Discussão e swatting entre jogadores de Call of Duty acaba em morte

swatting (ou “trote da SWAT”) é uma brincadeira de extremo mau gosto feita em que um serviço de atendimento a emergências, como a polícia, é enviado à casa da vítima sob o pretexto de que há uma situação de violência em andamento ali. A idiotice se tornou popular em comunidades de games online e, ontem (29), resultou em fatalidade.

Dois jogadores de Call of Duty: WWII, de apelidos Miruhcle Baperizer, tiveram uma discussão acalorada após perderem uma partida valendo dinheiro. Quando o último ameaçou pregar a peça no primeiro, Miruhcle passou-lhe um endereço falso em Wichita, Kansas.

Baperizer então entrou em contato com outro membro da comunidade famoso por fazer o swatting, Swautistic, que ligou para o 911 e informou que um assassinato havia ocorrido e que o criminoso havia feito reféns no local informado. Ao chegar à casa e bater na porta, a polícia foi recebida por Andrew Finch, 28 anos, que foi logo atingido por disparos.

Os jogadores envolvidos chegaram a publicar tweets sobre o assunto, mas logo deletaram suas respectivas contas. Uma investigação foi aberta para determinar o motivo dos disparos efetuados contra Finch e o policial que o matou foi suspenso por tempo indeterminado.

A família de Andrew Finch, pai de dois, abriu uma campanha no GoFundMe para arcar com os custos de seu funeral. Swautistic foi identificado como Tyler Raj Barris, 25 anos, e foi detido pelas autoridades. Além de seu histórico de swatting, o homem foi condenado anteriormente por ameaçar explodir o prédio da emissora ABC7, situado em Los Angeles.

A persistência do swatting em jogos online acontece num momento em que a OMS discute a inclusão do vício em games em seu catálogo de doenças. Combater de forma contumaz a toxicidade nessas comunidades deve ser nosso maior desafio e objetivo enquanto ela persistir.

Fontes: Jovem Nerd; The Wichita Eagle; Dexerto

Author: Luiz Roveran

Brasileiro de estatura mediana, gosto muito de fulana mas sicrana é quem me quer. Compositor, guitarrista e pesquisador de trilha musical de videogames, meti-me a falar de jogos e pretendo continuar nesta toada por um tempo.

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