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Análise | Steel Assault – Ação indie desenfreada

Análises PC
8.5

Ótimo

2021 foi um ano de novidades para mim, quando comecei à jogar mais títulos indie. Como sou um grande apreciador de RPGs, sempre gastei centenas de horas neles, deixando de lado outros gêneros. Pior ainda quando era algum indie, que sempre empurrava com a barriga pensando no “depois eu jogo”.

Graças ao Pulo Duplo, tive oportunidade de testar e finalizar indies interessantes como Tunche e Monster Harvest (diverte, apesar dos problemas). Para fechar o ano, agora experimento Steel Assault.

Que grata surpresa! Com certeza, um dos melhores jogos de ação que experimentei no ano. Sem mais delongas, vamos para a análise.

A volta da ação desenfreada dos 16 bits com Steel Assault

Desenvolvido pela Zenovia Interactive e pela Tribute Games, Steel Assault é um jogo de plataforma sidescrolling de pegada retro, com pixel artes e músicas que remetem aos clássicos títulos 16 bits.

Guiamos o veterano soldado Taro Takahashi em sua jornada para destruir o maligno exército do General Magnus Pierce. O herói precisa lutar e sobreviver contra as investidas dos inimigos em uma América de um futuro pós-apocalíptico dominado por mutantes, ciborgues e máquinas assassinas monstruosas.

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Ajude Taro Takahashi em sua luta para derrotar o terrível Magnus Pierce

O jogo lembra bastante os títulos da série Contra. Mas ao invés de um “bullet hell” desenfreado e dezenas de inimigos em tela, temos um herói que utiliza um chicote-elétrico. É um item indispensável na jornada do herói. Com ele, mataremos inimigos, destruiremos barreiras e utilizaremos para superar obstáculos. O foco no game é em combates corpo a corpo, lembrando bastante jogos antigos como Strider. Mas a semelhança para por ae, já que os desenvolvedores oferecem uma jogabilidade precisa e sem as limitações presentes nos títulos em 16 bits do passado.

A movimentação de Taro é rápida e precisa. Não temos aquela oscilação nos pouso em plataformas ou escorregões. Temos o bom e velho pulo duplo (yeah) funcionando com maestria, sem qualquer queda de frames. A movimentação do protagonista é incrível, com mecânicas de troca de armas e elementos entre elas.

Outro recurso bastante inovador é o uso de cordas que funcionam como tirolesas. Com o simples apertar de um botão, o jogador dispara cordas que se fixam em dois extremos, formando uma tirolesa para escalar, locomover-se ou pegar impulso para um salto. De início, estranhamos o recurso. Mas as fases exigem cada vez o seu uso, fazendo a jogador acostumar-se aos poucos.

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O chicote-elétrico é a principal arma do protagonista

Taro possui uma vasta seleção de armas de combate corpo a corpo, com foco em seu chicote. Ou seja, o game traz uma leve lembrança de jogos no estilo Metroidvania, mas sem foco na exploração ou desenvolvimento principal do personagem. O objetivo aqui é a ação e jogo rápido.

Difícil na medida certa

Steel Assault é difícil, mas está longe de ser impossível. O jogador colocará suas habilidades em teste. Como não tenho muito costume com jogos de ação e plataforma, sofre bastante no começo. Mas com o tempo, através da tentativa e erro, aprendi rapidamente sobre os inimigos e movimentação de Taro. Depois disso, o jogo fluiu normalmente.

São vários os cenários do game, como cidades, ruínas e florestas. Cada um deles possuem elementos próprios, com sua própria leva de inimigos e obstáculos. Funciona mais ou menos como as antigas fases de Megaman.  A floresta possui inimigos escondidos e traiçoeiros. Já as ruínas da cidade trazem robôs frenéticos e ágeis, que focam em explodir Taro.

Os elementos sidescrolling não são fixos em todas as fases, mudando de tempos em tempos. Temos fases onde o protagonista usa uma tirolesa para evitar as chamas enquanto pega carona em uma nave inimiga. Outras precisamos correr contra o tempo para evitar a destruição ou simplesmente sobreviver enquanto navegamos por um cenários na vertical.

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A corda/tirolesa é um recurso indispensável

Mas a dificuldade sempre existe, algumas vezes chegando a irritar. Temos por exemplo alguns buracos comuns nos jogos de plataforma, onde cair é morte certa. Porém, às vezes, o cenário não ajuda em nada na visualização deles e acabamos caindo simplesmente por não sabermos que eles estão lá.

Tudo bem que é uma dificuldade extra, mas é algo que seria mais simples com um design de fase mais caprichado. Por sorte, isso é algo bastante sazonal e ocorre em raros momentos do jogo.

Curto, porém extremamente divertido

Vale avisar que o game é bem curtinho. No modo normal, finalizamos em menos de duas horas (isso morrendo dezenas de vezes). A dificuldade de Steel Assault e a rapidez das fases ajudam no fator “replay” para aqueles que curtem troféus e recompensas.

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Apesar de curto, o jogo é bastante divertido e criativo

Steel Assault é uma excelente aquisição para aqueles que possuem uma verdadeira paixão pelos clássicos jogos de ação do passado. Porém, as novidades nas mecânicas de jogo oferecem um desafio extra e um sentimento de novidade neste estilo tão tradicional.

*Análise realizada com cópia para PC fornecida pelos desenvolvedores

Positivo

  • Belas pixel artes
  • Mecânica da tirolesa
  • Fator replay

Negativo

  • Um pouco curto
  • Cenários com elementos visuais falhos
  • A falta de um pequeno tutorial

Resumo

Steel Assault é um jogo de plataforma sidescrolling com elementos do passado, mas com novas mecânicas que trazem um ar de novidade. Apesar de curto, o game traz um desafio especial, oferecendo um fator "replay" extra.
8.5

Ótimo

Jornalista, analista de mídias e sergipano com orgulho. Apaixonado por "quase" tudo que vem do Japão, em especial animes e jogos. Um eterno sonhador que sempre busca novos desafios!