fbpx

35 anos de Zelda: relembre 10 curiosidades sobre a série

Nos 35 anos de Zelda, trazemos algumas curiosidades da clássica aventura lançada em 1986 para o Nintendo Entertainment System.

Artigos Instagram

No dia 21 de fevereiro de 1986, chegou ao Nintendo Entertainment System (NES) o jogo The Legend of Zelda. Um marco para a história dos games, a primeira aventura de Link foi o pontapé inicial para uma das mais longínquas séries da Big N. Depois de tantas aventuras, nos mais diferentes formatos, o game original completa 35 anos com um legado de fazer inveja.

image-273654
Uma tela que deu início ao legado de 35 anos de Zelda

Idealizado em 1983 por Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka, The Legend of Zelda trouxe o alicerce clássico que se segue por toda franquia. A figura do herói lendário Link que precisa resgatar a princesa Zelda das garras do senhor das trevas Ganon. Parando para pensar, é quase a mesma premissa da princesa Peach que precisa ser resgatado das garras do vilão Bowser. Também pudera, já que Tezuka é uma das mente criativa por trás do desenvolvimento de Super Mario.

35 anos de Zelda
image-273655
Quem diria que a jornada de Link pelo mundo perigoso duraria tanto tempo?

O título possui uma história própria rica em detalhes e, por que não, curiosidades. Para comemorar um aniversário tão especial, trazemos aqui 10 curiosidades sobre o jogo original The Legend of Zelda.

1 – Inspirado em J.R. Tolkien

Takashi Tezuka é um um fã de carteirinha de toda a obra literária de J.R. Tolkien. Em entrevistas sobre o desenvolvimento de seus jogos, o profissional alega que em muitos momentos buscou inspiração nas aventuras vividas pelos hobbits. Já para Zelda, Tezuka afirma que os monstros e desafios no subterrâneo da Trilogia Senhor dos Anéis foram um combustível para o processo de criação.

image-273656
Tolkien serviu como base de inspiração para muitas das aventuras de Link.

Por sua vez, Miyamoto buscou inspiração nas brincadeiras de criança em cavernas e florestas da região rural de Natan, na província de Quioto. Reunindo suas lembranças com a inspiração “tolkiana” de Tezuka, surgia o pilar central da franquia Zelda.

Durante o desenvolvimento, Miyamoto preocupava-se com as mecânicas e dirigia a produção. Tezuka, por sua vez, era responsável pela desenvolvimento visual dos inimigos, personagens e cenários.

2 – A origem do nome Zelda

Assim como vários criadores, Shigeru Miyamoto buscou inspirações em obras e pessoas que se destacavam em sua vida. O nome “Zelda” é inspiração direta da romancista e pintora Zelda Fitzgerald, esposa do escritor F. Scott Fitzgerald.

image-273657
Zelda Fitzgerald foi a inspiração para a criação da princesa do game.

Bela e talentosa, Zelda colaborou com as várias produções de seu marido, além de desenvolver trabalhos próprios. Infelizmente, muitos críticos atribuíam a queda de qualidade do trabalho de Scott Fitzgerald ao seu casamento, o que não era verdade.

Após várias brigas provocadas pelo alcoolismo de Scott, Zelda decidiu se divorciar. Antes que acontecesse, o marido acabou internado-a em um sanatório por vários anos.

3 – As inspirações para o vilão Ganon

O vilão Ganon também seria inspirado na história de Zelda Fitzgerald. Mais especificamente, em seu marido, F. Scott Fitzgerald.

image-273658
Seria o marido de Zelda a inspiração para o vilão Ganon?

Apesar dos criadores do game não deixarem claro em entrevista, a ideia da princesa raptada por um vilão que busca um poder absoluto remete bastante ao relacionamento abusivo entre Scott e Zelda. O herói Link, com sua roupa e gorro verde são uma alusão as inspirações artísticas de Zelda na literatura e arte para sobreviver ao cárcere no manicômio.

A aparência de “porco” do vilão vem do personagem Cho Hakkai da obra chinesa Jornada para o Oeste. Para quem não lembra, a obra foi inspiração para Dragon Ball e o personagem serviu de base para Toriyama desenvolver o porco Oolong.

4 – E Link é inspirado em…

Quanto à inspiração de Link, Miyamoto e Tezuka simplesmente descrevem como “criado com suas lembranças de infância”. Por sua vez, o nome “Link” tem um significado para Miyamoto. Durante o desenvolvimento do roteiro, a ideia da Triforce surgiu e precisava de algo que “uni-se” (link em inglês) o poder, onde cada uma das partes funcionaria como um componente eletrônico. Link seria aquele que une todos os poderes.

35 anos de Zelda
Qualquer semelhança com o Robin Hood da Disney é uma “mera” coincidência.

Já em aparência, as vestes do herói são inspiradas nas várias versões cinematográficas de Robin Hood. Gorro e roupas verdes, habilidades com espada e arco, além de talentos em combate? Entre os grandes destaques da época estão a versão animada da Disney e o filme Robin and Marian, ambos lançados em 1973.

5 – E a Triforce?

Como mencionamos acima, o icônico símbolo de poder foi imaginado por Miyamoto como “componentes eletrônicos de uma máquina de imenso poder”. Uma clara inspiração ao desenvolvimento do artefato triplo foi a placa do NES. Já a ideia de trindade faz alusão a Zelda, Link e Ganon.

