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Análise | Far Cry 6

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8

Ótimo

Far Cry, ao lado de Assassin’s Creed, é uma das minhas franquias favoritas da Ubisoft. Conhecida por trazer como destaque, não personagens principais marcantes, mas sim vilões memoráveis. Dessa vez a Ubisoft trouxe o ator Giancarlo Esposito conhecido por seus atos vilanescos nos seriados como Breaking Bad e The Mandalorian, para interpretar o ditador Ánton Castillo em Far Cry 6.

Yara, o paraíso dominado pelos Castillo

Em Far Cry 6, o jogador conhece Yara, uma ilha do Caribe com muitas belezas e animais exóticos. O local está dominado pelo exército de Castillo, que impõe uma rígida ditadura, separando a população entre “verdadeiros Yarenses” aqueles que seguem à risca os mandamentos da família no poder, e os párias, revoltosos ou pessoas à margem da sociedade. 

A beleza do local pode ser apreciada pelos jogadores em vários momentos, seja no alto de montanhas ou nas ruas movimentadas e coloridas. Essa beleza é quebrada muitas vezes pelos cartazes de propaganda do governo espalhados por toda a ilha.

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O que não falta em Yara são propaganda dos Castillo

Dani, com rosto e personalidade

Far Cry 5 foi um ótimo jogo, mas com uma ressalva: o personagem principal não tinha nome, rosto ou voz, tornando todo o progresso algo quase passivo para o personagem. Felizmente, a Ubisoft ouviu o nosso clamor e trouxe de volta um personagem com nome, voz e rosto. O jogador pode escolher um Dani do sexo masculino ou feminino, que traz a mesma história: ex-militar, foi pego tentando sair de Yara, mas um encontro com os Castillo obriga o retorno para a ilha. Dani então se vê em meio a Libertad, um grupo de guerrilheiros que planeja o fim da ditadura.

Gambiarras, modificações e novidades

Uma das novidades de Far Cry 6 são as gambiarras, armas feitas com sucata que ajudam na destruição da ditadura e do exército de Castillo. Juan, um guerrilheiro velha guarda, te apresenta os supremos, armas especiais que podem ser obtidas coletando certos utensílios. Elas vão desde mochilas que lançam mísseis, até aquela famosa arma que vimos no trailer, recheada com CDs tocando macarena.

Além dos supremos, agora cada arma possui modificações de munições. Alguns inimigos são mais suscetíveis a munição perfurante, ou são fracos contra o fogo, por exemplo. Ao analisar os inimigos em um local com o celular, é possível verificar o ponto fraco de cada um, ir até uma bancada e modificar as munições. Você pode carregar até quatro armas, fazendo com que não seja necessário ir até a bancada a cada nova investida contra inimigos. Recomendo alternar as munições em armas diferentes.

Para se movimentar por Yara, o jogador tem à sua disposição uma série de veículos terrestres, aéreos e marítimos. A novidade em Far Cry 6 é o cavalo, uma ótima opção que traz velocidade moderada com muito vigor.

Os parças estão de volta! Com fofuras e focinhos conhecidos

Uma novidade que chegou em Far Cry 5, retorna no novo título da franquia. Os parças, parceiros animais trazem nomes como o crocodilo Guapo, o pequeno e fofo cachorro Chorizo, o bravo e imponente galo Chicharon. Cada um dos parceiros traz vantagens para diferentes tipos de jogador. Se você é sorrateiro, é melhor usar o Chorizo, que distrai os inimigos com sua fofura. Se gosta de atacar sem pensar demais, Chicharon é seu amigo, atacando soldados com furor. 

Ao longo do jogo, você pode encontrar mais um parça, conhecido e querido pelos jogadores de Far Cry 5. Aqueles que realizaram a compra da edição especial tem a sua disposição mais dois animais que valem muito a pena.

Há muito o que fazer em Yara

Yara é dividida entre regiões que o jogador precisa conquistar, conhecendo as lendas do local e convencendo-as a se juntar a Libertad. Cada local tem suas lendas e seus inimigos. Além da história principal, há várias atividades pelo mapa, como tomar pontos de controle, ajudar a guerrilha em emboscadas, interceptar entregas de suprimentos e muitos outros. 

