Análise | A Plague Tale: Innocence

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9.5

Incrível

A Plague Tale: Innocence foi um jogo que me pegou de surpresa. Anunciado na E3 2017, o game ficou esquecido até aproximar da sua data de lançamento, dia 14 de maio. Mas o melhor de tudo: foi uma surpresa boa.

O game é ambientado na idade média na França – e inclusive o aúdio original é o francês – e o jogador controla Amicia de Rune, uma menina de 15 anos que vive tranquilamente com sua família, com alguns privilégios da baixa nobreza. Ela tem um irmão de 5 anos, Hugo, que está sempre doente e quase não sai de casa.

As coisas mudam drasticamente quando a Inquisição ataca a família da garota. Eles estão a procura de Hugo, pois o menino é muito importante por algum motivo. Os pais da garota são mortos e Amicia se vê jogada em um mundo hostil tendo de proteger o irmão mais novo.

Os ratos e o combate

Mundo esse que está sendo dizimado pela Peste Negra. Peste essa que é representada no game de uma forma simples e muito eficaz: ratos, milhares deles. Não dá para combater os ratos diretamente, eles têm medo da luz e usar tochas e outros recursos contra eles será o modo de combater as criaturas.

O combate irá funcionar contra os soldados da Inquisição. Como o game se passa na idade média, pensando em combate nos vêm a mente espadas e armaduras, mas A Plague Tale: Innocence não vai por esse caminho. O game leva em consideração que Amicia é uma adolescente e não tem força bruta para enfrentar soldados.

A arma principal da garota é sua funda. Com ela você pode começar jogando pedras nos inimigos e em objetos para atraí-los. O combate é fluído e rápido e com certeza um dos pontos positivos do game.

Você pode melhorar diversos atributos em uma mesa, usando uma ferramenta obtida durante o game. Desde o número de itens para carregar até melhorar a eficácia da funda e outros itens.

A Plague Tale: Innocence

Hugo e outros personagens

Hugo sempre está junto com a menina e você deve calcular o tempo para passar de um ponto a outro com ele, pois como criança, anda mais devagar.

Não pense, porém, que Hugo é somente um peso. Ele é essencial para passar por lugares apertados e pegar objetos ou abrir portas que Amicia não é capaz de abrir.

De início você precisa se esgueirar silenciosamente entre os soldados para alcançar seu objetivo, porém os recursos usados para enfrentar os guardas e os ratos melhoram quando você conhece Lucas, um aprendiz de alquimista que lhe ensina alguns truques.

Acender fogueiras à distância, forçar os soldados a retirarem o capacete, para que suas cabeças fiquem livres para a pedra da sua funda, são alguns desses recursos.

A Plague Tale: Innocence

Lucas, porém, não é um NPC que te fornece itens. Os personagens em A Plague Tale: Innocence são muito bem trabalhados. Logo você conhece cada um eles e todos tem sua personalidade e histórias.

Logo você irá perceber que Hugo tem a personalidade própria de uma criança, ficando emburrado quando Amicia chama sua atenção por correr na frente, por exemplo. E isso traz todo um novo aspecto para o game, onde todos os personagens, não só os irmãos, importam.

A história e o visual

A história e o mistério por traz dela alimentam a curiosidade do jogador. Por que a Inquisição está atrás de Hugo? Que tipo de doença ele carrega? Por que ele é tão importante? São questões que serão respondidas aos poucos, na medida certa, deixando o jogador ansioso para o próximo capítulo.

O visual do jogo é outro deleite. Não por lindas paisagens, mas justamente o contrário. Por onde Amicia e Hugo passam podemos ver a destruição causada pela praga com corpos de pessoas e animais jogados, além de resquícios dos ratos.

A Plague Tale: Innocence

Bugs? Infelizmente sim.

Infelizmente encontrei alguns bugs inconvenientes e por causa deles, exclusivamente, A Plague Tale: Innocence não ganha a nota total. Certa vez precisei reiniciar o game quando a câmera travou e não conseguia movê-la e em outra tive que reiniciar o capítulo inteiro pois o jogo travou em um checkpoint onde Hugo saía de cara com um inimigo que não podia lhe detectar.

São pequenas coisas, que acabam quebrando o clima do game, mas não estragam sua experiência.

Conclusão

Como eu disse, A Plague Tale: Innocence foi uma ótima surpresa. O game com certeza deixa os jogadores de olho no desenvolvedor, Asobo Studios, e ansiosos para o que vem a seguir. Esperamos que seja uma experiência tão boa quanto.

A Plague Tale: Innocence fez parte de uma série de gameplay na nossa página do Facebook. Caso queira conferir o game, pode acessar os links abaixo:

Primeira Parte
Segunda Parte
Terceira Parte
Quarta Parte
Quinta Parte
Sexta Parte
Sétima Parte

Positivo

  • História envolvente
  • Combate rápido e fluído
  • Ambiente imersivo
  • Personagens bem trabalhados

Negativo

  • Pequenos bugs inconvenientes
9.5

Incrível

Amante de livros, séries, mangás e claro, amante de jogos, principalmente aqueles com uma ótima e profunda história. Estuda pedagogia porque precisa trabalhar para comprar os games no lançamento.