Análise | Spellbreak: um battle royale de magias

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8.5

Ótimo

Nossa análise de Spellbreak mostra os principais elementos deste novo Battle Royale de magias e porque sua proposta é realmente promissora

É hora de enfrentar magia com magia! Nossa análise de Spellbreak, um battle royale de magias, vai explicar porque todo fã do genero deveria dar uma chance para esse game.

A história

Spellbreak se passa em uma região antes conhecida como Highlands, no continente de Velnor. Agora esta terra é apenas conhecida como Hollow Lands. As várias lutas por poder e tesouro que agora acontecem são efeito de um evento apocalíptico chamado The Fracture, que aconteceu há um ano. Ele e a Tempestade de Feitiços mudaram a face das Terras Altas para sempre.

Isso tornou a terra não apenas inabitável, mas letal para seus antigos habitantes. O efeito inclui toda a vida animal, contudo não a vegetal. Durante The Fracture, uma região conhecida como Stormeave Plateau se separou de Velnor. Apenas a cidade-fortaleza de Longwatch que residia nela permaneceu ilesa, onde a maioria dos refugiados humanos se abrigaram. Dentro do Longwatch está uma facção controlada por Breakers, liderada por Avira Emberdane. O jogador é apresentado a ela pela primeira vez no tutorial, onde aprende a viajar para as Hollow Lands por meio de portais, também conhecidos como Escotilhas de Tempestade.

Spellbreak: um battle royale de magias

Seja criativo para ganhar combates em Spellbreak
Dominar os comandas é vital para vencer em Spellbreak

Spellbreak é um battle royale de magias que conta com batalhas em trios ou solo. Suas mecânicas aparentam serem básicas a princípio, contudo, na medida em que você as domina, as coisas podem se tornar complexas e bastante criativas. Ao iniciar o game, um tutorial – bem completo, diga-se de passagem – lhe guiará pelos comandos básicos do jogo. Depois de entender esse básico, tenha sempre em mente a importância do uso de mana, que serve para voar e soltar suas magias. Equilibrar isso pode ser o caminho da vitória (como também da derrota).

Gastar totalmente seu mana faz com que seu personagem precise de um tempo para restaurar essa fonte de energia. Basicamente, é como se você tivesse que recarregar uma arma em outro jogo do gênero. Saiba escolher o momento certo de fazer isso e sempre tenha uma cobertura por perto quando isso acontecer. Uma vez entendido isso, é hora de soltar magias nos oponentes, mas Spellbreak vai além disso graças à sua mecânica de elementos e classes.

Domine as classes

Ao todo é possível escolher entre seis classes com com elementos distintos. Conheça cada uma delas para já dar uma olhadinha no que pode ser sua melhor arma de batalha:

Pyromancer 

Pyromancer é especializado em magias de fogo, e pode cobrir o campo de batalha com suas chamas. Esses mestres das chamas podem se especializar em combate de média distância com sua magia Fireball, que deixa poças de fogo no chão. Também é possível usar Flamewall para criar uma parede de fogo para danificar seus oponentes ou se defenderem em uma área. Com o passar dos níveis ou combinações com outros elementos, é possível criar novos efeitos. Veja a habilidade Firefly abaixo. Ela permite voar ao atravessar o muro de chamas, seja para atravessar grandes distâncias ou fugir rapidamente.

via Gfycat

Stoneshaper 

Stoneshaper é um mago de terra defensivo. Ele pode abrir a terra de perto dos seus inimigos ou arremessar enormes pedras sobre o horizonte. Sua principal magia é a Shockwave, que rasga o chão e o arremessa na direção do oponente. A cada uso, esses magos usam uma parte da força da terra para criar um escudo em si mesmos. Dentre outras habilidades, Boulderfall (abaixo) permite lançar diversas rochas repetidamente. Traga a destruição de longe!

