20 anos do GBA – 10 curiosidades sobre o último Game Boy

Para celebrar os 20 anos do GBA, trazemos uma lista com 10 curiosidades sobre o último membro da família Game Boy da Big N.

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Em 2021, o querido GBA completa 20 anos. Recentemente, fizemos uma pequena lista com algumas curiosidades sobre o Game Boy, o portátil da Nintendo que mudou o mercado de games e abril espaço para os consoles portáteis. Com o sucesso do primeiro portátil, a Big N realizou uma pequena atualização em 1998, trazendo sua versão em cores: o Game Boy Color.

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O Modelo Azul foi o primeiro GBA produzido em larga escala no lançamento.

Muitos acreditavam que o upgrade foi um passo sem grande importância, já que seu desempenho era idêntico ao modelo preto e branco. Eis que, em 2001, chegava ao mercado o Game Boy Advance. Desta vez, o novo modelo reimaginada a experiência já vivenciada com os modelos anteriores de portáteis nintendistas. Com melhorias significativas, o GBA pavimentou o sucesso da Big N como a maior empresa de consoles portáteis do planeta.

No Ocidente, o portátil chegou em 11 de junho de 2001. Para comemorar, trouxemos uma lista com 10 curiosidades sobre o Game Boy Advance. Confira abaixo:

1 – Modelo desenvolvido por um designer francês

Com falamos nas curiosidades sobre o primeiro Game Boy, Gunpei Yoki foi o responsável pelo seu desenvolvimento. O japonês coordenou de perto todo o desenvolvimento dos primeiros modelos, incluindo o Color. Infelizmente, desentendimentos e complicações provocadas pelo fracasso do Virtual Boy acarretaram no afastamento de Yoki, que mudou-se para Bandai e desenvolveu o WonderSwan.

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O designer do GBA, Gwenael Nicvolas. (IMAGEM: Space Design Concierge)

O projeto do sucessor do Color já existia desde 1995, trazendo um modelo em formato semelhante ao tradicional GB, o chamado “Project Atlantis”. Infelizmente, tal formado não agradou os executivos da Nintendo, em especial devido ao alto custo de produção. Eis que a Big N recorreu ao designer francês Gwenael Nicvolas, que chefiava a equipe de desenvolvimento da Curiosity, empresa de design de produtos.

Para Nicvolas, o modelo padrão do Game Boy não traria um aspecto de “modernidade” ao novo aparelho. O primeiro modelo do GBA permitia uma tela maior, com uma boa ergonomia e maior eficiência dos botões. Mas, a grande “sacada” do modelo foi o barateamento de sua “forma de produção”, diminuindo em quase 20% o custo final.

2 – O GBA rejeitado não foi esquecido

O modelo “flip” fez muito sucesso no Japão.

Pensa que a Nintendo esqueceu o modelo rejeitado de 1995? Em 2003, a Nintendo ressuscitou a ideia com o modelo Game Boy Advance SP. O modelo trazia quase metade do tamanho do primeiro GBA, uma bateria de lithium mais durável e uma tela mais iluminada. Custando um pouco mais em relação ao primeiro modelo, o SP caiu no gosto do público japonês, em especial dos assalariados que retornavam de uma longa jornada de trabalho dentro do metrô ou ônibus.

3 – Mantendo a biblioteca do Game Boy

A retrocompatibilidade foi um item obrigatório para o lançamento do Advance. (IMAGEM: Mercado Livre)

A Nintendo buscou trazer inovação e melhorias, mas sem esquecer seu passado. Tanto que uma das imposições dos executivos era de que o console necessitava da retrocompatibilidade com todos os modelos anteriores. Coube ao designer de hardware, Ryuji Umezu, a tarefa de providenciar a funcionalidade. Para tanto, ele criou um sistema de travas que detectava quando um cartucho era dos modelos anteriores de portáteis, facilitando o processamento do GBA.

4 – Um Super Nintendo de bolso

Se você viveu a época de ouro do GBA, um grande slogan dos vendedores era que um portátil de “32 bits”. De fato, a qualidade dos jogos era incrível, mas o portátil não rodaria com perfeição elementos em 3D. Por isso, a Nintendo utilizou o chamado “falso 3D”, recurso muito comum no Super Nintendo.

