Análise | Assassin’s Creed Odyssey

Análises PC PS4 Xbox One
8

Ótimo

O segundo título da nova era de games da franquia, Assassin’s Creed Odyssey, conseguiu sustentar o grande sucesso de seu antecessor Origins ao trazer mais um título inspirado por um momento histórico e ambientação que vale a pena explorar.

O jogo apresenta uma ambientação excepcional ao retratar templos, edificações, estátuas, formações geológicas e cidades inspiradas por relatos sobre a época da Grécia Antiga. Um prato cheio e muito saboroso para os amantes da história da Grécia Antiga. O nível de percepção de vastidão, elemento que acompanha a franquia Assassin’s Creed desde sua primeira sincronização, é especialmente recompensador em Odyssey por oferecer um ambiente enorme, visualmente bonito e explorável até onde a visão pode alcançar.

O jogador pode explorar esse mundo vasto com Alexios ou sua irmã, a qual escolhi como personagem em minha aventura. Kassandra é uma protagonista carismática e sua dublagem na versão brasileira por Letícia Quinto, que dublou Saori Kido em Cavaleiros do Zodíaco, caiu como uma luva para a personagem, ainda mais quando consideramos as várias referências a deusa Atena e a interação com Barnabás, dublado por Francisco Bretas (Hyoga). Podemos ver as mais diversas expressões de Kassandra em suas interações com outros personagens no jogo, o que inclui uma dose saudável de humor entre missões sérias.

Alexios e Kassandra tem uma variedade respeitável de armas a sua disposição que inclui espadas, lanças, adagas, machados, cajados, bastões e arcos de todos os tipos. Os sistema de entalhes e melhorias são recursos que permitem que a configuração de itens favorita do jogador o acompanhe durante a odisseia.

Um ponto que pode vir a incomodar em níveis um pouco mais avançados do game é que itens que não sejam Lendários não têm utilidade nenhum além de serem vendidos ou desmontados. A diferença de poder em relação aos outros níveis chega a ser gritante.

O uso dessas armas é bem aproveitado por um esquema de luta adequado para confrontos em campo aberto, onde o jogador pode distribuir golpes brutais para todos os inimigos a sua volta. Entre os vários movimentos oferecidos, o chute espartano ganha destaque não só por sua referência a 300, mas também por sua utilidade em combates à beira de penhascos e locais altos.

Por outro lado o sistema de furtividade não é algo muito desenvolvido nesse jogo. São poucas as habilidades que permitem uma incursão livre de confrontos diretos. Talvez isso seja em função da classe de assassinos do jogo, mais voltada ao combate direto, assim como o visto em Origins. Quando os adversários estão em um nível próximo ao do protagonista, essa abordagem se torna bem complicada.

O sistema de escolhas em diálogos que influenciam eventos futuros no jogo torna a experiência menos óbvia e beneficia uma jornada mais intrigante para o jogador. A mecânica realmente entrega o que foi vendido nos trailers do game que foi a possibilidade de fazer sua própria odisseia.

No entanto, essa mecânica de jogo só funciona nesse título por se tratar de uma época com menor precisão histórica. Uma abordagem do mesmo tipo em títulos mais próximos de fatos históricos melhor documentados pode ter maior complexidade de execução, mas sempre há a possibilidade de trabalhar nas sombras dos fatos não documentados.

Outro fator que merece destaque é o sistema de mercenários. Ele traz um desafio maior para a experiência e um estímulo à abordagem furtiva em grandes fortalezas, mas a partir de um certo nível no ranking, esses guerreiros começam a atrapalhar mesmo as missões mais simples de forma bem inconveniente. Em certos momentos tive que reservar mais tempo matando o mercenário do que concluindo missões principais.

Ao pesar todos os elementos e a diversão extraída da experiência de jogo, é justo reconhecer que Assassin’s Creed Odyssey é um título que faz jus à recuperação da franquia. Além de toda a inovação e da superação das expectativas que o apontavam como “uma nova skin de Origins”, Odyssey conseguiu trazer sua própria identidade e abrir novos caminhos para a continuidade da série. Sem spoilers, quanto ao tempo presente apresentado pelo game, é possível prever que uma nova história interessante esteja próxima de ser revelada nos próximos games.

Positivo

  • Ambientação excepcional na Grécia Antiga.
  • O nível de percepção de vastidão.
  • Protagonista carismática.
  • Ótima dublagem em português.
  • Esquema de luta adequado para confrontos em campo aberto.
  • Sistema de entalhes e melhorias.
  • Sistema de escolhas em diálogos torna a experiência menos previsível.
  • Explorar o mar aberto da Grécia Antiga é divertido.

Negativo

  • Em níveis um pouco mais avançados do game é que itens que não sejam Lendários não tem utilidade nenhuma.
  • Mercenários inconvenientes.

Resumo

Apesar de ter muitos itens inúteis no caminho e dos mercenários inconvenientes, a diversão extraída da experiência de jogo e elementos como sua ambientação, a protagonista carismática e seu esquema de luta tornam Assassin's Creed Odyssey um título que faz jus à recuperação da franquia.
8

Ótimo

Aparentemente fragmentado, geralmente atarefado mas certamente engajado, este profissional do ramo bancário da seus pulos duplos no mundo dos games por ser fascinado pela forma como esta "arte" influencia os indivíduos.