Análise | The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia

Análises Playstation 4

Não é de hoje que o PlayStation 4 recebe jogos de luta baseado em animes. Temos excelentes títulos com Naruto Ninja Storm, One Piece, Dragon Ball e até um crossover com todos personagens da revista Shounen Jump, o J-stars Victory. Buscando aumentar ainda mais o leque de opções para os fãs de animações japonesas, a Bandai Namco lançou The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia.

Com alguns elementos dos títulos citados anteriormente, o jogo busca agradar quem curte o anime, pegando carona no hype da recém lançada segunda temporada. A desenvolvedora do game é a Natsume Atari (nenhuma relação com “aquela” do videogame), que tem em seu currículo outros jogos baseados em animes como Rurounin Kenshin, Toriko, Tiger&Bunny e seu título mais recente, Godzilla.

As lutas de The Seven Deadly Sins são do tipo 1×1 ou 2×2, em arenas 3D onde você pode interagir com objetos e cenários dentro do espaço. Os lutadores utilizam 3 ataques distintos: fraco, forte e projéteis. Apertando o botão R1 durante os ataques, os golpes viram especiais que gastam a barra de Mana, mas causam muito mais dano. Para movimentação no cenário, é possível utilizar dashes, pulos e “teleportes” de velocidade bem ao estilo Naruto ou Dragon Ball. Durante as batalhas, uma terceira barra é preenchida aos poucos, e ao ser completada, o jogador poderá desferir um poderoso golpe ultimate com uma animação típica de anime. Uma mecânica simples, que pode ser aprendida facilmente em minutos.

Alternar os tipos de ataques é a melhor estratégia para conquistar a vitória.

Os personagens são divididos em 3 categorias. Os lutadores do tipo Speed são os mais velozes, com ataques mais precisos e de dano mediano. Aqueles do tipo Magic possuem ataques de grande dano, em sua maioria de longo alcance, mas são mais fracos no combate corpo a corpo e gastam muita mana. Já os Strongs são os brutamontes do jogo, com pesados ataques corpo a corpo e ótima resistência, mas lentos e com pouca movimentação.

Mesmo com uma mecânica tão simples, o jogo possui vários problemas. As partidas costumam ser repetitivas, seja pela pouca variedade de golpes dos personagens ou pelos cenários que, em sua maioria, possuem praticamente os mesmo obstáculos e tamanhos. Outro ponto que  ficou simples, até demais, foram os gráficos. As animações dos personagens são poucas e muitas vezes travadas. Alguns deles mal movimentam os lábios ou o corpo durante as cutscenes, parecendo estátuas falantes. O que se repete nas animações durante as batalhas. Faltou um certo capricho nesse item. Os efeitos sonoros e músicas estão ok. Não impressionam, mas também não chegam a ser chatas e repetitivas como acontecem na maioria dos jogos baseados em animes.

Diane foi uma das que mais sofreu com a baixa qualidade das animações.

Basicamente, The Seven Deadly Sins é dividido em dois modos: Adventure e Duel. No modo Adventure, o jogador irá cumprir missões e desafios que remetem a história do anime e do mangá, com alguns incrementos ao enredo original. São dezenas de missões que reproduzem os acontecimentos da trama, com dublagem original em japonês.  De longe, é o melhor modo de jogo. Quem assistiu e gosta do anime pode se divertir muito com as missões e buscar sempre alcançar o Rank S em cada uma delas. Atingir a pontuação máxima permite adquirir pontos de gossip, que consiste no quanto de informação a princesa Elizabeth e Hawk conseguem dos clientes do bar Chapéu de Javali, a base de operações dos sete pecados. Quanto mais gossip, maior a quantidade de missões liberadas no mapa do jogo.

O Adventure é o modo mais divertido do jogo.

Infelizmente, o modo Duel não diverte tanto quanto deveria para um jogo de luta. Nele, temos partidas locais e online de 1×1 e 2×2. Se você tiver amigos para jogar com você, sentados no sofá e curtirem o anime, pode ser uma experiência positiva. Mas no que diz respeito ao online… É um verdadeiro pecado. Muitos personagens são desbalanceados. Alguns possuem golpes que causam muito mais dano que outros e habilidades que deixam a partida insuportável. Um exemplo é o personagem Helbram no modo fada. Ele possui um golpe especial apertando R1+O que o deixa INVULNERÁVEL por 50 longos segundos. Em 20 partidas onlines, joguei 17 contra Helbrams e TODOS usando essa habilidade. As partidas simplesmente se resumiam nos meus inimigos usarem a invulnerabilidade para atacar sem preocupações e fugiam ou defendiam sempre que os 50 segundos acabavam. Recuperando a barra de mana, repetiam o mesmo processo até a partida acabar. O pessoal da Natsume Atari deveria ter realizado um playtest melhor para não deixar algo assim escapar.

Os jogadores de Helbram acabam com a diversão das partidas online.

Um bom jogo para os fãs

The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia pode não ser o melhor jogo baseado em anime do ano (olá, Dragon Ball Fighterz), mas agrada aos fãs. Alguns defeitos atrapalham a jogatina, sejam os gráficos inferiores ou a repetição nas missões. Entretanto, o game retrata bem as aventuras dos sete pecados capitais, com uma excelente dublagem japonesa e muitas horas de diálogos. E com a promessa da DLC gratuita dos Dez Mandamentos, o modo Adventure terá ainda muita coisa para se jogar.

 

Apaixonado por tudo que vem do Japão, em especial os jogos. Trabalha com política, mas sonha em salvar o mundo com o poder da amizade. Um eterno sonhador que espera encontrar a Waifu perfeita ( ͡° ͜ʖ ͡°)