Análise | Etherborn

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9

Incrível

Desenvolvida pelo estúdio Altered Matter, Etherborn traz uma experiência
puzzle platformer sobre fases construídas como se fossem obras de Escher, e que podem ser exploradas e manipuladas como cubos mágicos. Esse foi um conceito muito bem utilizado por outros games como Monument Valley e FEZ.

Nessa aventura o jogador deve controlar uma alma em busca de sua auto consciência, guiada por uma voz misteriosa que lembra muito as de vídeos de asmr. Sua jornada se inicia desde seu “nascimento”, em um ambiente que mais lembra um sonho, e transita pelos troncos e galhos de uma árvore gigante resolvendo fases quebra-cabeça a cada trecho liberados. Cada enigma resolvido aproxima a personagem de sua auto-consciência.

Durante sua viagem entre mundos impossíveis, é possível apreciar uma estética agradável todas coloridas em tons pastéis, curvas harmoniosas e animações suaves. Pequenos arbustos, plantas e pássaros ornam uma paisagem minimalista e misteriosa, que pode ser contemplada sem a poluição visual de marcadores de vida, pontos e outros tipos de recursos tão presentes em jogos de celular.

Além de chamar a atenção dos olhos daqueles que o jogam, Etherborn consegue estimular a presença plena e total imersão graças a uma trilha sonora cativante e efeitos sonoros bem empregados em cada interação. Musicas em cada ambiente combinam com as características dos terrenos, suas cores e convidam o cérebro do jogador a concentrar suas energias na resolução do quebra-cabeça.

É importante ressaltar como certos momentos mais silenciosos são adornados pelos efeitos sonoros dos passos do personagem, que mudam dependendo do tipo de superfície onde seus pés tocam. Graças à sutileza desse detalhe cada passo traz uma sensação de progresso e imersão.

Entre tantos fatores positivos apresentados pelo game, só existe um ponto que merecia uma melhora. Por vezes, havia convicção do que deveria ser feito para concluir um mapa, mas tinha dificuldade em fazê-lo em função de pequenos atrasos de resposta da personagem. Apesar de ser um pequeno detalhe, essa dificuldade pode ser tão incomoda quanto um cubo mágico com peças mal alinhadas.

De uma forma geral, a experiência oferecia por Etherborn é incrivelmente satisfatória, principalmente se seu jogador estiver procurando algo que se afaste dos games estimulantes e repletos de marcadores de progresso com senso de urgência. Senti que sua proposta se aproxima mais de uma combinação entre puzzle, estética agradável e meditação de presença plena.

Positivo

  • Estética agradável em tons pastéis
  • Limpeza da tela
  • Trilha sonora cativante
  • Efeitos sonoros que mantém o jogador presente na experiência

Negativo

  • Pequenos atrasos na resposta do personagem que atrapalham muito

Resumo

Muito mais do que uma experiência puzzle platformer sobre fases com a estética de Escher.
9

Incrível

Aparentemente fragmentado, geralmente atarefado mas certamente engajado, este profissional do ramo bancário da seus pulos duplos no mundo dos games por ser fascinado pela forma como esta "arte" influencia os indivíduos.