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Toxicologist 

Toxicologist é recomendado para quem prefere um estilo de jogo mais sorrateiro com muito dano. Seu Toxic Spray cobre o campo em poças pegajosas de veneno. Quanto mais próximo, mais dano. Eles também convocam enormes nuvens de gás que cobrem tudo à sua volta. Depois basta incendiá-las ou eletrizá-las para ter ainda mais efeito. Ao entrar em uma de suas nuvens o Vanishing Mists permite se mover e ficar invisível! Enquanto invisível, seu dano é aumentado drasticamente.

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Conduit 

Um Conduit pode usar Lightning Bolts, convocar tempestades e eletrocutar outros jogadores. Quando um jogadores está eletrocutado, ele ou ela não consegue atacar, então use suas magias na hora certa! Além de seus poderes elementais, Conduits também especializam em magias rúnicas e controle de mana. Com isso, são capazes de fazer uso mais frequente de ambos em relação às outras classes.

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Tempest 

Tempest voa nas asas do vento para fazer chover destruição. Seu poder Wind Shear permite lançar a si mesmo do chão ou de paredes para manter vantagem máxima sobre seus oponentes. Também é possível usar Tornados para voar ainda mais alto ou puxar seus inimigos (que tal ambos?). Enquanto no ar, Tempests podem imbuir seus ataques com o poder do vento para causar ainda mais dano do que quando estão no chão.

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Frostborn

Por último, mas longe de ser menos importante, o Frostborn. Um sniper veloz que é capaz de criar caminhos de gelo para se mover rapidamente pelo terreno, junto com sua equipe. Sua magia Ice Lance causa um dano tremendo (mas requer muito cuidado e mira). Quanto em apuros, use Flash Freeze para se proteger de atacantes e patinar para longe.

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Cada classe traz um estilo praticamente diferente do outro e é bem válido experimentar um pouco de cada para encontrar quais combinam mais com você. Essa variação, aliado às builds e classes secundárias fazem do jogo algo dinâmico e interessante.

Builds e secundárias

Conheça bem suas habilidades em Spellbreak, battle royale de magias
Dois jogadores com uma classe podem ter builds bem diferentes

Além de escolher uma classe, você pode customizar sua build ainda mais com diferentes magias, feitiçarias, runas, talentos e mais. Isso não apenas garante que cada partida seja diferente, como a capacidade de se adaptar a cada ambiente e oponentes. Porém é interessante citarmos as secundárias.

Para fazer as combinações de exemplos que citamos antes, você precisará de um elemento secundário. Manoplas com o mesmo poder que o seu de raridades melhores incrementam o poder da classe escolhida. Já as de outros elementos tornam-se seu poder secundário. A única diferença é que você não terá as habilidades passivas de sua classe primária e nem suas evoluções – poder patinar como um Frostborn primário ou a armadura natural de um Stoneshaper.

Depois de entender isso, experimente combinações de elementos para criar efeitos variados e tirar mais vantagem do ambiente e de adversários para chegar cada vez mais perto da vitória royale! O mesmo pode ser feito para anular poderes de adversários. Experimentação é a palavra mágica.

Talentos

Eis os talentos em Spellbreak, battle royale de magias
Escolha seus talentos de Mente, Corpo e Espírito antes de começar uma partida!

Em Spellbreak você desbloqueia talentos à medida em ganha experiência para usar vantagens em combate. Além de personalizarem sua build eles melhoram seu estilo de jogo em combate. Os talentos são divididos em três categorias: Mente, Corpo e Espírito. Ao todo, jogadores têm seis pontos de talento para gastar, onde é possível adquirir um talento por categoria (não importa o custo).

Os talentos são ativos no início da partida e podem ser melhorados até três vezes – indicados pelos pequenos círculos no canto da tela. Essas melhorias são conquistadas ao ler pergaminhos da categoria encontrada pelo mapa (em baús) ou ao derrotar adversários em posso deles.

