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Análise | GRIS: Uma experiência visual inesquecível

PC Switch
9

Incrível

Desenvolvido pelo estúdio espanhol Nomada, GRIS surpreendeu a todos com seu visual único, usando animações fluídas e uma rica paleta de cores que simulam aquarela. Será que a primeira empreitada desse pequeno estúdio foi capaz de criar uma experiência estética satisfatória?

Como já vimos acontecer com outras equipes indies, a Nomada Studios é composta por veteranos da indústria que decidiram sair do mercado AAA para tentar criar jogos mais autorais. Vimos isso em The Messenger, Flat Heroes e agora em GRIS. Com isso, Adrián Cuevas e Roger Mendoza, fundadores do estúdio, se juntaram com o renomado artista Conrad Roset, o principal responsável pelo visual do título.

 

GRIS apresenta a jornada de uma personagem que viveu um trauma, esse trauma reflete o mundo a sua volta, um mundo monocromático e quebrado. Juntos, a personagem e jogador devem percorrer as diferentes áreas do jogo e recuperar as cores do mundo e reparar aquilo que foi quebrado.

Se focando em uma exploração em plataformas, o estúdio decidiu por uma experiência desprovida de estados de derrota, criando uma experiência onde atravessamos o mundo e testemunhamos seus eventos. Para isso, o título apresenta um mundo quase totalmente linear, com desafios de puzzles e plataforma simples e rápidos.

Após uma bela introdução, somos colocados no mundo e descobrimos que o desafio principal é coletar pequenas esferas luminosas que no final da aventura formarão uma ponte para nossa ascensão. Para conseguir tais objetos, o jogador precisa percorrer as diferentes áreas do jogo que demonstram uma criatividade e polimento visual pouco visto em outros títulos. São áreas com temas e paletas completamente diferentes, complementados com novas mecânicas, como a capacidade de tomar a forma e peso de uma rocha, nadar e subir por cachoeiras, voar com ajuda de pequenas folhas vermelhas ou planar.

Toda jornada é acompanhada pela trilha produzida pela banda espanhola Berlinist.

Cada área possui sua temática, mecânica principal e puzzles, tudo mantendo a simplicidade e coesão visual. Conforme avançamos na jornada, o mundo vai ganhando mais cores e vida, entregando uma experiência visual autêntica. Por outro lado, a decisão do estúdio de não apresentar muitos desafios bate de frente com o único antagonista da jornada, um ser negro que toma a forma de um grande pássaro, que é visualmente espetacular, e uma enguia, perseguindo nossa protagonista em algumas partes do jogo. Tais perseguições perdem urgência e tensão por não apresentarem perigo algum. Fica então a cargo do jogador aceitar o faz de conta e se engajar nas sequências de perseguição.

Apesar de abrir mão do desafio, mas apresentar sequências que demandam o mesmo, GRIS consegue ser uma experiência completamente única, com animações incrivelmente detalhadas e uma identidade visual surpreendente. Aliado a controles precisos e plataformas simples, o game apresenta uma experiência imperdível para qualquer pessoa que tenha sido cativada por seus visuais.

GRIS já está disponível para Windows, Nintendo Switch e macOS.

Positivo

  • Identidade Visual
  • Animação
  • Trilha
  • Controles
  • Experiência Estética

Negativo

  • Falta de Desafio

Resumo

Apesar de abrir mão do desafio, mas apresentar sequências que demandam o mesmo, GRIS consegue ser uma experiência completamente única, com animações incrivelmente detalhadas e uma identidade visual surpreendente.
9

Incrível

Designer, jogador e leitor ávido, a lista de coisas diferentes que faço é longa demais, porém minha curiosidade e busca por entender tudo a minha volta é maior ainda. Mas e o futuro? Bem, Game Designer e escritor são meus objetivos, conseguir um desses já é uma conquista desbloqueada.