Análise | Control – Uma viagem bem aproveitada

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8

Ótimo

Control é o mais recente jogo da Remedy, publisher responsável por Alan Wake e Quantum Break. Seguindo a mesma linha, Control traz uma história com aspectos insanos, ao mesmo tempo caóticos e organizados.

A protagonista é Jesse Faden que está a procura do seu irmão, Dylan, desaparecido há 17 anos. Para isso ela vai para Nova Iorque e entra no prédio do Departamento Federal de Controle, escondido a plena vista. Lá, ela encontra o Diretor morto em sua sala, aparentemente por suicídio e, ao tomar posse de sua arma, se torna a atual Diretora. Fácil né? Parece uma baita coincidência, mas em Control coincidências não existem.

Jesse, como Diretora, acaba tendo acesso a habilidades exclusivas, que envolvem telecinese. O Departamento está sofrendo um ataque por uma entidade, o Ruído, que contamina pessoas desprotegidas. Jesse deve enfrentar o Ruído no seu novo papel de Diretor, além de, como irmã, encontrar e resgatar Dylan.

Mapa estilo metroidvania

Todo o progresso de Control acontece nas imediações do Departamento de Controle, que não é um prédio comum. O Departamento, chamado de Casa Antiga, contém dimensões dentro de dimensões então a exploração é uma verdadeira viagem. Muitas vezes para chegar de um ponto a outro, você deve passar pelo Hotel, um local de transição, e ali completar um puzzle.

Seguindo o estilo metroidvania, nem tudo pode ser acessado de princípio. Há níveis de acesso em algumas passagens que o jogador desbloqueia com o progresso na missão principal e também habilidades que garantem acesso a locais que de início são inacessíveis.

Control mapa

Talvez, por tentar colocar tudo isso em um desenho, o mapa de Control pode muitas vezes ser confuso e acabar não ajudando muito a ir de um local a outro. Mas não se engane, ele é extremamente útil. O jogador só precisa pegar o jeito de como ele é exibido.

Arma e habilidades

Como já dito, Jesse como Diretora, possui algumas habilidades exclusivas, além da própria arma. A primeira habilidade é a de puxar objetos e jogá-los nos inimigos e será a mais usada durante todo o game. Outras habilidades, como escudo e levitação, são obtidas durante o progresso, controlando Objetos de Poder.

A arma é outro recurso que será bastante utilizado pelo jogador. Com o progresso, novas formas da mesma são desbloqueadas, por exemplo, você pode alternar entre tiro rápido e escopeta com a mesma arma.

O jogo te obriga a usar ambas. As habilidades gastam energia, portanto não podem ser usadas o tempo todo. E a arma precisa ser recarregada, um processo automático, como se ela esquentasse e precisasse ser resfriada. Assim, o jogador acaba tendo de alterar entre a arma e habilidades, tornando o combate dinâmico e estratégico, já que ficar parado não é uma opção. O vídeo abaixo irá te dar uma noção do combate em Control:

Os inimigos te obrigam a estar em movimento o tempo todo e morrer pode ser muito fácil quando se comete erros. E morrer não é nada legal. Primeiro, porque você irá voltar no último ponto de acesso, fazendo com que muitas vezes tenha de enfrentar os mesmos inimigos no caminho de volta ao ponto onde estava. O segundo motivo que torna as mortes extremamente desanimadoras são os loadings muito demorados.

Portanto, a luta contra um chefe, por exemplo, pode se tornar bem estressante.

A história

A história de Control é confusa, mas faz sentido. É algo difícil de explicar e fiquei pensando logo quando terminei o jogo: como vou explicar isso na análise? Muitas vezes quando um aspecto do jogo é explicado, por mais que a explicação seja completamente louca, você aceita e compreende.

Um exemplo são os Objetos de Poder que mencionei acima. Eles são um tipo de item alterado conectado ao plano astral e que mantiveram suas habilidades. Portanto, ao controlar um Objeto de Poder, você controla sua habilidade. Entendeu? Pode parecer algo confuso, mas no decorrer do jogo isso acaba se tornando rotineiro. Além disso, se você é do tipo paciente, pode ler as diversas notas encontradas no mapa, explicando sobre os vários aspectos do jogo.

Control Jesse

Além da missão principal de Jesse, ela ainda cumpre alguns objetivos paralelos, principalmente para o faxineiro, um importante personagem da trama. Outras missões requerem a exploração do jogador, em NPCs espalhados pelo Departamento. Inclusive, ao terminar a história principal, outras missões ainda esperam para serem solucionadas.

Conclusão

Control é um jogo com uma ação frenética e cinematográfica com uma história que parece caótica, mas se observada com atenção, é bem estruturada. A Remedy uniu todo o aprendizado em jogos passados e Control é o resultado, que ainda possui espaço para melhora, principalmente em termos de performance.

Essa análise foi feita com uma chave gentilmente concedida para o PC.

Positivo

  • Ação envolvente e dinâmica
  • História muito louca, de um jeito bom
  • Personagens interessantes

Negativo

  • Loadings muito demorados
  • Performance, tanto no PC, quanto nos consoles, precisa de atenção

Resumo

Control, novo jogo da Remedy, segue Jesse Feden pelos corredores do Departamento Federal de Controle, do qual é a nova Diretora. Com uma ação frenética e cinematográfica e uma história muito... louca.
8

Ótimo

Amante de livros, séries, mangás e claro, amante de jogos, principalmente aqueles com uma ótima e profunda história. Estuda pedagogia porque precisa trabalhar para comprar os games no lançamento.