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Análise | Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age

Análises PC PS4 Switch
8

Ótimo

A experiência de jogar um game com personagens desenhados por Akira Toriyama traz um inevitável sentimento de familiaridade para indivíduos que, como eu, cresceram assistindo a Dragon Ball. Mesmo que suas histórias, motivações e poderes sejam diferentes dos imbatíveis sayadins, o design dos personagens de Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age conseguiu fazer com que eu me sentisse “em casa” para desfrutar dessa aventura épica por Erdrea. Além de seus visuais, a personalidade e o humor de alguns dos companheiros do protagonista também lembram muito do que vemos no desenho de Toriyama. Entre os meus favoritos destaco Sylvando, que conseguiu trazer humor nos momentos certos da aventura.

Os cenários apresentados nesse game da série Dragon Quest são bem variados, tanto em estilo quanto em riqueza de detalhes. Algumas regiões tem características repetitivas e que parecem ter tido pouca atenção, enquanto outras conseguem compor um cenário digno para uma pausa em sua aventura para apreciação. Apesar dessa questão, a estética média dos cenários é suficiente para trazer a sensação que trata-se de uma enorme jornada por países do mundo inteiro. Outro fator que auxilia nessa sensação é o uso de sotaques e algumas palavras em outros idiomas, que confirmam nossas suspeitas sobre qual país uma idade do jogo representa.

Um ponto que poderia contribuir mais com o conjunto da obra é sua trilha sonora. Mesmo que alguns dos temas apresentados em alguma regiões sejam agradáveis, houve momentos em que a repetição me incomodou imensamente, como foi o caso de Hotto e sua corneta. Como se trata de um tipo de RPG onde você deve retornar várias vezes a mesma região em momentos diferentes da história, é importante que a música desses locais seja neutra o suficiente para não incomodar quando tocada em looping.

A conclusão da história principal do jogo exigiu um pouco mais de 70 horas de gameplay, e mesmo que a satisfação em concluí-lo tenha sigo grande, senti que algumas missões principais poderiam ter sido menores ou transformas em missões secundárias. A história da sereia, por exemplo, poderia tomar um pouco menos de tempo. Outra parte da aventura que poderia ser contornada é o momento em que o jogador é obrigado a gastar um tempo precisos em uma máquina de caça-níquel só para conseguir fichas o suficiente para comprar um item e progredir até o andar VIP. Esse tipo de diversão seria muito bem vinda se não fosse obrigatória, afinal de contas, trata-se de um RPG por turnos, não um Mario Party.

Como um ótimo RPG com sistema de batalha por turnos, Dragon Quest XI consegue trazer uma experiência bem imersiva. As animações do golpe, poderes e especiais são satisfatórios e criativos e seu uso exige que o jogador pense com cuidado antes de escolhe seu próximo movimento. Um ataque escolhido em um momento errado pode custar a vida de aliados importantes na partida, o que pode facilmente se tranformar na derrota do grupo inteiro, por isso não subestime um grupo de inimigos menos forte do que o chefe da área.

Cada personagem tem características únicas e pode usar mais de um tipo de arma e poder. Suas árvores de habilidade são bem diferentes e oferecem caminhos alternativos para fortalecer seus golpes e poderes conforme o gosto do jogador. Uma quantidade respeitável de itens, armas, vestimentas e armaduras torna o dinheiro do jogo muito útil a cada fase. Entre as opções do sistema de administração de equipamentos, a única critica, é que seria interessante poder comparar mais facilmente com qual personagem uma arma teria um efeito melhor.

De modo geral, Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age é o tipo de jornada que deve ser apreciada a longo prazo. Não se trata de um jogo para ser concluído com muita pressa, mas sim para ser vivido por vários dias como um bom anime. Por vezes, percebi que investi um bom tempo só organizando meus equipamentos para otimizar o poder de fogo do meu grupo. Às vezes me vi intrigado a procura de itens para a conclusão de uma quest posicional, mesmo que tivesse que terminar o game. Quando finalmente terminei o game, – depois de mais de 70 horas como eu havia citado anteriormente – senti que poderia continuar a me aventurar por muito tempo ainda antes de deixar o jogo de lado. E é o que pretendo fazer nas minhas horas vagas até o final do ano.

 

Positivo

  • Personagens desenhados por Akira Toriyama
  • Cenários bem variados
  • Variedade de itens, armas, vestimentas e armaduras
  • Animações de batalha criativas
  • Nível de dificuldade adequado
  • Gameplay bem imersivo

Negativo

  • Trilha sonora pode incomodar depois de um tempo
  • Algumas missões principais poderiam ser sidequests
  • Qualidade dos cenários varia bastante

Resumo

Um RPG tático imersivo com rostos desenhados por Akira Toriyama que se passa em um mundo repleto de histórias, mesmo que algumas delas pudessem ser sidequests.
8

Ótimo

Aparentemente fragmentado, geralmente atarefado mas certamente engajado, este profissional do ramo bancário da seus pulos duplos no mundo dos games por ser fascinado pela forma como esta "arte" influencia os indivíduos.