E3 2017 | O que esperar da conferência da Bethesda

Se há uma conferência que tem muitos segredos a revelar nessa E3 2017, essa é a da Bethesda. Em um ano cujas principais franquias da empresa terão pouco do seu brilho usual, a hora é de apostar no novo. E bem novo, por sinal.

Engana-se quem espera pouco dessa conferência. Sem Fallout ou Elder Scrolls? Bem, sem dúvidas os dois estarão presentes, mas bem longe da expectativa sobre os boatos de um spin-off para o mundo pós-apocalíptico ou a sexta edição de dragões e FUS RO DAH!

Skyrim no Nintendo Switch

Mas é bom deixar na mente uma coisa: a Bethesda gosta de surpreender desde que debutou na E3. É por esse motivo que alcançou ainda mais renome na indústria e elogios entre os jogadores. Pete Hines, vice-presidente de relações públicas da empresa, disse em 2015 que fazer a conferência na época fazia sentido pois “não bastaria um estande no evento para cobrir tudo o que mostramos. E, mais importante, não importa o que fizéssemos em um stand, nós receberíamos apenas um número limitado de pessoas que vão à E3 ali”. Se a Beth não tivesse uma (ou algumas) carta na manga como grande chamariz, não acredito que se daria ao esforço de uma conferência.

Mas, afinal, quais seriam as grandes bombas trazidas pela Bethesda? Não tema, ela já nos deu pistas.

APOSTAS CERTAS

A imagem acima é o convite da empresa à sua apresentação na E3. Dishonored, Prey, The Elder Scrolls, Fallout, Doom e Quake estão estampados no desenho, em conjunto com duas áreas “em construção”, certamente as grandes novidades a serem divulgadas no dia 11.

Antes de falar delas, vamos ao que já conhecemos. Fallout, como demonstra a ilustração, será apenas um anfitrião de luxo, mas não menos importante. A chegada de sua versão em realidade virtual é altamente esperada e, segundo palavras de Todd Howard para Hines, “Fallout 4 VR é a coisa mais incrível que você já viu na vida”. O game estará disponível para o público testar por lá – e que inveja eu sinto por isso.

Outro game que tem chances de chegar ao VR é Doom. Embora isso não esteja 100% confirmado ainda, as demonstrações do game na edição passada da E3 empolgaram muita gente e há sempre a chance de aparecer. De qualquer forma, a probabilidade de ganharmos uma data de lançamento do Fallout é bem alta, enquanto Doom VR continua apenas a ser uma pequena aposta e viria somente depois.

CONTEÚDOS EXTRAS

Certa também é a presença de DLCs no palco. Depois de Dishonored 2 e Prey, não há janela suficiente para outro lançamento vindo da Arkane Studios (haja trabalho, hein?) e as chances de conteúdos extras que expandam a história de algum dos (ou os dois) jogos são realmente altas. Prey “absolutamente” terá mais conteúdo, como disse o diretor criativo Raphael Colantonio, então nada mais justo que aguardar por mais de Corvo e Emily da mesma forma. Aliás, por que não esperar algo semelhante também de Doom?

Por sua vez, o restante dos títulos tiveram expansões lançadas recentemente (ou estão perto disso), então, nesse caso, eu aposto em divulgação no lugar de revelação. No caso de The Elder Scrolls Online, por exemplo, Morrowind será disponibilizado amanhã (6) e adicionará novas áreas e cidades, magias e a classe Warden. Já The Elder Scrolls Legends lançou The Fall of the Dark Brotherhood em abril e chegou finalmente no PC e tablets Android. Planos de colocar o jogo em outros dispositivos como os smartphones devem ser contados na conferência.

Quake Champions é mais um com data a ser definida. A tendência, porém, é de uma confirmação para uma beta aberta permanente (uma já ocorreu, mas com dias pré-definidos). Com certeza, ouviremos falar da parceria com a ESL e de como a obra tem um grande foco no cenário competitivo. Além disso, eu apostaria na aparição de personagens e campos de batalha extras.

SEQUÊNCIAS DEMAIS, VAGAS DE MENOS

Agora, é a hora que todo mundo gosta: os chutes. Mesmo assim, tô aqui pra apostar certo com base nas coisas que todo mundo já sabe (ou não), mas faz questão de ignorar às vezes. Não aceito nada menos que um chute na trave! Assim, eu já venho empurrando uma porrada de sequências pra fora da lista. Wet e Brink: desculpem, vocês podem voltar pra prancheta. Vamos focar em caminhos reais aqui.

O primeiro nome é Rage 2, porém as esperanças não são muito grandes. Em determinado momento, Todd Howard disse que ele e The Evil Within “tiveram sucesso o suficiente” para considerarem a produção de uma continuação; mais nada foi falado sobre ele, no entanto, e eu não colocaria minhas fichas aqui. O caso de The Evil Within é mais plausível. Uma oferta de emprego foi encontrada por um usuário do NeoGAF (sempre eles), com a finalidade de recrutar tradutores e testadores pro título Psycho Break 2 (como o game é chamado no Japão).

