Times ameaçam não participar do CBLoL 2016

Esports Notícias

Cinco (Keyd Stars, CNB, paiN, KabuM! e G3nerationX) das oito equipes classificadas para o Campeonato Brasileiro de League of Legends deste ano encontraram-se hoje (8) durante a MAX5 Invitational, evento de esports que ocorre até domingo em São Paulo, para pedir respostas à Riot Games, responsável pelo game e pela competição. O motivo foi a descoberta por parte do site Omelete de que a INTZ e a Red Canids, outrora “equipes-irmãs” (mais de uma equipe da mesma organização) e classificadas para o CBLoL, têm um envolvimento mais do que forte entre os sócios.

Riot Games

Organiza a casa, Rito Gomes

O novo regulamento do torneio para este ano prevê a proibição das tais “equipes-irmãs” de disputarem simultaneamente o torneio. Desta forma, a Kabum! Black deixou de existir, enquanto a INTZ Red virou a Red Canids para entrar em conformidade com a regra. Como a única exigência para esta temporada é de que “as novas equipes devem ter nome, CNPJ e sócios diferentes da antiga organização”, para o gerente de esports da Riot PH Suman, “no momento, as equipes estão dentro do regulamento”.

O problema é que os sócios da Red Canids, Dinara e Luan Rodrigo, são respectivamente namorada de Lucas Simões e filho de Rogério “Formiga”, donos da INTZ. Além disso, as organizações possuem endereços bem parecidos (com diferença apenas no número das salas), o diretor de marketing da Red Canids trabalhava anteriormente na INTZ, Luan também aparece na lista de substitutos no time do pai.

Ainda que não mencione parentesco, o regulamento da versão americana do torneio (LCS) cita que “nenhum proprietário, manager ou afiliado de proprietário de uma equipe pode possuir, controlar ou ter interesse financeiro direto ou indiretamente (como um acordo contratual ou posse), ou ser funcionário ou contratante de mais do que uma equipe de League of Legends em uma liga profissional de eSports”. É nesse ponto que Keyd, paiN e companhia querem chegar.

paiN Gaming

Envolvida em outra polêmica pelo suposto aliciamento de Loop, a paiN é um dos times que pode abandonar o CBLoL

Durante a conversa na MAX5, as organizações mostraram seu desconforto com a situação e vêem a possibilidade de não participar do CBLoL como algo concreto, caso a situação não seja resolvida. A Riot ainda não comentou nada sobre o assunto, exceto pelos dizeres do PH Suman. Para ele, “se comprovarmos que de fato eles estão envolvidos nas duas organizações, então atenderemos isso de outra forma, sem dúvidas”. Em nome das outras equipes, o dono da G3nerationX Alexandre Borba declarou para a imprensa: “nossa decisão é: enquanto essa atitude e isso que aconteceu não forem analisados e não tiver um esclarecimento e uma punição sobre isso, nós não temos interesse nenhum de jogar”.

O dono da INTZ Lucas Simões também participou da reunião e, mais tarde, escreveu no Facebook sobre ela. “Conversamos pessoalmente com os clubes e entendemos o lado deles. É de nosso interesse sempre cooperar com a Riot e comunidade dos esportes eletrônicos para a evolução e o crescimento do nosso cenário no Brasil. E entendemos que as notícias geradas por conta desta transação comercial servirão para a Riot afinar ainda mais as regras já existentes”, disse ele.

O CBLoL 2016 nem começou, e as emoções já estão à flor da pele.

Fonte: ESPN/MyCNB

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.