Análise | Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

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10

Maravilhoso

A ascensão de um novo herói. Confira a trajetória do jovem Aranha na defesa do Harlem, tentando conciliar seu passado com o presente.

Desde seu anuncio, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales foi alvo de muita atenção, seja por representar uma sequência de um dos melhores jogos do “aranha”, ou pelo fato de ser apenas uma expansão standalone e não um jogo completo. Mas toda essa atenção não foi a toa, pois ela traz como o protagonista o “spider” da nova geração: Miles Morales.

Introduzido no primeiro jogo da série, Miles adquiriu os poderes de uma forma similar ao Peter: foi mordido por uma aranha geneticamente modificada pela OSCORP. Mas o novo herói não é apenas uma cópia do seu tutor e essa individualidade foi bem retratada pela Insomaniac.

Durante a primeira missão vemos um protagonista inseguro com seus novos poderes, mas ainda com todo o ímpeto de um jovem de 15 anos. Miles se mostra bem ingênuo e comete alguns erros, que dá início a toda a trama.

Harlem é o coração da série

No primeiro momento temos um homem-aranha, bem similar ao do primeiro título, com seu lançador de teia e seguindo o mesmo conjunto de comandos. O que da uma impressão que não temos um jogo novo, apenas um new game+, mas já no final do primeiro combate vemos Miles adquirindo poderes de uma forma bem diferente de Peter.

Se Peter tinha um arsenal de gadgets, Miles tem um recorte muito menor de equipamentos, focando mais em combate e habilidades natas. O novo “spider” consegue criar bioeletricidade e desferir golpes muito mais potentes – o chamado “poder venom“-, ficar invisível podendo focar mais no modo furtivo e absorver energia para converter em mini explosões. Toda mecânica do game é construida com base no venom já que os quebra-cabeças e missões exploram bastante desse recurso.

A ascensão de um herói

Depois do capítulo introdutório (primeira missão), Nova Iorque passa a ser patrulhada apenas pelo jovem aranha, que eventualmente acaba no meio de um conflito entre a Roxxon – uma empresa que está desenvolvendo uma tecnologia limpa, o Nuform – e os Undergrounds – uma gangue com um arsenal tecnológico invejável, que quer destruir essa tecnologia.

Além do conflito principal, o jogo nos introduz na vida de Miles, mostrando seu relacionamento com os amigos Ganke, Phin, bem como com sua mãe, Rio Morales, que é candidata a senadora pelo Harlem. Além da perda do pai, o herói precisa lidar com a mudança para um bairro novo, a candidatura da sua mãe e manter sua identidade secreta a salvo.

Manhatan mais viva na nova geração

Mas se manter duas vida é difícil, tudo piora quando pessoas do seu circulo pessoal acabam descobrindo que ele é o Spider-Man. A descoberta da sua alcunha traz conflitos que não são fáceis de lidar, especialmente quando se está na adolescência e tem seus poderes há menos de um ano.

Apesar de uma história curta, a trama entre Spider, Roxxon e Underground tem um grande apelo narrativo e ajudam a moldar o caráter do novo herói, seja pelo dilema de revelar a ou não sua identidade para seus entes queridos, como ele lida com a perda e precisa seguir em frente sempre.

Atividades extras

Marvel’s Spider-Man: Miles Morales traz a mesma mecânica de exploração com atividades espalhadas pelo mapa que vimos no primeiro jogo. Mas não ache que essa repetição vai atrapalhar a experiência, todas as missões extras revelam um lado humano do herói.

As cápsulas do tempo, aprofundam o relacionamento de Miles e Phin, revelando o quão próximos os dois eram além da admiração dele por ela.

Os samplers do Prowler revelam a complicada história do seu tio Aaron com seu pai, e expõem todo um sentimento de remorso e culpa que o Prowler carrega.

As missões que o Homem-Aranha original deixa para treinar seu pupilo, passam todo o peso do treinamento duro que Peter teve no passado. Além de mostrar o quanto Miles admira Peter, reforçando cada vez mais como o elo entre os dois é muito forte durante todo o jogo.

A Localização

Pessoalmente eu prefiro consumir os jogos no seu idioma original, mas quando joguei Marvel’s Spider-Man, eu não consegui volta para o idioma original. A dublagem do primeiro título já era bem divertida com “as aventuras do Agente Spider”, mas esse segundo título se superou.

Miles passa muito a ideia de um morador de uma grande cidade, com suas gírias. Na dublagem, Miles e Ganke tem muito do paulistano, e ao menos para mim – que moro em São Paulo – ouvir um “mano!” foi como se estivesse em casa. Além de que as vozes principais da trama se encaixam muito bem com os personagens.

Conclusão

Depois de algumas horas balançando nas teias, combatendo o crime e impedindo que duas grandes forças destruíssem o Harlem, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales entregou tudo que era esperado e um pouco mais. Além dos upgrades trazidos pela nova geração, como a tensão nos gatilhos ao balançar por Nova Iorque, e o feedback tátil usado em alguns pontos do jogo. O título também conseguiu gerar uma grande empatia com o protagonista, fazendo Miles, não uma cópia de Peter, mas um indivíduo com o qual nos conectamos.

*Análise feita com cópia fornecida pela PlayStation Brasil para PlayStation 5

Positivo

  • História cativante
  • Novos inimigos
  • Pós game interessante
  • Jogabilidade sólida

Negativo

  • Alguns poucos bugs com o áudio

Resumo

Muito mais que apenas uma simples expansão, Marvel's Spider-Man: Miles Morales traz uma experiência completa, que une ação, inovação e uma história envolvente e cativante.
10

Maravilhoso

Programador, hater e as vezes gamer.