E3 2017 | 9 jogos para ficar de olho no evento

Hoje começam oficialmente as conferências da E3 2017 e, com elas, nossa ansiedade por grandes jogos vai a milhão. Se você não sabe exatamente o que esperar ou quer dicas de qual título pode prender sua atenção, nossa equipe separou seus favoritos a grande destaque no evento. Hora das apostas!

STAR WARS: BATTLEFRONT II (dica do Daniel Soares)

A EA parece ter decidido mostrar seu poder sem limites para lidar com as críticas feitas ao Battlefront de 2015. Uma campanha solo grandiosa (e que a Lucas Film abraçou como cânone!), gráficos maravilhosos, novos heróis de todas as eras. O game parece ser a definição de dicionário de “megaprodução”.

A aventura singleplayer conta a história de Iden Versio, uma comandante de elite do império que assiste horrorizada à explosão da segunda Estrela da Morte  (Episódio 6: O Retorno de Jedi). A narrativa se estende até o Episódio 7 (Despertar da Força) e deve preencher lacunas sobre a queda do Império e posterior ascensão da Nova República e da Primeira Ordem. Além disso, o game parece mostrar um lado humano do Império na forma de soldados que acreditam no poder unificado que ele representa, ao invés dos tradicionais Sith traiçoeiros e torturadores. Resta saber se alguém consegue humanizar tanto assim um regime fascista governado por um sádico genocida.

ASSASSIN’S CREED “ORIGINS” (dica da Priscilla Rúbia)

Depois de diversos vazamentos, já estão praticamente certos o nome e a ambientação do próximo jogo da franquia: Assassin’s Creed Origins nos levará para o Egito. Além disso, também foi anunciada uma data de lançamento por meios não oficiais e parece que o jogo chega em outubro deste ano.

Com tantas informações vazadas, só nos resta esperar que a Ubisoft nos confirme todas elas. Se a data de lançamento estiver correta, também espero pelo menos um teaser do novo jogo, além de possíveis novidades no gameplay da franquia, já que parece haver um esgotamento da parte dos fãs — estou inclusa — com relação ao que já foi apresentado. Depois do fiasco do Unity e as vendas fracas do Syndicate, espero que a Ubisoft traga novidades para Assassin’s Creed, mantendo as características que nos conquistaram no princípio. Muitos já desistiram e abandonaram as esperanças de que a franquia volte a se erguer, mas ainda mantenho expectativas e todas elas estão sobre os ombros de Assassin’s Creed Origins.

ANTHEM – PROJECT DYLAN (dica do Marco King)

Eu levantei muitas questões antes de decidir qual título aconselharia aqui. Estou absurdamente curioso para saber mais de The Last of Us 2, Red Dead Redemption 2 e o Project Starfield. Mas a necessidade de mencionar o Project Dylan (agora Anthem, revelado ontem durante a EA Play) é maior por um motivo: a exploração de um novo gênero por parte da BioWare. Ver a desenvolvedora “fugir” do seu lugar comum (RPGs consagrados como Dragon Age e Mass Effect) para fazer um jogo de ação cooperativo, com um forte aspecto social? Uau!

Convenhamos, a BioWare não fugiu totalmente de sua segurança, pois lançou recentemente o Mass Effect: Andromeda (confira nossa análise aqui) e há rumores de um novo DA, mas considera-se que a produção de Anthem está a pleno vapor há quatro anos, enquanto boa parte de Andromeda foi feita em somente 18 meses pela BioWare Montreal (ao contrário da Edmonton, responsável pela trilogia inicial e a produtora do Anthem). O quão boa pode ser essa quebra de paradigma da BioWare? Será que esse desenvolvimento afetou a produção de Andromeda e, pior, comprometer também o próximo Dragon Age? Saberemos mais dele na apresentação da Microsoft, às 18h, com um gameplay trailer e, certamente, com entrevistas durante o evento. Mal posso esperar!

THE EVIL WITHIN 2 (dica do João Guilherme)

A recepção do primeiro jogo de horror do lendário Shinji Mikami após o Resident Evil 4 foi concebida de forma “morna”. A expectativa era alta e muitos acharam que o jogo faltava finesse, polimento e que era um pouco cafona na idéia central. Tirando a avaliação da crítica especializada de lado, o jogo foi um sucesso quase que unânime entre os fãs de games de terror.

Há rumores de que a continuação do primeiro game possa fazer uma aparição surpresa na E3 deste ano porém não há indícios se The Evil Within 2 será uma sequência direta do original ou uma aventura completamente nova. De qualquer maneira, vamos torcer para que o game adote a mesma mistura semelhante de temas grotescos de terror e atmosfera tensa. Além de estar torcendo muito para que o jogo não se debruce em sustos baratos e monstros de facão e moto-serras, e que agrade tanto a crítica quanto os fãs.

SUPER MARIO ODYSSEY (dica do Luiz Roveran)

Eu sei que escolher falar de Mario nesse texto pode fazer alguns leitores torcerem o nariz, afinal, a franquia é o carro-chefe da Nintendo desde os primórdios do NES. Mas Odyssey tem tudo para ser um jogo, no mínimo, interessante. O Switch tem rendido bons frutos a sua criadora, mas ainda ronda a dúvida se essa boa maré veio para ficar ou se é um “voo de galinha”, como falam na minha terra. Dito isso, a nova iteração de Mario será o grande lançamento para o híbrido nas festas de fim de ano e a Big N tem a obrigação de trazer uma obra boa o suficiente para convencer seu público do potencial do Switch.

