Análise | Life is Strange: Dark Room

A cada episódio novo de Life is Strange, mais eu tenho a sensação de que estou em um jogo diferente do que joguei no anterior. Porém, no quarto episódio, Dark Room, senti que existia toda uma vida dentro de um único capítulo. Vivenciei tantos momentos do presente e passado na busca desesperada para criar um futuro perfeito e no final não chegar nem perto do planejado. A vida é mesmo estranha.

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Max percebe que os caminhos criados por mudar o passado estão completamente fora de seu controle, e que muitas vezes aceitar a realidade em que vive é o melhor caminho ou, ao menos, o menos doloroso. Isso acaba proporcionando um momento de aprendizado para Max sobre seus estranhos poderes e sabedoria para utilizá-los de maneira mais responsável.

A história amadurece junto com a personagem, ambas ficam mais sombrias conforme a verdade sobre o paradeiro de Rachel está prestes a ser revelada. Os problemas existenciais e o dia a dia da vida escolar parecem ser preocupações muito distantes e sem importância.

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Eu dividiria o quarto episódio em três partes: “Pesadelo”, “investigação” e “tapa na nuca”.

Max Life is Strange

Max Caulfield

Pesadelo representa o começo do capítulo, onde você vivencia as consequências da utilização de seu poder, um momento que apresenta difíceis escolhas. A segunda parte te faz dar uma de “Sherlock Holmes” de Arcadia Bay e mergulhar numa pilha de pistas a fim de se aproximar do verdadeiro vilão. Por fim, vem o “tapa na nuca”. Eu explico: em Life is Strange, ao final de cada capítulo, normalmente temos um momento revelador ou que cria grande impacto e te deixa com aquela vontade de sair devorando o resto da história. Pois bem, é isso que acontece no final de Dark Room e eu consideraria este “tapa na nuca” mais como uma “voadora na nuca”. E não vamos falar disso aqui, melhor você jogar e vivenciar por conta própria. Este final rola dentro da festinha do Vortex Club e se você curte uma baladinha, a terceira parte do episódio te fará dançar um pouco em frente ao monitor, nem que seja só mexendo a cabeça pra lá e pra cá. Aliás, músicas sempre muito bem selecionadas pela desenvolvedora.

Se depender do pensamento coletivo dos fãs que já jogaram, as orelhas do pessoal da Dontnod devem estar quentes. Quero o quinto episódio agora, por favor?!

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Dark Room é uma montanha russa de emoções. Recheado de drama, esperança e também desespero, doses de fúria e momentos de perplexidade. As investigações foram divertidas – cheguei a fazer diversas anotações num papel para acompanhar – e a história realmente cresceu. O episódio 5, Polarized promete ser emocionante e mal posso esperar para chegar ao seu desfecho.

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A tempestade se aproxima.

Author: VelhoTulkas

Marketing na cabeça, game no coração. Não importa o dia, a hora e muito menos a plataforma, o que importa é o prazer de jogar.

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