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Análise | Sifu

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8

Ótimo

Alguns eventos acontecem de forma inesperada e acabam nos surpreendendo, a análise de Sifu foi uma delas. O game foi criado pelos mesmos produtores de Absorver, a Sloclap, e traz um beat’n’up com uma história de vingança e elementos de “roguelite“.

Sifu conta uma história de vingança onde a personagem principal (que pode ser homem ou mulher) presencia a morte de seu Sifu (mestre), e pai, e acaba morto por um dos assassinos. Milagrosamente o personagem principal revive e começa a caçada aos assassinos da sua família.

Durante a análise, irei me referenciar à protagonista no feminino, pois foi como joguei.

Após um tutorial básico, onde você virtualmente enfrenta os cinco assassinos, o jogo te traz para o tempo atual. Sua jornada inicia com 20 anos e após coletar várias informações sobre o paradeiro dos cinco, você parte para a eliminação de cada um.

O início

A primeira parte do jogo passa nos cortiços, uma área inicial com bastante inimigos para poder testar suas habilidades. Durante a fase existe uma mudança de plano 3d para uma visão lateral bem focada em execução de golpes e sem se preocupar com rotações de câmera. Essas mudanças de planos trazem um toque de combate intenso.

Os cortiços não trazem muitas dificuldades, mas tem caminhos que vão se abrindo durante a jogatina. Na primeira vez que exploramos o ambiente, vamos coletando itens para o quadro de detetive. Esses itens podem ter relação com qualquer uma das cinco fases do jogo. Então as vezes uma chave da área um, pode ser usada na segunda ou última fase do jogo.

O Botanista

Chegando no botanista, vem a primeira lição do jogo: aprender padrões dos inimigos. Não adianta ir só na agressividade, pois os chefes tem alguns padrões de combates divididos em duas fases. Então você talvez morra algumas vezes até conseguir pegar o ritmo.

A morte

Em Sifu a morte não é o fim. O talismã que a personagem principal leva impede que você morra, mas com um custo específico: sua expectativa de vida. A cada morte, você paga com idade para poder reviver. Cada morte é acrescenta a um contador e esse contador é incrementado à idade atual. Não é possível recuperar idade, mas é possível reduzir o contador de morte acumulada ao eliminar alguns inimigos.

A morte também te gera alguns impedimentos. A árvore de habilidades do medalhão tem item divididos em décadas e passando de certa idade, é impossível comprar novos upgrades. Além das habilidades do medalhão (que podem se tornar permanentes durante os ciclos), existem habilidades do santuário. Essas habilidades podem ser adquiridas durante a fase e ficarão com você quando o chefe da fase for derrotado. Elas também só podem ser adquiridas em certas idades, então é necessário escolher bem quais você pretende pegar durante o jogo.

Dificuldade

Morrer é conveniente e pode até deixar o jogo mais “fácil”, mas a facilidade em Sifu está relacionada somente a sua adaptabilidade de combate. Todos os inimigos tem padrões que podem ser decorados facilmente, mas alguns inimigos que revidam nas finalizações se tornam mais fortes e mudam seu padrão de combate, trazendo uma dificuldade maior e impedindo que o jogo seja uma sequência de apenas bater indiscriminadamente.

Os chefes tem um papel um pouco diferente, pois eles são muito diferentes um dos outros. Após eliminar pela primeira vez o Botanista – com uma certa dificuldade -, me deparei com o segundo chefe e morri incontáveis vezes, até aprender os padrões de combates dele. Mas me custou muitas vidas e um sentimento de frustração absurdo. A dificuldade dos chefes é desmedida, pois não existe dicas de padrões. Você precisa prestar atenção e tentar entender o que fazer … e não morrer muito.

Os combates com os chefes foram onde mais gastei tempo na jogatina. Na verdade segundo lugar, o primeiro foi refazendo a segunda fase incontáveis vezes para comprar todas as habilidades do medalhão. E talvez essa seja a maior graça do jogo, ir se adaptando, com combinações de habilidades de medalhão e de habilidades de santuário que integrem melhor ao seu estilo de combate.

Localização

Sifu conta com dublagem apenas em inglês e chinês, mas contém legendas em português do Brasil. As legendas foram bem traduzidas, apenas alguns erros de português simples que não passaram pela revisão e que podem ser corrigidas via patches.

Conclusão

Sifu é um jogo divertido e desafiador, onde sua evolução pessoal é determinante para a finalização do game. Os combates são bem feitos, tendo apenas uns problemas sérios com a câmera, especialmente no combate da segunda fase. Mas nada que quebre o brilho do jogo. A Sloclap fez um ótimo trabalho com os gráficos e a fluidez da história. Se você gostar de beat’n’ups, pode dar uma chance à Sifu, você não vai se arrepender.

Positivo

  • Combate fluido / Desafiador

Negativo

  • Câmera ruim em alguns combates / A história poderia ser melhor aproveitada

Resumo

Sifu é um beat'n'up honesto que traz dificuldade na dose certa. Uma jornada de vingança e redenção onde a vida é sua maior moeda.
8

Ótimo