Análise | Antigraviator

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6

Justo

Após não conseguir bater a meta de financiamento no Kickstarter, o estúdio Belga Cybernetic Walrus conseguiu um contrato com a distribuidora Iceberg Interactive e hoje (6), Antigraviator chega nas lojas. Será que o título agradará os amantes do gênero? Confira em nossa análise de Antigraviator:

Desenvolvido na Unity, sendo um dos jogos que mais utiliza o poder gráfico da engine, o título coloca o jogador em um futuro próximo, onde a tecnologia antigravidade evoluiu tanto, que os carros aderiram a novidade e agora o torneio Antigraviator é um dos eventos mais famosos no esporte.

Partindo desta premissa, o título promete velocidades ilimitadas e muita emoção nas partidas, porém essa promessa é imediatamente quebrada com o level design. As pistas são separadas pela temática do ambiente, como neve, tropical, espaço e urbano, cada uma com 3 variantes, entretanto todas as pistas possuem trajetórias absurdas e serpenteantes, no melhor estilo Hot Weels, tornando difícil qualquer curva devido a velocidade, fazendo com que você esteja constantemente se arrastando pelos lados da pista enquanto os outros corredores te ultrapassam.

Naturalmente eu poderia desacelerar nas curvas, mas o jogo está constantemente te incentivando a ficar cada vez mais rápido, com boosts em diversos pontos das pistas ou com o principal item do game, coletado no caminho, que serve como nitro e moeda para ativar armadilhas. Como as dinâmicas do jogo estão sempre orientadas à velocidade, existe apenas um botão de desacelerar, que não é um freio, mas uma espécie de flap de avião, facilitando a curva (ou não).

Antigraviator divide as pistas por torneios cada vez mais difíceis, para vencer as corridas o jogador dispõe de diferentes armadilhas no ambiente, como deslizamentos, minas e outros contextualizados pelo cenário. Existem dois modos de corrida, o modo tradicional de três voltas e o modo de eliminação, onde o último corredor é banido até sobrar só o primeiro lugar. O game também oferece partidas multiplayer local ou online, além de personalização e upgrades para seu veículo.

Mas infelizmente os problemas continuam. A Cybernetic Walrus tomou estranhas decisões que acabam por impedir a progressão do jogador. Todo torneio tem recompensas em dinheiro, porém todo torneio custa dinheiro. Não seria um problema se eu só precisasse pagar uma vez, porém o salto de dificuldade que encontrei na metade do jogo me obrigava a reiniciar algumas corridas, o problema é que não é possível reiniciar corridas. O jogador é obrigado a desistir do torneio e pagar novamente para começá-lo. Se você não possui dinheiro o suficiente, deve jogar os torneios anteriores para juntar a grana.

Tudo fica mais punitivo ainda com as partidas de eliminação que não possuem respown e um salto errado na primeira volta garante automaticamente o ultimo lugar que, dependendo da pontuação dos outros corredores, impossibilita qualquer chance de vencer o torneio.

Mecanicamente, o título possui controles simples e sem fisicalidade, tendendo para um estilo arcade, mas que precisa ser polido para trazer mais domínio sobre o veículo. Por incontáveis vezes perdi os boosts por não conseguir posicionar o carro no local certo e, para dificultar, a câmera do jogo é muito próxima do chão, impedindo qualquer antecipação do jogador ao olhar para a pista adiante.

A junção de tais problemas com o um bug fatal durante os loadings entre as partidas me fizeram desistir de tentar os últimos três torneios, saindo de Antigraviator com uma sensação de impotência e tristeza, pois algumas daquelas ideias realmente me atraíam. Espero que o jogo seja um grande aprendizado ao pequeno e inexperiente estúdio que, embora tenha apresentado muitas falhas mecânicas, conseguiu construir um mundo incrivelmente lindo.

Antigraviator já está disponível para Steam, PlayStation 4 e Xbox One.

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Positivo

  • Divertido, rápido e fácil

Negativo

  • Repetitivo, problemas de jogabilidade

Resumo

Antigraviator tem uma proposta interessante e muito lembra clássicos, como Wipeout ou F-Zero, mas o excesso de problema técnicos tiram o brilho daquele que poderia ser um grande jogo.
6

Justo

Designer, jogador e leitor ávido, a lista de coisas diferentes que faço é longa demais, porém minha curiosidade e busca por entender tudo a minha volta é maior ainda. Mas e o futuro? Bem, Game Designer e escritor são meus objetivos, conseguir um desses já é uma conquista desbloqueada.