FBI afirma que hackers roubaram milhões da EA usando FIFA

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O FBI alega que um esquema montado por hackers fez milhões para fraudar a publicadora Electronic Arts, e hoje o governo irá aos tribunais no Texas para tentar derrubá-los. O réu, Anthony Clark, será julgado por conspiração ao cometer uma fraude virtual com outros três hackers, onde os membros da equipe mineravam FIFA coins (a moeda virtual usada para comprar pacotes de jogadores no FIFA) do servidor da EA e depois vendiam no mercado negro para Europa e China. De acordo com o FBI, isso rendeu a Clark e seus colegas entre 15 e 18 milhões de dólares.

Assim como outros tipos de moeda virtual de jogos, você pode adquiri-las como um bom jogador em partidas ou comprado-as no próprio jogo com dinheiro real. Entretanto, elas também são muito populares em mercados de terceiros. Existe até um subreddit dedicado ao comercio de coins.

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De acordo com um relatório do FBI, o grupo composto por Anthony Clark (réu do julgamento de hoje), Ricky Miller (julgado culpado em outubro), Nicholas Castellucci e Eaton Zveare criou uma ferramenta para enviar sinais falsos aos servidores da EA que simulavam partidas, o que gerava as FIFA coins rapidamente. Isso ocorreu entre 2013 até o dia 17 de setembro de 2015, quando as investigações do FBI foram iniciadas.

Ao que tudo indica, o grupo mostrou que sabe lidar com a tecnologia para fazer o trabalho de coleta, mas não sabe cobrir seus rastros no mercado financeiro. No mês de setembro de 2015, o FBI apreendeu milhões de dólares em dinheiro e bens do suposto grupo hacker, o que incluiu muitos computadores, consoles Xbox 360, uma quantia de 2.887.362 de dólares em uma conta de Anthony Clark no Bank Of America além de outros milhares de dólares em contas dos outros três integrantes do grupo. A Lamborghini  de Ricky Miller, comprada em 2014, também foi apreendia.

O julgamento, que contará com o testemunho da equipe de segurança da EA, bem como os quatro co-réus e membros de sua família, começa em Fort Worth, Texas hoje. Esperamos que haja a devida apuração dos fatos para a condenação dos culpados e que os videogames não sejam usados como uma ferramenta da corrupção.

Fonte: Kotaku

Aparentemente fragmentado, geralmente atarefado mas certamente engajado, este profissional do ramo bancário da seus pulos duplos no mundo dos games por ser fascinado pela forma como esta "arte" influencia os indivíduos.