Análise | Gryphon Knight Epic Definitive Edition

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5

Mediano

Gryphon Knight Epic é daqueles jogos que tem um potencial imenso por seu apelo à nostalgia. E é desse sentimento que o jogo se apropria e tenta criar uma experiência de horizontal-scrolling shooter baseada em uma história de fantasia.

História

O prelúdio nos mostra a batalha final de oito heróis tentando salvar o reino de um dragão ancião. Dotado apenas de seus poderes, eles conseguem vencer o inimigo e acabam por recolher seus espólios. Cada um dos heróis fica com uma arma mágica e o Sir Oliver, nosso personagem, fica apenas com um amuleto.

Anos se passam, a felicidade reina na vida do Oliver, mas um dia ele descobre que seu amuleto dividiu seu lado bom do lado ruim, criando uma versão puramente maligna, o Espectro. Com isso, Sir Oliver parte para pedir ajuda aos outros sete heróis, porém acaba descobrindo que as armas os corromperam. Com a ajuda do amuleto ele parte para ajudar os amigos, coletar as armas e vencer o seu lado mal.

Toda essa história teria tudo para transformar o jogo em algo que fizesse jus ao epic no seu nome, contudo não é o que ocorre.

O lado bom

Gryphon Knight Epic nos traz uma boa quantidade de itens, armas, runas e companheiros, nos permitindo ter várias formas de finalizar as fases.

Além da história principal, ao descobrir uma runa, é possível ver um pouco da história dos Katharizes – povo antigo que gerou as armas mágicas -. Essa parte chega a ser bem mais interessante que a história original.

Com exceção das duas primeiras fases, que precisam ser feitas antes de qualquer outra, o jogo permite que você decida seu caminho. Poucos chefes precisam de uma arma específica para serem derrotados o que deixa essa escolha de fases mais livres – diferente da série Mega Man, na qual armas influenciam e muito em lutas contra chefões.

Todos os estágios tem três níveis de dificuldade e são divididos em duas partes. Na primeira você enfrenta um boss gigante e na segunda um dos sete heróis corrompidos. Cada fase tem uma runa escondida, o que introduz um fator de replay às mesmas.

Além de adquirir runas e armas, ainda é possível melhorá-las na loja do mago. Esses upgrades não são baratos, o que reforça mais o fator de replay das fases. Forçando as vezes o jogador a se arriscar nas dificuldades maiores em busca de recompensas mais substanciais.

Nem tudo que reluz é ouro

Por mais que o jogo seja uma versão de aniversário de cinco anos do seu lançamento do Kickstarter, ele ainda tem alguns problemas sérios de jogabilidade.

A mecânica de alterar a orientação do grifo para poder atirar para trás, atrapalha muito, pois a tela passa a retroceder e faz inimigos reaparecerem diretamente nas suas costas. Por várias vezes era melhor não atirar nos inimigos, só para não ter que fazer a tela voltar. Isso é muito frustrante, especialmente em horizontal-scrolling shooters.

Os escudeiros são outro elemento extremamente frustrante. No meio de um combate, se você tomar dano eles perdem energia e tornam-se, muitas vezes, inúteis. A maior decepção são as bruxas, que atiram para as outras três direções (cima, baixo e atrás do grifo), mas só funcionam se você estiver com no mínimo uma barra de energia.

As armas também são bastante questionáveis, pois é possível passar de quase tudo somente usando a Espada Qamar, que adquirimos nas primeiras fases. Uma outra arma que acaba sendo útil mais pro final é a Funda Eben, por perseguir os inimigos. Nem a Crossbuster, arma inicial de Sir Oliver, é interessante, uma vez que existem opções melhores.

O fator replay também acaba sendo bastante questionável em algumas plataformas – no meu caso Switch -, pois não faz muito sentido. Como o Switch não tem um sistema de recompensas do console, não faz sentido tentar finalizar o jogo na dificuldade épica somente para pegar a última arma do jogo. Não existe um new game+ para podermos utilizar de forma desafiadora toda a evolução adquirida durante os replays.

Conclusão

Gryphon Knight Epic se joga de cabeça no Shoot’em up e tenta utilizar a nostalgia como grande trunfo, ao trazer referências de Mega man até Tartarugas Ninjas, todavia peca nas suas mecânicas e refinamento técnico.

Esperava um pouco mais de refinamento nessa Definitive Edition, muito por ser uma versão de aniversário de cinco anos da série, contudo compreendo que o título sofre do fator envelhecimento e que comparar um game de cinco anos atrás com a experiência atual é bastante injusta.

Tendo todo os defeitos em mente, Gryphon Knight Epic Definitive Edition pode te trazer umas horas de desafio para vencer o modo épico.

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Positivo

  • Localizado em várias línguas
  • Modo coperativo local

Negativo

  • Herói tolo
  • Dano desproporcional
  • Companheiros quase inúteis
  • Replay desmotivador
  • História clichê
  • Mecânica falha

Resumo

Gryphon Knight Epic é daqueles jogos que tem um potencial imenso por apelo à nostalgia. E é desse sentimento que o jogo se apropria e tenta criar uma experiência de horizontal-scrolling shooter baseada em uma história de fantasia medieval, mas peca nas suas mecânicas e refinamento técnico.
5

Mediano

Programador, hater e as vezes gamer.