personagem, certamente deve estar interessado no pacote. O Necromante é um herói bem divertido de se jogar, com uma escala de habilidades interessante e muitas formas de jogo que se adequam ao seu estilo. No entanto, se a grana tá escassa ou a classe nunca foi uma das suas favoritas, recomendo fortemente esperar por uma promoção. Pelo jeito, erguer-se dos mortos é mais custoso do que se imagina.

Author: Marco King

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.

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