Runas e equipamento

Abuse das runas em Spellbreak, battle royale de magias
A runa do lobo revela onde os inimigos estão

Já as runas garantem acesso a uma terceira habilidade a ser ativada em partidas. Essas são focadas em utilidades que não causam dano ou movimentação. Cada runa tem sem próprio tempo de recarregamento e os mais diferentes propósitos, que vão de invisibilidade ou detecção de inimigos no mapa, até voo e esquivas. É mais que válido testar todas elas para encontrar as que mais combinam com seu estilo de jogo.

Já os demais equipamentos servem, além de porções para restaurar vida ou mana, são resumidos a amuletos, cintos e botas. Os amuletos aumentam sua mana máxima, enquanto cintos fornecem armadura. Já as botas garantem maior movimentação. Todos os equipamentos são divididos em Comum, Incomum, Raro, Épico e Lendário. Quanto maior, mais efeito.

Crossplay e cross save

Uma das melhores notícias aqui é a capacidade de poder jogar com seus amigos em qualquer plataforma, graças ao crossplay (e estamos amando que a moda está pegando). Da mesmo forma, você não é obrigado a jogar em crossplay, e é possível desativar esta função e jogar apenas com pessoas da mesma plataforma.

Fora isso, o jogo também conta com cross save, onde é possível continuar seu progresso de onde parou em outra plataforma. A única coisa que não vai junto com você são gold comprados na loja do jogo, devido às restrições das lojas digitais de cada plataforma (mas gold conquistado jogando segue você).

Nem tudo são flores…

Não, Spellbreak não é perfeito. O jogo ainda sofre com problemas de framerate e algumas de suas batalhas são um tanto desbalanceadas, principalmente para novatos. Com exceção das primeiras, onde enfrentamos bots do sistema (esses sim, são até fáceis demais de vencer), elas não têm levado em consideração seu nível. Também há relatos do uso de cheating, no PC, como aim bot (mira automática), porém a empresa tem sido rápida para remediar essa situação.

Fora isso, algumas quedas de framerate e, infelizmente, alguns delays (cruciais em combate) podem ser frustantes. E, para um battle royale, esperamos ver mais pessoas ao mesmo tempo no combate de Spellbreak. Em média, vimos 42 pessoas conectadas ao mesmo tempo (14 times). será que chegaremos aos 60 de Apex Legends ou até mais, como em Fortnite e Warzone? Contudo, os esforços da Proletariat para melhorias constantes em patches merecem ser mencionados. E ainda temos uma aba de ‘Capítulos’ a ser lançada que certamente nos fará continuar voltando ao jogo. Sempre bom ficamos de olhos abertos no blog oficial do game.

Spellbreak já está disponível gratuitamente para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e PC. Nossa análise foi feita graças a um Founders Pack para PC gentilmente cedido pela Proletariat Inc. em uma desktop Raidmax MII SE, equipado com GPU Nvidia GeForce RTX 2080 Super, CPU Intel Core i7-9700K, SDD 1TB e 16GB RAM (DDR4 3600MHz) Team Group T-Force.

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Positivo

  • Sistema de classes com elementos únicos
  • Combos de elementos
  • Free-to-play
  • Crossplay e cross save

Negativo

  • Glitches
  • Matchmaking desbalanceado
  • Lag

Resumo

Spellbreak é um battle royale free-to-play com magias ao invés de armas que traz mecânicas novas e bem interessantes ao gênero. Seu sistema de combinações de elementos e belo trabalho com cel shading chamam atenção, empolgam durante os combates e encantam Todavia, o game ainda carece de um pouco mais de polimento e precisa ficar atento ao matchmaking e equilíbrio nas partidas, assim como com cheaters, para não estragar a experiência dos demais usuários.
8.5

Ótimo

Games Editor, geek multi-classe e fã de esportes que acredita que bom mesmo é jogar games, pouco importa a plataforma.