35 anos de Zelda
image-273659
A Triforce já é um ícone cultural. (Imagem: Canva / KSJ)

Apesar da Triforce ser levemente mencionada no primeiro game, ela só recebeu um nome em Zelda II: The Adventure of Link, também do NES. Sua história de origem, porém, só seria contada realmente em The Legend of Zelda: Links Awakening. O jogo de Super Nintendo também deu origem a ideia da “aventura que se perpetua por várias eras”.

6 – Impa: a estrela oculta que zela por Zelda

Além dos Zelda, Link e Ganon, a série possui outra personagem recorrente. Trata de Impa, a babá de Zelda. Segundo Miyamoto, ele sempre quis trabalhar em profundidade todos os personagens do primeiro game. Por conta do tempo e foco no desenvolvimento das mecânicas, Impa ficou em segundo plano.

35 anos de Zelda
image-273660
Impa foi melhor explorada à partir do segundo game.

No primeiro e segundo jogos, a personagem é uma velha e dedicada babá da princesa Zelda que fornece algumas informações para Link. Seu desenvolvimento foi maior no segundo game, onde ela recebeu um design mais detalhado e mais importância na história.

Depois, a personagem foi retratada de várias formas em diversos títulos. Entre suas várias versões, a maioria são associadas a uma forte guerreira .

7- É perigoso seguir sozinho! Tome essa espada!

It’s dangerous to go alone! Take this.” A célebre frase dita por um velho sábio que presenteia Link com  sua primeira espada tornou-se um dos maiores memes da história dos games. Uma das mais famosas é a música cantada pela banda Starbomb.

“It’s dangerous to go alone” da banda Starbomb.

Nos games, a frase ficou famosa novamente com o professor Oak (Carvalho no Brasil) em Pokémon Red e Blue. No início da aventura, a frase é dita (com adaptações) um pouco antes do professor pedir para que você escolha um dos três pokémon iniciais do jogo. Nas versões japonesas do game Red e Green, a frase é a mesmo do primeiro Zelda.

É muito comum encontrar essa pequena homenagem em murais de escolas e universidades dos Estados Unidos.

8 – Um multiverso de possibilidades

Com o crescimento da franquia Zelda, vários fãs começaram a teorizar que todos os os jogos acontecem em um mesmo universo, mas em tempos diferentes. Depois, com o lançamento de Majora’s Mask, surgiu a teoria de multiversos, com várias linhas de tempo alternativas que surgiam a partir dos acontecimentos de Ocarina of Time.

image-273661
Timeline apresentada no livro The Legend of Zelda: Hyrule Historia. Será que teremos uma atualização nos 35 anos de Zelda?

Após muito refletir (e atendendo a vontade dos fãs), a Nintendo oficializou a linha do tempo da série com o lançamento do livro The Legend of Zelda: Hyrule Historia, lançado em 2012. Nele, existem três linhas temporais a partir de Ocarina of Time.

O primeiro The Legend of Zelda do NES é o penúltimo jogo dentro da linha do tempo onde Link foi morto em Ocarina of Time. É a chamada Era do Declínio e do Último Herói, tendo os jogos do NES como os derradeiros encerramentos de anos de sofrimento.

9 – RPG mesmo é só no segundo

Apesar de muitos classificarem o primeiro game como um RPG, Miyamoto acredita que a franquia só recebeu “elementos” do gênero em Zelda II: The Adventure of Link. Apesar do sucesso do primeiro game, a equipe de desenvolvimento desejava explorar outras mecânicas e elementos.

image-273662
Muitos não gostaram das mudanças implantadas em The Adventure of Link.

Pensando nisso, a sequência do primeiro game recebeu uma jogabilidade unilateral, com alguns elementos de RPG como progressão do personagem por meio de distribuição de pontos. (In)felizmente, a ideia não foi para frente e a maioria dos jogos seguiram as mecânicas básicas estabelecidas pelo primeiro título.

10 – O cartucho dourado do Nintendinho

Para gerar um “hype” no lançamento do game, a Nintendo lançou os dois primeiros jogos do NES em cartuchos com carcaças douradas. Depois disso, virou tendência o lançamento dos cartuchos dourados.

35 anos de Zelda
image-273663
O cartucho dourado é sonho de consumo de muitos colecionadores. (Imagem: Pinterest)

A Nintendo repetiu o lançamento de um cartucho dourado da série em 1998, com o lançamento de Ocarina of Time. Com a substituição dos cartuchos por mídias em disco, os “produtos dourados” foram retomados apenas em 2011, com o lançamento de The Legend of Zelda: Skyward Sword, que possuía um disco e um controle dourado em versões de colecionador.

35 anos de Zelda
image-273664
O legado “dourado” continuou por vários anos.

Curtiu nossa lista de curiosidades de Zelda? Não deixe de comentar o que achou e continue seguindo o Pulo Duplo para mais informações e novidades. Caso queira saber mais sobre os planos da Nintendo para a franquia, não deixe de ver nosso resumo da edição de fevereiro do Nintendo Direct.

*Com informações da Nintendo, do livro The Legend of Zelda: Hyrule Historia e do site Zelda Wiki.

Jornalista, analista de mídias e sergipano com orgulho. Apaixonado por "quase" tudo que vem do Japão, em especial animes e jogos. Um eterno sonhador que sempre busca novos desafios!