Análise | The Division 2

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7

Bom

Jogar The Division 2 foi uma nova experiência, pois não joguei o primeiro The Division. Portanto, essa análise irá fornecer poucas comparações entre os jogos e quando acontecer, ela será baseada em relatos de outros jogadores e não na minha experiência. Se você também não jogou o primeiro game e quer saber se vale a pena começar do segundo, vem comigo.

The Division 2 tem como cenário uma Washington completamente dizimada. Tudo isso por causa de um vírus, o Veneno Verde. O cenário urbano é um deleite no game, onde é interessante caminhar de um ponto a outro. Para os americanos, o cenário deve ter um peso maior, pois a capital está ali, os pontos conhecidos, as construções, só que sujas, abandonadas ou tomadas por aliados que improvisam um ambiente propício para planejar a retomada da cidade. Porém os pontos principais, como a Casa Branca que é a sede principal, não são tomados somente por aliados, os inimigos chamados de Hienas estão por toda parte.

Mesmo que você não tenha jogado o primeiro The Division, como eu, você consegue se situar rapidamente no ambiente. Isso porque as missões não são profundas e não contam uma história paralela. Na maioria das vezes elas consistem em recuperar/destruir algo ou salvar alguém. Há algumas referências ao primeiro jogo nelas, mas poucas e de fácil entendimento. Fica claro que o foco de The Division 2, assim como o primeiro game, não é a campanha singleplayer e sim o multiplayer, a oportunidade de jogar com amigos e até desconhecidos.

Mas isso não significa que você não irá se divertir jogando The Division 2 sozinho. O meu foco normalmente são jogos singleplayer e minha experiência multiplayer com The Division 2 foi bem pouca (com pessoas falando um idioma que identifiquei como chinês) e mesmo assim me diverti enquanto jogava. Isso se deve ao desafio presente no game.

Mesmo sem jogar o primeiro The Division, sei que uma reclamação dos jogadores com relação a ele foi a dificuldade que era quase nula. E eles repararam isso em The Division 2, pode acreditar. Ao ir avançando de level e chegando no level 15, metade do level final, os inimigos proporcionam um desafio muito grande, pois eles evoluem com o jogador de forma absurda. Para concluir uma missão principal nessa altura do game, você provavelmente irá morrer três, cinco vezes, se não mais.

E é nesse ponto que vem um ponto negativo com relação a atividades no mapa. Ao morrer em missões principais e secundárias, você automaticamente retorna ao checkpoint anterior. Porém, ao realizar atividades no mapa, como tomar Pontos de Controle, ao morrer você deve selecionar um Ponto Aliado mais próximo para retornar. Normalmente esses pontos, que são Pontos de Controle tomados, bases e esconderijos, não estão muito distantes, porém em uma certa altura do jogo, realizar uma atividade sem morrer pelo menos duas vezes é muito difícil e acaba se tornando cansativo fazer o mesmo trajeto repetidas vezes. Isso acaba nos fazendo evitar as atividades no mapa, focando somente nas missões principais e secundárias.

Já deu pra perceber que o combate é algo que praticamente não para em The Division 2. E ele é muito fluído e bem executado em sua maioria. Com diversas armas de diferentes tipos e níveis e equipamentos que você vai trocando ao receber outros melhores nas missões, tudo isso torna o combate mais dinâmico. Completando missões e atividades você recebe pontos de tecnologia shade que servem para melhorar suas habilidades ou comprar vantagens. As oito habilidades disponíveis são para diversas situações seja sozinho ou com uma equipe. Elas são indispensáveis para enfrentar os inimigos que contam com armas muito irritantes, como uma que te prende ao chão lhe deixando completamente exposto e equipamentos como os carrinhos com bombas e serras e te garanto que vão render muitos xingamentos.

O sistema só não é perfeito por causa da cobertura. No cenário urbano há muito que pode servir de cobertura, mas nem tudo funciona no game. Muitas vezes corri para um ponto procurando cobertura, mas o objeto não me permitia que me escondesse ali. O sistema é muito bom, não se engane, mas infelizmente não é perfeito.

Em um mundo repleto de combate com aliados e inimigos por toda parte, é normal escutar muitos diálogos. Joguei com a opção legendada e uma coisa irritante foi o número de legendas na tela. Muitas vezes ao falar com um NPC para pegar uma missão, queria ler o que ele dizia, mas o game coloca legenda de absolutamente tudo, desde um cara do outro lado reclamando do calor, auto-falantes e o NPC na sua frente. Muitas vezes, eu nem escutava a voz do NPC, mas a legenda estava ali na minha tela. Por isso não é raro você ter 2 ou 3 linhas de diálogo na tela.

Em resumo, minha experiência com The Division 2 foi positiva, apesar de não ter aproveitado o jogo em sua essência principal, o multiplayer. O game é desafiador e mesmo quando você alcança o end game, com a chegada do level 30, não é o fim e você pode gastar mais horas correndo por Washington.

The Division 2 é um jogo honesto, que deixa claro seu objetivo de proporcionar diversão entre amigos. Mas, se você é um jogador solitário, assim como eu, você ainda irá se divertir, mesmo que ainda seja novo no mundo de Tom Clancy.

Positivo

  • Divertido, mesmo jogando sozinho
  • Cenário de Washington implora por exploração
  • Combate desafiador e complexo conforme avanço de nível

Negativo

  • Sistema de voltar a base depois de morrer em uma atividade no mapa é cansativo
  • Legendas aparecem na tela, mesmo quando você não está escutando o interlocutor
7

Bom

Amante de livros, séries, mangás e claro, amante de jogos, principalmente aqueles com uma ótima e profunda história. Estuda pedagogia porque precisa trabalhar para comprar os games no lançamento.