Vampire: the Masquerade – Bloodlines 2 é anunciado; confira todas as novidades do jogo

Despertem, crianças da noite, e alimentem-se do sangue mais uma vez!

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Após meses de expectativa criada pelo jogo de realidade alternativa (ARG) Tender, o dia do anúncio de um novo game de Vampiro: a Máscara finalmente chegou. E – talvez melhor do que o esperado para os fãs – não é um jogo completamente novo ou um remake de Vampire: the Masquerade – Bloodlines. É uma sequência direta!

O trailer de Bloodlines 2 apresentado demonstra muita dedicação aos fãs durante seus cinco anos de desenvolvimento. O vídeo, bem como as imagens já divulgadas, respiram do mesmo ar do primeiro game, tanto que a ideia de um remake era bem forte no chat da stream de revelação pouco antes do anúncio.

Novo jogo, mesma essência

Um dos responsáveis para isso é o designer de narrativa do primeiro game Brian Mitsoda. Segundo ele, “a coisa mais importante para nós era capturarmos a experiência de Bloodlines e eu posso dizer, após trabalhar todo esse tempo no jogo, que sim, o jogo transmite a mesma sensação que Bloodlines”.

A ambientação, de fato, é diferente: Bloodlines 2 se passará em Seattle – as apostas para isso estavam certas, afinal. No entanto, certas coisas não mudam, então os esgotos continuam a ter sua devida importância, como a roteirista Cara Ellison fez questão de ressaltar.

Tempo do Sangue Fraco

No jogo, você é uma das vítimas de um “Abraço em massa”, mas, dessa vez, o jogador não começa diretamente pertencente a um clã. Agora, ele inicia como um “Sangue Fraco” (grupo conhecido também do Bloodlines original). Em Vampiro: a Máscara, este é um grupo de “amaldiçoados” com pouca potência no sangue, ou seja, fracos para os padrões vampirescos, porém um dos sinais da Gehenna, o apocalipse do RPG.

Por conta disso, eles estão à margem de ambas as sociedades, vistos como um perigo pelos humanos e como uma aberração por outros mortos-vivos. “Da perspectiva do jogador, isso oferece progressão”, explana o produutor Christian Schlütter, para a IGN. “Você começa pequeno, mas pode realmente crescer como um vampiro”.

Mesmo assim, os conflitos políticos, de fato, darão a tônica dessa sequência. Conflitos entre clãs são apenas um pano de fundo para discutir assuntos como tradição x evolução tecnológica. Porém, mais do que discutir, o jogo quer ajudar o jogador a construir sua posição.

Construindo seu vampirinho

Em Bloodlines 2, ser um sangue fraco parece ser apenas uma etapa inicial, pois é possível escolher seu clã mais tarde. De acordo com Schlütter, dessa vez para o PC Gamer, o jogo contará com uma boa variedade de clãs, porém novos serão adicionados após o lançamento. “E pode escrever que todo clã disponibilizado posteriormente será gratuito. Nunca cobraremos por qualquer clã”, afirma

Além do clã, os jogadores terão diversos recursos para montar seu personagem, desde porte físico e roupas a, como citado anteriormente, seu histórico humano. Por exemplo, se você escolher ter sido um policial, pode ser reconhecido ao entrar em uma delegacia.

Mecânicas novas e antigas

Umas das coisas mais interessantes, no entanto, foi perceber que Bloodlines 2 e a quinta edição de Vampiro estiveram juntas em co-produção. Dessa forma, como explica Rachel Leiker (UX designer), “vários sistemas que estávamos trabalhando para o game foram traduzidos para o RPG de mesa e vice-versa, então há muito conteúdo compartilhado em diferentes aplicações”. Isso faz sentido pelo próprio uso do Tender como ARG para o marketing do título.

Enquanto isso, suas decisões e respectivas consequências causarão tanto ou mais impacto que no predecessor, seja por reações imediatas ou que só veremos nas partes finais do game. É possível, inclusive, decidir “o que você era enquanto humano antes de mesmo do jogo começar”, como menciona Schlütter.

Além disso, uma nova mecânica chamada “Resonance” entra em cena como uma interessante novidade. Na obra, o sangue sugado carrega algo que Rachel Leiker chama de “sabor emocional”, que potencializa suas habilidades. “Se você se alimenta de um sangue com raiva, por exemplo, isso ajudará suas habilidades de combate. Caso se alimente de sangue com desejo, ele ajudará suas habilidades sociais”, explica.

Achar um sentimento específico será possível graças a seus sentidos aguçados, que funcionarão de forma similar à boa e velha disciplina Auspícios. Cores diferenciam os sedutores dos mais nervosinhos e consumir com frequência determinado sentimento pode, inclusive, acarretar em uma vantagem permanente.

Mais porrada, mais perigos

O combate também foi melhorado (ainda bem), com foco no personagem como arma mortal. Pistolas e facas ainda estão à disposição, mas a possibilidade de escalar paredes e usar sua força sobre-humana para pegar alguém desprevenido mostra sua supremacia perante os demais.

A furtividade, dessa vez, recebe uma importância ainda maior, visto que agora suas ações podem afetar a cidade em si. Para ver sua vida complicar, basta sair feito um louco pelas ruas e desrespeitar a Máscara. Você verá o número de pessoas comuns diminuir e, ao contrário, o de policiais aumentar. Facções deixarão de fazer negócios com você e talvez seja até banido permanentemente.

Um ano de pré-venda

Infelizmente, todo esse anúncio serviu apenas para causar ainda mais expectativa. Afinal, o jogo está previsto para o começo de 2020 – quase doze longos meses de espera e ansiedade -, com versões para PC, Xbox One e PlayStation 4.

Bônus de pré-venda

Contudo, ele já pode ser adquirido nas plataformas Steam e GOG.com em três edições distintas: Standard, Unsactioned Blood Pack (adiciona itens in-game, vários deles referências diretas ao primeiro jogo) e Season of the Wolf (contém o passe de temporada, que inclui dois pacotes de história e uma expansão). O pacote de pré-venda First Blood dá ainda a trilha sonora da obra, uma roupa e visuais para duas armas in-game.

Um simples desenvolvedor com textura realista que quer desligar a PhysX e sonha a 120 frames por segundo. Pena que a memória é baixa.