Campeonato de Super Smash Bros. reflete a vibe Nintendo

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O Pulo Duplo foi cobrir no último domingo (17) o torneio de Super Smash Bros. que anunciamos por aqui anteriormente. Chegamos cedo! Exatamente às 11:00, horário de início para organizarem todas as chaves e também coletar todos os pagamentos das inscrições, que podiam ser feitas na hora ou previamente online. Chegando por lá, algumas pessoas pela sala de diversas idades, uma ou outra até acompanhada dos pais. O freeplay, momento que se joga sem competir apenas para aquecer e se entrosar com os participantes, já estava rolando nas primeiras TVs, eram as versões Project M 3.5 (Wiie Melee (GameCube). O local principal era um auditório, com as carteiras espalhadas para que o ambiente ficasse livre para a movimentação da galera. Logo ao lado desses primeiros televisores, havia uma mesa e um dos representantes do campeonato, coletava o dinheiro de ingressão à disputa e também organizava as ordens das lutas em chaves. Confirmamos a nossa participação e “pagamos o aluguel”.

Mais a frente, outras televisões, só que com Nintendo Wii U e adaptadores para controles de GameCube, onde a porrada rolava ainda sem estar valendo no Super Smash Bros. 4. No final do ambiente, um projetor e uma grande lona para demonstrar as lutas de uma TV em específico, que ficava mais isolada, próxima à mesa atrás do suposto grande telão, onde estava escondido mais um dos organizadores. Ele estava fazendo os trâmites para sincronizar as lutas que eram gravadas com narrações no canal Twitch do grupo por trás desse torneio, a equipe Team Dash São Paulo. Uma outra mesa, próxima ao telão, deixava expostos os prêmios: quatro troféus personalizados com o tema do campeonato (Smash PhD), nome do idealizador (Team Dash SP), patrocinador (Glaydson Games Co.) e apoiadores (PUC_SP, 1UP Smash e N-Party) dividiam o espaço com um Nintendo 3DS New Super Mario Bros. Gold Edition bundle, um adaptador de Wii U para controles de GameCube e dois Amiibos (Luigi e Diddy Kong).

Após uma rápida observada por todo o cenário que abrigava este torneio, resolvi sacar o meu empoeirado e nostálgico controle de GameCube da bolsa, e assim pegar a fila do freeplay de Project M 3.5. Mesmo sabendo que seria uma versão modificada do Super Smash Bros. Brawl do Wii (game da franquia que mais joguei), e que o Smash 4 de Wii U teria um balanço diferente, pensei que seria uma boa forma de aquecer. Dentre as pessoas que lutei nesse momento, um deles, o Micro, me deu umas dicas sobre o novo título e por mais que eu alegava estar enferrujado em Smash Bros., ele me apoiou dizendo que eu não me daria tão mal assim no campeonato. E por mais que eu tivesse a certeza do contrário, foi legal da parte dele. Daí então que fui notando que o clima era bem diferente de demais competições de jogos de luta que participei. Após essa rápida conversa, só sobrou eu no freeplay, até o K4zu0 aparecer com seu controle de Wii, e então lutamos um pouco, ele de Pikachu e eu de Captain Falcon, ambos os personagens que pretendíamos utilizar nas disputas oficiais.

