Os games da E3 2016 que chamaram nossa atenção

2016 já é um ano especial para os jogadores. A quantidade incrível de títulos de ótima qualidade mostrados (e demonstrados) durante a Electronic Entertainment Expo é uma prova do quão legal é ser gamer atualmente. Com uma lista tão grande de jogos, nossos redatores resolveram citar alguns que merecem uma atenção especial até o seu lançamento. Está na hora de economizar, pois são apenas dez games, e muitos outros fora desta lista também prometem  muito.

Destaques do Luiz Roveran: The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Resident Evil 7

Como muitos outros, surpreendi-me com a guinada que The Legend of Zelda: Breath of the Wild propõe a sua franquia. Creio que a mudança de ares pode ser saudável a uma série que se mantém relevante desde sua estreia, há 30 anos. Entre suas inovações, vejo positivamente a opção por um mundo aberto e não linear, algo que ganhou popularidade com jogos como The Witcher III, Skyrim e Dark Souls, e que tem tudo para funcionar em uma série que costuma abusar de exuberância visual e elementos de exploração como Zelda.

Vislumbro nesse novo game uma ruptura com muitas tradições — e aqui, estamos falando de uma das franquias mais tradicionais do videogame, produzida por uma empresa que resiste ao desapego a seus costumes. Se será uma quebra muito grande em relação ao passado, não sei, só sei que fiquei curiosíssimo.

Falando em guinadas drásticas, a Sony divulgou o trailer e data de lançamento de Resident Evil 7 biohazard, um título que muito me chamou a atenção também. Do que vi na apresentação, a série de survival horror deve introduzir elementos inéditos em seu novo jogo: como alguns veículos já lembraram, os produtores de RE7 parecem ter bebido (e muito!) da fonte de P.T., teaser do tristemente cancelado Silent Hills, de Hideo Kojima e Guillermo del Toro.

Novamente, a câmera em Resident Evil assume papel fundamental: se sua posição fixa no auge da série era algo utilizado para gerar tensão, a visão em terceira pessoa se mostrou útil quando a franquia mudou seu foco para o combate armado — mesmo que isso tenha desagradado aos fãs de longa data. Agora, a opção pela câmera em primeira pessoa realça o elemento de terror psicológico saliente no novo game. Não preciso nem falar que já baixei a demo, no momento, exclusiva aos usuários da PS Plus. Depois eu conto para vocês o que eu achei (se meu coração aguentar).

Destaques do Daniel Degasperi (Velho Tulkas): Horizon Zero Dawn e For Honor

Mesmo sabendo (em muitos casos) quais títulos veremos durante a E3, quase sempre somos surpreendidos ou nos entretemos com um novo gameplay ou trailer cinemático. Às vezes, é alguma novidade ou revelação. Este foi o caso de dois títulos, For Honor da Ubisoft e Horizon Zero Dawn da Guerrilla Games.

Depois de sua estreia na E3 2015, For Honor cativou diversos fãs mundo afora com seu estilo beat’em up em um confronto entre elites militares lendárias – Samurais, Vikings e Cavaleiros. A volta do diretor criativo, Jason Vandenberghe, só conspirou a favor do show, e pudemos apreciar um novo trailer cinemático com mais detalhes sobre o enredo da obra, como também um gameplay de dez minutos com direito a tackle Viking, seguido de joelhada na boca de um mestre Samurai.

Horizon Zero Dawn é um título que logo de cara gerou altas expectativas e angariou seguidores em sua primeira apresentação. Segundo a Sony, este foi o anúncio de 2015 que mais “deu frio na barriga”. Aloy, a protagonista, é forte e independente. Este ano, vimos a opção de escolha de diálogos – o que me alegrou – em um incrível gameplay que demonstrou variadas mecânicas de combate contra enormes “dinossauros metálicos”. E, para quem gosta de um belo visual, o game está bem impressionante.

Certamente fevereiro de 2017 será um mês interessante para nós, jogadores.

Destaques do Jean Mota: Final Fantasy XV e ReCore

Pelo visto, a promessa de dez anos atrás finalmente será entregue e a Square Enix está para liberar algo que faça valer a espera. Diferente do último Final Fantasy para consoles, FFXV é um RPG em mundo aberto, com personagens que apresentam um background rico e um universo de jogo ainda maior. Tanto que teremos um filme e outro game, para mostrar detalhes do passado deste título, além da animação que revela demais detalhes dos protagonistas do game principal. Tudo o que foi mostrado na E3 completa o que já pode ser visto nas duas demos liberadas, algo que cria uma interessante expectativa sobre esse tão aguardado RPG de ação (que também permite batalhas de forma pausada, como em um JRPG tradicional).

