Life is Strange 2 superou o primeiro jogo?

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Life is Strange chegou de mansinho lá em 2015 e, conforme novos episódios eram lançados, marcava e impactava seus jogadores. O sistema de escolhas junto com o trabalho de temas delicados como depressão, suicídio e luto, fez os jogadores amarem e sentirem-se próximos das protagonistas Max e Chloe. A escolha final até hoje gera discussões e divide os fãs do game.

A Dontnod então anunciou a sequência do jogo que estaria focada em dois personagens diferentes, mas situados no mesmo universo do primeiro jogo. Life is Strange 2 chegou em 2018 nos apresentando os irmãos Sean e Daniel, americanos descendentes de latinos.

Muitos jogadores que gostaram do primeiro jogo, não se interessaram pelo segundo, visto o quanto Max e Chloe ficaram marcadas como as eternas protagonistas do game. E o que eles perderam?

Protagonistas diferentes e envolventes

Life is Strange 2 viagem

Como o primeiro, o game traz um humano com poderes inserido no cotidiano do nosso mundo. Nesse caso, Daniel descobre poderes telecinéticos em meio a tragédia que acontece em sua família. Diferente de Max, que descobre e já domina seu poder de voltar ao tempo, Daniel precisa aprender a lidar com a mais nova descoberta. Para isso, ele tem a ajuda do irmão, Sean, personagem controlado pelo jogador.

Como irmão mais velho, Sean é o mentor de Daniel e as decisões influenciam diretamente na formação do caráter da criança. Você irá roubar para comer? Como você irá reagir a certas situações? Como você irá fazer uso do poder? Essas são questões que o jogador tem que responder constantemente em Life is Strange 2.

Trabalho de temas sensíveis

A Dontnod continua falando sobre temas sensíveis na sequência e o principal deles em Life is Strange 2 é a xenofobia. Sean e Daniel não são estrangeiros, mas possuem características latinas, o que traz diversas adversidades à jornada de ambos.

Life is Strange 2 Sean e Daniel

A sexualidade também é tratada, tanto do irmão mais velho, que pode ter um parceiro ou parceira, dependendo da escolha do jogador. No último episódio, vemos um casal homossexual que Daniel comenta ter estranhado ver os dois se beijando, mas que Sean pode retrucar dizendo que é natural pessoas que se amam se beijarem.

Outros temas como violência policial e fanatismo religioso também são tratados ao longo dos episódios.

Então, por que não?

Então Life is Strange 2 continua com personagens cativantes e ainda trata de temas polêmicos e sensíveis. E, diferente do primeiro, é possível ver um amadurecimento de Sean e Daniel entre os episódios. Principalmente no irmão mais novo que rapidamente é obrigado a deixar de ser uma criança.

As escolhas possuem um impacto muito maior, prova disso é que Life is Strange 2 possui sete finais diferentes que dependem muito de cada uma das escolhas nos cinco episódios.

A única coisa que posso dizer que esteve presente no primeiro jogo com bastante frequência, mas não senti tanto no segundo, foi o quesito impacto. Muitas cenas em Life is Strange são bastante fortes e pesadas. Não que em Life is Strange 2 não existam cenas do tipo, mas elas acontecem com menos frequência.

Porém, não se fala tanto em Life is Strange 2 em comparação ao primeiro jogo. Por quê? Não há um motivo lógico, já que o segundo game da franquia mostra uma mudança e amadurecimento da Dontnod com relação a trama.

Portanto, a resposta para o título desse artigo é sim. Considero Life is Strange com um dos meus jogos favoritos e amo Max e Chloe, porém é visível a melhora do primeiro para o segundo jogo em muitos quesitos Além disso, Daniel e Sean conseguiram conquistar um merecido espaço no meu coração.

Amante de livros, séries, mangás e claro, amante de jogos, principalmente aqueles com uma ótima e profunda história. Estuda pedagogia porque precisa trabalhar para comprar os games no lançamento.