Reboot de Descent será… um MOBA

Lembro-me das horas que passei à frente do PC jogando Descent. Intrigava-me o modo como o game conseguia me deixar tonto e literalmente enjoado, mas eu continuava a voltar a jogá-lo, mesmo com dores de cabeça pós-tontura (sim, é realmente desorientador). Quando soube que a Descendent Studios faria um reboot para a obra, rapidamente parei para cogitar como seria interessante ver toda aquela loucura de novo, quando descobri que será mais um MOBA.

Não é que eu não goste do gênero. Fui viciado em DotA, assisto a campeonatos de League of Legends e tornei-me mais recentemente um fã de Heroes of the Storm. No entanto, acho que já deu, não é? Com o sucesso do estilo, todo mundo quer agora sua fatia do bolo e, por isso, a quantidade cresce descontroladamente. Uma coisa é você ter opções no mercado, mas vamos com calma, pessoal. Já vi desde séries consagradas (King of Fighters, Warhammer e The Witcher são alguns exemplos) a novos jogos que tentam dar uma cara diferente (tipo Supernova, que incorpora elementos de estratégia em tempo real, ou RTS), e outros que simplesmente parecem cópias.

Contudo, mesmo que o número de títulos do gênero no mercado já abuse do meu limite (assim como os tantos Minecraft-like pelas plataformas afora), o projeto Descent: Underground conseguiu chamar positivamente a minha atenção, por diversas razões. A primeira (e maior delas) é a fuga do padrão. A obra espacial, além do esperado combate, terá minérios para garimpar e coletar, e asteróides para recuperar, em missões como Capture the Ore, Capture the Asteroid e Deathmatch, além de times de 16 pessoas. Ou seja, embora a gente possa dizer que as partidas de um Battle Arena nunca sejam exatamente iguais, elas poderão ser realmente diferentes neste reboot.

Além disso, haverá o que a desenvolvedora chama de “ação em seis graus de liberdade”, que é basicamente a raiz de Descent: fazer manobras mirabolantes com naves enquanto ataca, barrel rolls para fugir e drifts em gravidade zero para contra-atacar. Sem o perigo de ficar tonto (ou não muito, talvez?) com a câmera em terceira pessoa, mas também a possibilidade de mudar para primeira pessoa (e devo dizer que foi muito nostálgico ter tal visão).

Se você gostou do que viu, faça como a Interplay (desenvolvedora do original) e também dê uma força ao projeto. Para isso, visite a página do jogo pelo Kickstarter (em que dá até pra você garantir sua cópia) e invista ou divulgue. Certamente, é um trabalho interessante tanto para fãs do gênero quanto para saudosistas como eu. A campanha encerra no dia 10 de abril e, caso atinja os 600 mil dólares necessários para seu sucesso, o game deverá ser lançado em março de 2016.

Author: Marco King

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.

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