ReCore, por sua vez, é o jogo que combina as mentes criativas do criador de Mega Man e da equipe por trás de jogos como Metroid Prime em uma franquia completamente nova, que promete uma combinação de muita diversão, elementos de jogabilidade únicos e um enredo bem interessante. Digo isso pela proposta de jogar com Joule – protagonista do game – e seus robôs-companheiros já demonstrados: Mack (o cão explorador), Seth (a aranha, mestre em escapadas) e Duncan (o peso pesado). Cito três deles, pois nada ainda foi relevado dos outros dois que aparecem nas propagandas. Todo o material demonstrado de ReCore só aumenta minha ansiedade de por logo as mãos nesse game. Espero que ele atenda às expectativas.

Destaques do Vinicius Kazuo: Forza Horizon 3 e The Last Guardian

Uma das franquias mais importantes entre os jogos exclusivos da Microsoft retornou com novidades animadoras nessa E3 2016. Forza Horizon conseguiu trazer amantes da experiência de pilotar carros para uma imersão profunda em suas paisagens diversificadas e agradáveis, o que será intensificado nesse novo título. Ambientado na Austrália, Forza Horizon 3 trará desde praias paradisíacas até o Outback como cenário de corridas alucinantes.

Essa é uma ótima notícia para pessoas que, assim como eu, apreciam a liberdade oferecida pela série para se desviar dos objetivos principais em viagens sem rumo, do amanhecer ao pôr do sol.  Um número ainda maior de carros, além da belíssima Lamborghini Centenario, será disponibilizado para que os jogadores possam se esbaldar sem a preocupação de gastar milhões em gasolina ou IPVA. E, pela primeira vez, o usuário será o dono do festival, o que lhe dará poderes para definir os locais e quando serão realizados os eventos. Seremos o chefe dessa vez. Tudo isso será embalado por uma das características chave para a diversão entre uma corrida e outra, que é a trilha sonora muito bem selecionada. Tenho boas expectativas sobre esse game que será lançado no dia 27 de setembro desse ano.

Do outro lado, acho que não tinha como citar algo além de The Last Guardian. Depois de uma longa espera, finalmente temos um vislumbre do produto final que será lançado no dia 25 de outubro. O trailer da mais nova criação de Fumito Ueda trouxe uma sensação parecida com a que tive em outros games que o antecederam, como foi o caso de Shadow of the Colossus. A imensidão de seus cenários e suas criaturas nos lembram como somos pequenos mas, ao mesmo tempo, nos estimulam a usar todo nosso potencial para resolver problemas colossais. É claro que, para isso, teremos a grande ajuda de Trico, o icônico monstro híbrido que acompanha o jovem protagonista. The Last Guardian é aguardado para ser um título no mínimo grandioso, mas tenho a esperança de que saberá nos engajar da melhor forma.

Destaques do Marco King: South Park: The Fractured But Whole e Vampyr

Impossível para mim não citar o South Park: The Fractured But Whole. Primeiro, por eu mesmo ser um grande fã da animação. Segundo, pelo grande sucesso do título anterior. The Stick of Truth fez mais do que eu esperava para um título de RPG: não fui totalmente capaz de “ser” o Garoto Novo, mas tive a plena sensação de estar durante uma sessão de RPG de mesa, e isso foi mais do que muitas obras do gênero conseguiram fazer. Melhor ainda, na minha opinião, é ver que eles não se prenderam à formula de sucesso com todo o estilo medieval e partiram para a temática de super-heróis, ou seja, eles assumiram um desafio novo, sem medo de errar e sem esquecer dos méritos e defeitos do The Stick of Truth. Assim, teremos novas classes, habilidades e combos de poderes, tudo regado ao humor politicamente incorreto de Trey Parker e Matt Stone, criadores da série.

Com muito menos destaque durante a E3, até por ser uma obra indie, Vampyr chegou caladinho, mas conseguiu ainda mais minha atenção. Eu curto bastante a mitologia vampiresca nas mais diversas mídias, seja os livros de Anne Rice, os filmes Garotos Perdidos e Anjos da Noite, o RPG Vampiro: a Máscara ou os games Castlevania e Legacy of Kain. Infelizmente, eles costumam ser negligenciados nos games – acho que o último título do estilo que joguei foi o Vampire: Bloodlines -, então fico bem feliz de ver uma nova obra, em meio a mais jogos explorando o, ao meu ver, desgastado e repetitivo tema de zumbis.

Além disso, fico bem feliz quando estúdios apostam em boas surpresas, como parece ser o caso da Dontnod. Responsável pelo episódico Life is Strange, o estilo de Vampyr soa bem diferente, tanto pela temática quanto pelas mecânicas – e espero que não seja dividido em capítulos também. Se você gosta do estilo, vale a pena ficar de olho.

Author: Marco King

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.

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