Para descobrir esses locais, o jogador deve conversar com alguns NPC’s pelo mapa, assim como em Far Cry 5. Eles fornecem as localizações, substituindo as famosas torres pelo mapa, presentes desde Far Cry 3

Mini-games também podem ser encontrados em certos locais. Caça ao tesouro, jogos de dominó e corridas são ótimas formas de se distrair e esquecer um pouco os Castillo.

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A família Castillo

Antón Castillo é o grande vilão, mas a história do vilão se estende até sua família. Diego, seu filho, é também seu aluno que Antón planeja transformar em um próximo e impiedoso ditador. Diego, porém, demonstra compaixão em alguns momentos, trazendo mais camadas para o personagem. Ouvimos muito também sobre o pai de Antón, o ex-presidente de Yara que foi executado pelos antigos guerrilheiros.

A atuação de Esposito soma na carreira do ator, fazendo dele um vilão odioso, levando o jogador a desejar o fim do seu “reinado”.

Pequenos e grandes detalhes que fazem a diferença

Há algumas particularidades de Far Cry 6 que podem conquistar o jogador. Dentro de acampamentos, por exemplo, o modo em primeira pessoa muda para a terceira, fazendo com que você possa observar seu personagem e até imaginar como seria um Far Cry nesse modo.

Como o game se passa em uma ilha do Caribe, ouvimos muitas frases em espanhol e as músicas são em sua maioria no idioma. Algumas vezes quando Dani entra em um veículo, ela canta as músicas junto, um detalhe que achei divertido e interessante.

Joguei com a Dani feminina e a interpretação é muito boa e convincente. A personagem é cativante e logo se torna um dos nomes mais marcantes da franquia Far Cry

Bugs, que podem ser muito irritantes

Far Cry 6 possui alguns bugs engraçados e outros irritantes. Você e os inimigos podem saltar no ar de repente depois de atingidos, por exemplo, o que pode ser engraçado. Algo que irritou e aconteceu mais de uma vez foi na tomada de postos, onde você deve eliminar todos os inimigos para completar o objetivo. Alguns inimigos por vezes se escondem, ficam em cantos ou até dentro de paredes, impossibilitando tomar o posto, sendo necessário retornar o save. 

Outro ponto negativo do jogo foi como os desenvolvedores escolheram punir os jogadores e escalar a dificuldade. Você possui certa liberdade, decidindo se quer ser totalmente sorrateiro, atacar diretamente, ou um pouco dos dois. Far Cry 6, porém, recompensa os jogadores sorrateiros, fazendo as tarefas serem mais fáceis e punindo aqueles que escolhem atacar de frente. Essa punição ocorre trazendo mais e mais pessoas ao local do ataque, inclusive com tanques de guerra, aviões e helicópteros. Isso acaba forçando o jogador a ser sorrateiro, para evitar enfrentar muitos inimigos, morrer e ter de fazer a tarefa novamente. 

A famosa “derrota pela cutscene” também está de volta. Esse é um recurso muito utilizado e preguiçoso na franquia: temos um personagem que derrota vários inimigos sozinho, mas aí aparece uma cutscene com duas pessoas prendendo e capturando esse mesmo personagem que derrota todo tipo de soldado. 

Conclusão

Far Cry 6 continua sendo Far Cry com nada muito inovador, mas isso não é ruim! Trazendo de volta o personagem interativo, com pequenas novidades na jogabilidade já conhecida pelos fãs da franquia, o jogo consegue continuar agradando os fãs. Estava ansiosa para jogar um novo game da franquia, que conseguiu cumprir minhas expectativas e saciar minha vontade. 

Positivo

  • Volta do personagem principal com voz, rosto e nome
  • Giancarlo Esposito cumpre muito bem seu papel como um memorável vilão da franquia
  • Pequenos detalhes que divertem e dão uma nova cara ao jogo
  • Novos parças fofos e ferozes
  • Novidades, mas sem perder a essência Far Cry

Negativo

  • Bugs irritantes
  • Forma de punir o jogador por atacar diretamente é frustrante
  • Fórmula preguiçosa, derrotando o personagem com cutscenes

Resumo

Far Cry 6 continua sendo Far Cry com nada muito inovador, mas isso não é ruim! Trazendo de volta o personagem interativo, com pequenas novidades na jogabilidade já conhecida pelos fãs da franquia, o jogo consegue continuar agradando os fãs.
8

Ótimo

Amante de livros, séries, mangás e claro, amante de jogos, principalmente aqueles com uma ótima e profunda história. Estuda pedagogia porque precisa trabalhar para comprar os games no lançamento.