Além disso, Odyssey buscará algumas boas coisas do passado de Mario, assim como incluirá novas mecânicas. O game será o primeiro desde o longínquo Super Mario Sunshine a contar com algo próximo de um mundo aberto, algo que me dá saudades na franquia. A ambientação mostrada até agora, contudo, causa-me uma estranheza que não sei se é boa ou ruim — a mistura do traço cartunesco do protagonista com uma cidade mais realista me lembra do tragicômico Sonic ‘06. Só saberemos na próxima terça-feira (13), às 13h (horário de Brasília), se a Nintendo saberá vender bem seu peixe (ou seria encanador?).

THE LAST OF US: PART II (dica do Vinícius Kazuo)

Lançado em 2013 para PlayStation 3, o primeiro game da franquia foi um grande sucesso de público e crítica, além de ter sido um dos títulos que mais vendeu no console. Em 2014, uma versão remasterizada do jogo chegou ao PlayStation 4 a tempo de conquistar um público ainda maior, que migrava do Xbox 360 para o console da Sony. The Last of Us conseguiu chamar a atenção por sua narrativa madura e personagens cativantes que criaram empatia com os jogadores, deixando a grande epidemia como um pano de fundo para essa história.

O trailer de The Last of Us: Part II, revelado na PlayStation Experience 2016, trouxe um vídeo curto de 3:45 onde é possível reconhecer o cenário pós-apocalíptico criado para o game. Ao fundo, Ellie toca a música Through The Valley para expressar sua angústia já como uma adulta. Mesmo que tenha sido uma apresentação curta, ela foi o suficiente para alimentar teorias de fãs ávidos por conforto cognitivo. Entre elas, existe a suspeita de que Joel tenha sido morto pelos Vagalumes e que sua aparição tenha sido criada pela mente perturbada de Ellie, seja pelo trauma de suas perdas ou pelo desenvolvimento do fungo que reside em seu cérebro. É incrível como poucos minutos podem trazer tantas questões, não? Esperamos que respostas cheguem nessa conferência do dia 12.

DESTINY 2 (dica do Jean Mota)

A Activision não terá conferência na E3 2017, mas deixou claro que vai se dedicar a duas franquias: Call of Duty: WW2 e Destiny 2. Nada mais justo do que esperar por grandes novidades sobre ambas. Como um jogador assíduo de Destiny e após as novidades já reveladas, espero pela versão jogável prometida para o evento. Imagino que detalhes de novas subclasses serão revelados, como o Arcstrider – que substituiria o Bladedancer, de acordo com o Eurogamer de Portugal -, datas e mais detalhes da beta, e a degustação de sua primeira missão durante o evento.

Por mais que Destiny 2 aparente ser um refinamento do primeiro título (do que algo totalmente novo), sinto-me encorajado em jogá-lo por saber que Luke Smith – responsável por The Taken King (para mim, a melhor e mais coerente expansão de Destiny) -, está liderando Destiny 2. Trailers já mostraram um enredo bem interessante (como a ótima desculpa que todo nosso equipamento foi levado por Ghaul e suas tropas) e não duvido que o desenrolar seja ainda melhor. Espero ver ainda mais opções de customizações, detalhes das novas Raids, novidades sobre os Strikes e como microtransações vão funcionar na nova obra.

SHIN MEGAMI TENSEI (dica do Luiz Roveran)

Um dos pontos que mais me levantou as orelhas na Nintendo Direct de janeiro, reveladora de maiores detalhes do Switch, foi o anúncio de um novo game da franquia Shin Megami Tensei. O título ganhou um pequeno teaser durante a apresentação, nada muito informativo, mas que anunciou ao público que o jogo seria feito no poderoso motor Unreal 4. Embora os jogos de SMT não exijam exatamente muito em termos de processamento gráfico, é sempre bom saber que maiores possibilidades estão às mãos da equipe de desenvolvimento.

Se a obra for anunciada para este ano, pode-se dizer que 2017 foi extremamente frutífero para a Atlus — que já lançou a quinta iteração de Persona no Ocidente em abril. Não é difícil imaginar que o novo game chegue ao Oeste, mas especulamos se sua criadora irá fazer um lançamento simultâneo em ambos lados do globo. Seu antecessor no canon principal da série, Shin Megami Tensei IV, chegou ao 3DS em 2013 e foi bem recebido por público e mídia. Se a Atlus vai repetir a fórmula ou buscar inovar, só saberemos na próxima terça (13).

BLOODBORNE 2 (dica do Marco King)

Esse é um chute dos grandes, mas, com os fortes rumores que apareceram nos últimos tempos, a vontade de ver a continuação de Bloodborne na E3 é “de mais de 8000”. A esperança veio a partir de duas fontes: uma suposta logo do game (vista abaixo) e uma postagem de Thomas Mahler, CEO da Moon Studios (Ori and the Blind Forest), no NeoGAF, que reforçam o anúncio do título na conferência da Sony, às 22h do dia 12.

Infelizmente, não temos ideia do que a obra traria de novo – seria uma sequência direta do jogo original ou algo diferente? No entanto, o sucesso trazido por seu predecessor (um jogo cinco estrelas, segundo nossa análise) seria uma excelente salvaguarda para os órfãos de Dark Souls.

Author: Marco King

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.

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