Por fim, há ainda o caso de Wolfenstein. Uma continuidade do elogiado The New Order tem sido bastante pedida pelos fãs e os rumores vêm desde a edição passada da E3. New Colossus (nome do poema recitado pelo personagem BJ Blazkovicz em The New Order) é apontado como o subtítulo do novo game, que pode se passar nos Estados Unidos – o poema também é encontrado inscrito na Estátua da Liberdade. Além disso, Pete Hines confirmou que a MachineGames está de fato com um projeto em desenvolvimento e o dublador de BJ, Brian Bloom, colocou a cereja no bolo com indícios de que a obra em questão é mesmo Wolfenstein.

PROJETO STARFIELD

Se Fallout e TES não serão os grandes jogos, alguém tem que assumir o papel, não é mesmo? The Evil Within 2 e Wolfenstein são excelentes nomes, mas não carregam o peso dos citados. Então, o que poderia trazer tanto furor à conferência?

Bem, se você segue o Pulo Duplo, já deve ter visto uma história de que a Bethesda Game Studios (desenvolvedora responsável por Fallout 4 e Skyrim) tem nada menos que sete projetos em produção. Algumas já são conhecidas e até citadas aqui, como Skyrim no Nintendo Switch e Fallout VR. Contudo, três nomes permanecem uma incógnita.

Todd Howard: “Bethesda Game Studios tem sete jogos em desenvolvimento”

É sabido que um deles será destinado aos dispositivos móveis. O sucesso de Fallout Shelter motivou a empresa a seguir esse caminho, sendo o TES Legends outra promessa nessas plataformas. Uma vaga de emprego encontrada pelo usuário Nirolak do NeoGAF (via IGN) dá certos detalhes sobre um “game AAA freemium de ponta”. Embora nada fale de mobile, o jogo seria feito pela Bethesda Montreal, que tem ligações com a Behavior Interactive (o mesmo estúdio que ajudou na produção do Shelter).

Sobre os projetos restantes, Todd Howard cita: “temos dois projetos grandes que seguem mais a linha do que fazemos, porém ainda maiores. (…) Não posso falar muito sobre eles, mas posso dizer que serão maiores do que tudo que já fizemos. São um pouco diferentes, mas definitivamente estão no caminho que as pessoas estão acostumadas de nós”. Pete Hines, em entrevista à IGN, afirmou que estes dois games continuarão sendo o foco da Bethesda antes que o estúdio continue Elder Scrolls 6. Ou seja, a história é grande!

Enquanto um dos jogos tem um sigilo absoluto (boatos acusam uma versão de Skyrim também para realidade virtual), correm diversos rumores sobre o chamado Projeto Starfield. O título é um grande ponto de interrogação mantido pela Bethesda há pelo menos quatro anos – a marca foi registrada nesse período e novamente no ano passado, de acordo com o Gamerant. O NeoGAF, porém, está aí mais uma vez no bafafá.

De acordo com um texto encontrado por lá (supostamente apagado a pedido da Zenimax, mas que pode ser encontrado no Reddit), Starfield vai explodir cabeças. É um jogo que ocorre no espaço – segundo o escrito, “não é baseado em naves”, como Elite: Dangerous ou No Man’s Sky, mas entre estações espaciais – com um sistema de geração procedural de facções. O curioso é que o “vazamento” ocorreu também no 4chan por um usuário chamado ‘Salulard’ (obrigado, ComicBook.com).

Starfield seria um RPG de mundo aberto em primeira pessoa e teria como inspiração o clássico Star Trek: Deep Space Nine, com a finalidade de fazer sua estação espacial crescer (a ponto de ficar maior que o mapa de Boston em Fallout 4) e ajudar pessoas que, por ventura, seria possível recrutar algumas delas. O foco em batalha, no entanto, seria mínimo.

As especulações são muitas e bem interessantes, mas não há qualquer base concreta para acreditar nessa postagem. Na imagem do convite da Bethesda, no entanto, a construção à direita tem algumas estrelas desenhadas – ou seria muita especulação? Bom, só saberemos disso no próximo dia 11, durante a conferência. Com certeza, minhas expectativas estão bem altas para as novidades, confirmadas ou não. E não se esqueça de deixar suas apostas também. Concorda ou discorda de algo que disse? Deixa aí nos comentários!

Author: Marco King

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.

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  • Tiago Almada

    Um novo Wolfenstein seria lindo! Aliás qq coisa que mandarem será lindo! =]

    • http://pressakey.com.br/ Marco King

      Os últimos foram muito bons, então, se isso se confirmar, com certeza eu vou atrás também.