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Análise | Disgaea 6: Defiance of Destiny

Análises Switch
9

Incrível

Disgaea é um dos SRPGs que tenho mais carinho. Quando joguei a sua primeira versão, Disgaea: Hour of Darkness, em 2003, fui pego pela sua mecânica e dinamismo nos combates, onde por várias vezes parava para usar a melhor combinação para passar por desafios sem ter muitos problemas. Disgaea sempre teve em seu DNA duas características marcantes: o sistema de evolução infinita e uma história maluca cheia de elementos desconexos no meio da narrativa, enquanto nos levava para a desfecho do game.

Narrativa

Em Disgaea 6: Defiance of Destiny temos como personagem principal Zed, um garoto zumbi que deseja ser forte para vencer o Deus da Destruição. Na jornada, Zed é guiado por Cerberus, um cachorro zumbi falante que criou a magia de Super Reencarnação, que é o grande elemento da história.

Zed por centenas de milhares de vezes tentou vencer o Deus da Destruição, se tornando cada vez mais forte em cada tentativa e morrendo a mesma quantidade de vezes. A nossa história começa no futuro onde Zed conta como venceu esse Deus.

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Por 15 fases vemos Zed reencarnando em busca do seu objetivo e em algumas dessas reencarnações ele vai trazendo novos parceiros para o combate como o Rei Misedor, a Princesa cantora Melodia, a Prism Ranger vermelha Piyori, a Diretora da academia de magia Majolene e mais alguns que vamos omitir para evitar spoilers.

Com uma história tão grande, é quase impossível manter um ritmo constante na narrativa e o jogo passa a ficar um pouco repetitivo entre o ato 5 e 9, mas nada que quebre a experiência, pois nos últimos capítulos a história retorna de uma forma bem interessante até seu grande desfecho, que termina com um final bem fechado.

Evolução ao extremo

Como já comentei, tenho um carinho absurdo pela série e joguei todos os títulos originais anteriores, pulando apenas os relançamentos. Mas Disgaea sempre me deixou na mão em relação às expectativas que eram passadas nos materiais promocionais: Danos absurdos e níveis altíssimos. Era preciso ter muita dedicação nas mecânicas para atingir esses dois pontos.

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Mas em D6, isso foi feito de forma magistral. Zed é forte e isso é passado tanto nas história como na evolução dos níveis do personagem. A nova mecânica leva você do nivel 1 para o 100 em um combate, com esse salto temos valores astronômicos nos atributos, chegando facilmente nos 5 dígitos em 1 combate. E a partir daí, é se acostumar com causar milhares ou milhões em dados, podendo chegar no nível 1000 sem muita dificuldade e se perder com tanto número nos marcadores de dano dos combates.

Mas só números grandes não são suficientes, pois os inimigos estão no mesmo patamar, você precisará chegar num nível próximo de 8000 durante a jornada, pois é próximo do nível do último boss. E para isso você precisará utilizar do que o Disgaea 6 tem de melhor: o sistema de grinding.

Lute, vença e repita

Não existe S-RPG sem gastar algumas horas polindo suas habilidades em incontáveis lutas, até seu inimigo ser eliminado em um só golpe. E para isso ser feito de forma perfeita, D6 traz algumas ferramentas muito interessantes como Auto-battle onde os personagens atacam e se movem baseados em um comportamento predeterminado (Demonic Intelligence – DI), o Auto-repeat que permite repetir o mesmo estágio automaticamente, com um auto-save entre as batalhas, e o Research Squad que envia um grupo de personagens para o Item World para evoluir um equipamento.

Essas três mecânicas combinadas permitem que você deixe o jogo rodando e evoluindo enquanto faz outras tarefas do dia a dia, como estudar, trabalhar, ver séries ou … dormir. Por várias vezes deixei meus joycons colados com fita adesiva nos ZL (para pular animações) e ZR (para acelerar o combate) enquanto saia para almoçar ou via séries. Não culpem o mensageiro, só estava usando meu tempo da melhor forma!

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O fim não é o fim

Se as muitas horas para finalizar o jogo não te satisfazer, você pode continuar jogando Disgaea 6: Defiance of Destiny por infinitas horas. O Item World, garante centenas de horas por itens, além de alguns estágios que são liberados após o end game, como a Martial Dimension ou a Land of Carnage. Outra opção é recomeçar tudo do zero e partindo para um novo cíclo, onde os personagens continuam, mesmo antes de serem introduzidos na história.

Abandonando mecânicas

O sexto título, apesar de ter um sistema que nos permite jogar quase que infinitamente, teve várias das mecânicas anteriores removidas. Não existe mais MagiChange ou a opção de equipar duas armas diferentes. Não é mais possível arremessar personagens nos inimigos para pularem mais e a opção de jogar inimigos na base para captura-los não está de volta. A quantidade de classes também sofreu um corte absurdo, onde não temos mais variantes masculinas e femininas das classes. Apesar dos cortes temos o retorno de 18 classes genéricas e quatro novas classes na série Mecha Girl, Psychic, Pincer Shell e Evil Eye.

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Nem tudo são flores

Infelizmente, o jogo tem sérios problemas de performance no switch de primeira geração com alguns travamentos ao utilizar o auto-battle. Outro ponto ruim é a movimentação na base, que sofre bastante com quedas de quadros. Uma opção é reduzir a qualidade gráfica, colocando no modo desempenho, mas é uma afronta, pois os gráficos ficam horríveis. Vamos torcer para melhorar com algum patch futuro.

Conclusão

Disgaea 6: Defiance of Destiny é um excelente título para os amantes da série. Com seus personagens carismáticos e uma história extensa, com plot twists legais, a série mantém a atenção dos jogadores até o final. Ele conta com vários elementos dos seus antecessores, mas executado de uma maneira própria. Se você é fã da série, vale a pena pegar essa versão.

* Análise realizada com uma cópia cedida pela NIS America.

Positivo

  • História cativante
  • Sistema de níveis mais condizente com a série
  • Fator replay alto

Negativo

  • Quedas de quadros no Auto-Battle
  • Quedas de quadros ao andar na base
  • História da uma arrastada no meio, mas retoma bem

Resumo

Disgaea 6: Defiance of Destiny é um excelente título para os amantes da série. Além de respeitar o DNA da série com a história maluca e as evoluções infinitas, ele permite que você continue jogando por muito tempo após o endgame, fazendo valer cada centavo gasto.
9

Incrível