Eis então que é decretado o início do campeonato, e as TVs com Wii U foram encerrando seus respectivos freeplays. E conforme as primeiras lutas começavam, eu e K4zu0 assistimos às primeiras colisões smashianas, dessa vez valendo uma chance de faturar um dos prêmios, e mais do que isso, ganhar o conhecimento entre a comunidade. Entre uma batalha e outra, nossos nomes ainda não haviam sido chamados, e aquela sensação levemente ansiosa de que podíamos  ser os próximos começava a surgir. Não tomamos café da manhã, mas antes mesmo que a fome surgisse, fui surpreendido por um saquinho de biscoitos de diminutos koalas recheados japoneses, vindos do nosso preparado amigo K4zu0. Enquanto ingeríamos aquela glicose oriental muito bem vinda, conversamos e afirmamos que nenhum de nós levaria o prêmio, risos. Mesmo assim encaramos, ganhamos uma luta, mas perdemos duas. Fiquei feliz pois fiz ótimas lutas, e o mais importante pra mim em um campeonato é arrancar suspiros e falas do adversário e/ou platéia, uma luta que engaje a adrenalina e exija certo respeito (ele voltou, Luiz Roveran). Quando chegávamos ao local das lutas, havia uma folha com um lembrete de algumas das regras, como os cenários válidos e seus possíveis banimentos. os controles eram diversos, de Wii Mote a Nintendo 3Ds sincronizado com o console Wii U.

O campeonato seguia em frente e apenas os melhores permaneciam. O sol já estava se pondo e aos poucos apenas feras ficaram para as gloriosas finais, onde todos pararam o que estavam fazendo e as carteiras se uniram para formar uma grande plateia, atenta ao telão do projetor. De agora em diante todas as lutas iriam ser gravadas e narradas. Apenas quatro jogadores alí sairiam com prêmios nas mãos, e eles eram Player 7 (São Paulo/Curitiba), Lukinhas (Osasco), DASH| Sonic Orochi (São Paulo) e O Hobbit (São Paulo). Pois é, guardem esses nomes e tema-os. Em suas lutas, ficava claro que Super Smash Bros. é hardcore e digno de estar em uma EVO,  ser disputado e assistido como qualquer outro e-sport.

Mas muitos outros ótimos jogadores passaram pelo campeonato, eis o resumo do resultado do torneio, referente ao dia 17/05:

1º Player 7 – São Paulo/Curitiba
2º Lukiinhas – Osasco
3º DASH|Orochi – São Paulo
4º O Hobbit – São Paulo
5º DD – São Paulo
5º Tui – São Paulo
7º Micro – Campinas
7º Zohup – Santo André
9º Busou – São Paulo
9º Dr. Glawzer – São Paulo
9º Godzrage – São Paulo
9º TheInsaneDarkone – São Paulo
13º Blackjet – São Paulo
13º DASH|Phoca – São Paulo
13º Holy – Valinhos
13º Lith – Campinas

Para quem estiver interessado em assistir às lutas, visitem o canal do Team Dash São Paulo.

Acho que minhas últimas palavras referentes ao evento é que, ao longo das minhas jornadas por campeonatos de videogame, percebo a partir desse último, que os de Super Smash Bros. refletem uma “vibe” Nintendo de ser, as pessoas envolvidas, organizadores, participantes e espectadores ficam em harmonia. Todos bem receptivos a conversas e honrados em disputas. Todas as lutas que participei houve um cumprimento de mãos e um “boa sorte” ou “bom jogo”, nenhuma atitude negativa ou tóxica. O anunciante que chamava os nomes para a próxima luta apenas os orientava em qual televisão iria ocorrer, e depois disso nenhum juiz os acompanhava, pois ambos sabiam o que deveria ser feito e uma cola das regras em um papel ficava junto ao console. Nenhum tentava roubar ou sair na vantagem. Me deslocando pelas áreas do evento vi uma área reservada da N-Party promovendo uma competição amistosa de Mario Kart 8 aos interessados. Pessoas conversavam e jogavam Nintendo 3DS, era uma confraternização de fãs da série e da Nintendo. Parabéns a todos envolvidos, inclusive aos participantes por demonstrarem que por mais que a pessoa ao lado pudesse lhe tirar do campeonato, no fundo eram todos Bros.

É interessante ver o espírito de uma série refletida em seus jogadores, aquelas palavras em Latim fazem todo o sentido.

Fã de games desde a época em que eles eram incompreendidos. Me explodo em alegria quando vejo antigos preconceituosos de games atualmente degustando, elogiando e se encantando com esse universo fantástico. Classic trained real gamer, ou, aquela pedra no seu sapato do modo VS.