Prévia | Darwin Project

Nós tivemos a oportunidade de participar do acesso antecipado de Darwin Project, o battle royale de 10 jogadores produzido pela Scavengers Studio, e conseguimos sentir um pouco de suas mecânicas de jogo na prática. Com uma proposta diferente de outros games do gênero, como PUBG (Playerunknown’s Battlegrounds) e Fortnite: Battle Royale, esse jogo não pretende colocar o maior número possível de participantes dentro de um mesmo mapa. Seu diferencial está na forma como o game irá entreter jogadores, espectadores e os diretores, responsáveis por influenciar de forma positiva ou negativa o andamento das partidas.

Ainda em fase de desenvolvimento, Darwin Project não apresenta todos os seus recursos aos usuários, como escolher seu gênero, visuais e o modo em duplas (DUO). Mas é possível ter uma boa noção do que será apresentado em seu lançamento com os modos SOLO e SHOW DIRECTOR.

No primeiro modo disponível – SOLO – o jogador deve competir contra outros nove jogadores, o frio e, em alguns casos, o diretor do show e seu público sedento por sangue. O personagem disponível conta com um machado, que serve como uma arma ou para recolher madeira, e um arco e flecha.

Logo que a partida começa, os jogadores devem coletar recursos para melhorar suas armaduras, criar armadilhas e munição ou acender fogueiras para não morrerem de frio quando suas temperaturas começarem a despencar. Esse sistema de crafting lembra um pouco Fortnite: Battle Royale, mas de uma forma menos complexa, já que não é possível criar fortalezas durante a partida.

Mesmo que um indivíduo consiga se abrigar e montar muitas armadilhas em um local com muitos recursos, onde haja construções que lhe dão uma vantagem interessante, seus esforços de se enclausurar em um ambiente seguro podem ser frustrados com os imprevisíveis fechamentos de setor, provocados pelo jogo ou pela decisão do diretor da partida. Isso torna seu ritmo muito mais frenético e estimula o combate direto entre players.

O outro modo disponível para o acesso antecipado de Darwin Project, traz um diferencial interessante ao jogo. Quando o jogador escolhe o SHOW DIRECTOR, ele assume o papel de mestre de cerimônia da partida e recebe alguns poderes interessantes para influenciar a experiência, tanto para os participantes do battle royale quanto para o público que estiver assistindo.

O diretor pode falar com cada um dos competidores individualmente para lhes oferecer dicas, entretê-los ou até mesmo trolá-los. É possível fornecer cura e aquecê-los com o uso de pontos que se acumulam no decorrer da partida. Entretanto, esses mesmos pontos também podem ser consumidos para fechar setores e torna-los frios demais para os jogadores, lançar bombas nucleares e tempestades gravitacionais.

O game também disponibiliza uma extensão para o Twitch e o Mixes que permite aos expectadores dessas plataformas participarem das partidas com votos para influenciar o andamento do jogo.

Com a interatividade e os recursos apresentados até o momento no acesso antecipado de Darwin Project, o jogo traz uma proposta interessante e bem alinhada com o contexto atual dos eSports. O uso de recursos para engajamento do público e a forma como o diretor pode se comunicar com os outros jogadores pode vir a se tornar uma abordagem bem sucedida, mas isso dependerá de quantos jogadores serão atraídos para seus servidores.

Author: Vinicius Kazuo

Formado em Administração de Empresas pelo Mackenzie, este profissional do ramo bancário da seus pulos duplos no mundo dos games por ser fascinado pela forma como esta arte influencia os indivíduos.

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