Pesquisa Game Brasil: público gamer aumentou 7,1% em 2020

73,4% dos brasileiros dizem jogar jogos eletrônicos

Notícias PC Playstation 4 PlayStation 5 Switch Xbox One Xbox Series X

Os resultados da Pesquisa Game Brasil de 2020 foram divulgados e os dados mostram que 73,4% dos brasileiros dizem jogar jogos eletrônicos, independentemente da plataforma, um crescimento de 7,1% em relação ao ano passado. A pesquisa ouviu 5.830 pessoas em 26 Estados e no Distrito Federal, no mês de fevereiro.

“Alguns hábitos que já apresentavam tendência de crescimento em relação ao ano anterior, como conhecimento e consumos dos eSports (cresceu 6,7%) e jogar diariamente, podem ter acelerado ainda mais em detrimento das atuais medidas de isolamento social”, destaca Lucas Pestalozzi, presidente da Blend New Research.

Perfil do gamer brasileiro

Segundo a pesquisa, são os adultos de 25 a 34 anos que mais jogam jogos eletrônicos no Brasil, representando 33,6% do público gamer brasileiro. Em seguida aparecem os jovens de 16 a 24 anos (32,5%).

A pesquisa também indica que os gamers brasileiros se dividem em dois grupos: 67,5% que não se consideram gamers e 33,5% que se consideram. O primeiro foi caracterizado como o “gamer casual”, uma maioria que possui o hábito de jogar, porém em menor tempo e frequência. O segundo grupo foi caracterizado como o “gamer hardcore”, que tem o jogo digital destacado em seus hábitos de consumo e dentro de suas preferências.

Pesquisa Game Brasil traça o perfil do gamer brasileiro
Pesquisa Game Brasil traça o perfil do gamer brasileiro

Entre os casuais, as mulheres lideram por mais um ano de pesquisa, com 61,9% desse público sendo feminino. Os homens, por sua vez, se identificam mais com o perfil hardcore, com 61,3%. Do ponto de vista de mercado, o hardcore gamer possui uma população menor, mas muito relevante e engajada: jogam três vezes ou mais por semana, em sessões que duram por volta de 3h.

“Ser um ‘hardcore gamer’ tem mais a ver com a importância dos games na vida do jogador, e não necessariamente está relacionado à quantidade de horas jogadas”, explica Guilherme Camargo, sócio-CEO do Sioux Group. “Um bom exemplo seriam as pessoas em idade adulta, que trabalham e têm menos tempo para jogar, mas nem por isso deixam de consumir games e se dedicar a esta atividade”, acrescenta. 

Smartphones são a preferência, segundo a Pesquisa Game Brasil

Num país com 220 milhões de smartphones, segundo dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), não surpreende que estes aparelhos, cada vez mais poderosos, tenham caído no gosto do jogador: o celular é a plataforma mais utilizada pelo brasileiro para jogar, com 86,7% da preferência, segundo a Pesquisa Game Brasil. Os consoles, com 43,0%, e o computador, com 40,7%, vêm em 2º e 3º lugares.

A Pesquisa Game Brasil aponta que smartphone é a plataforma preferida do brasileiro
Smartphone é a plataforma preferida para jogar

Se por um lado os smartphones ganharam espaço, em compensação os consoles de videogame perderam. E foi uma queda expressiva: apenas 19,9% do público diz preferir os consoles, 33,0% a menos quando comparado a 2019. O computador, por sua vez, subiu 10,0% na preferência, chegando a 14,2%. 

“A queda da preferência pelos videogames provavelmente acontece por conta do momento da indústria que se prepara para o lançamento da nova geração de consoles. A preferência deve subir quando tivermos os aparelhos novos no mercado, mas não tem como superar a massa de jogadores de smartphone”, conta Camargo.

Expectativas para a próxima geração

Atenta à iminente chegada da nova geração de consoles, a Pesquisa Game Brasil traz um termômetro dos gamers brasileiros em relação aos próximos videogames. Para os consumidores, o fator mais relevante é o preço, com 73,0% declarando que este será o ponto mais importante para a decisão de compra.

A grande parte dos consumidores acredita que os valores se manterão entre R$ 2.000 a R$3.000 (31,8%), enquanto alguns especulam que chegarão até os R$ 5.000 (27,4%). Em relação ao que julgam ser um preço justo a se pagar pelos aparelhos, 50,4% definem em R$ 2.000, com uma parcela menor disposta a pagar até R$ 3.000 (28,2%).

Troca de geração diminui o espaço do console, diz a Pesquisa Game Brasil
Queda no número de preferência do console se deve a troca de geração

O segundo ponto de maior importância para o brasileiro (72,1%) é a experiência cross-platform — permitir que jogadores de plataformas diferentes joguem simultaneamente. Na sequência, vem a retrocompatibilidade com 69,7% — possibilidade de jogar games antigos nos consoles novos —, boa experiência em Realidade Virtual (VR) com 68,5% e jogos exclusivos com 53,2%.

Acesse o site oficial da Pesquisa Game Brasil para saber mais sobre a 7ª edição do estudo e baixar a versão gratuita.

Amante de livros, séries, mangás e claro, amante de jogos, principalmente aqueles com uma ótima e profunda história. Estuda pedagogia porque precisa trabalhar para comprar os games no lançamento.