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Jogos como Super Mario World foram facilmente portados para o Game Boy Advance.

Por conta disso, muito dos jogos do console de 16 bits eram facilmente portados para o GBA, com melhorias gráficas decorridas da tela em LCD. Além disso, os cartuchos do GBA possuem uma maior capacidade de armazenamento, permitindo acrescentar novas músicas e animações.

5 – Acessórios aos montes

Não era oficial, mas a Worm Light era muito queridas entre os donos de GBA. (IMAGEM: Mercado Livre)

O que não faltou para o GBA foram acessórios. Além dos produzidos pela Nintendo, vários desenvolvedores externos (a maioria não oficiais) desenvolveram itens que permitiam melhorias básicas e opções de jogo extras, como multiplayer. Alguns dos destaques nestes itens são:

  • Cabo link GameCube / GBA
  • Adaptador Wireless
  • Adaptador infra-vermelho
  • Leitor de MP3
  • Luz frontal (não oficial)
  • Leitor de cartões
  • Medidor de Glicose

6 – Um add-on para o GameCube

Próximo ao lançamento do GBA, a Big N já preparava o sucessor do Nintendo 64: o peculiar GameCube. O novo console possui várias funções ligadas ao portátil em diversos jogos através do cabo link. Popular para jogatinas multiplayer entre portáteis, o acessório trazia funções de controle extra e leitura externas (como seleção de itens ou visualização de mapas). Os grandes destaques que utilizavam tais funções são os games Final Fantasy Crystal Chronicles, Pac-Man Vs, The Legend of Zelda: Four Swords Adventures e vários jogos da linha Pokémon.

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O Cabo Link para partidas de Four Swords no GameCube. (IMAGEM: Nintendo Report)

7 – O GBA Micro

Em 2005, o portátil recebeu um terceiro modelo. Muito menor que os anteriores, o Game Boy Micro possuia um modelo parecido ao primeiro GBA, na horizontal. Muito menor e leve, o modelo trazia uma boa duração de bateria e opções de customização de sua carcaça. Entretanto, os elementos “estéticos” voltados para os fãs não agradaram o público geral, vendendo bem menos que os modelos anteriores.

As vendas do modelo Micro foram esmagadas pelo sucesso do Nintendo DS.

Outro ponto que ajudou na falta de sucesso do Micro foi sua proximidade a falta de retrocompatibilidade com jogos do Game Boy e GBC.

8 – Nintendo DS seguiu o sucesso do GBA

É inegável que o sucessor do GBA, o Nintendo DS, foi um estrondoso sucesso para a Big N. Mas para alavancar as vendas iniciais do portátil, a diretoria de projetos decidiu que a retrocompatibilidade com jogos da linha Advance seria algo obrigatório. Por isso, a equipe de desenvolvimento de hardware produziu o modelo com base no último Game Boy, adicionando a famosa tela sensivel ao toque a caneta stylus.

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O sucesso do último Pokémon para Game Boy continuou na geração DS graças a retrocompatibilidade.

Curiosamente, a retrocompatibiliade foi fundamental para o sucesso de vários jogos do GBA. Um bom exemplo foi Pokémon FireRed e LeafGreen, lançados em 2004 e que duplicaram o total de vendas após o lançamento do Nintendo DS.

9 – E no Brasil?

Semelhante ao que ocorreu com o Game Boy, a distribuição inicial do console ficou a cargo da Playtronic Ltda. Entretanto, a empresa só produziu modelos do primeiro GBA em meados de 2002 na Zona Franca de Manaus. Muitos acreditam que o principal motivo do “pequeno” atraso foi para acabar com o estoque dos Game Boys anteriores, visto que o sucesso da linha Pokémon ainda era alto no Brasil graças ao anime.

Infelizmente, o contrato entre a Playtronic e a Nintendo acabou em 2003, encerrando a produção nacional. Assim, modelos como SP e Micro nunca foram fabricados no Brasil.

10 – Um emulador de sucesso

Assim como ocorreu com os primeiros Game Boys, muitos tiveram acesso ao GBA através dos emuladores. Bastante requisitados entre os principais sites de downloads, a emulação do portátil é a mais pesquisada no Google, batendo de frente consoles como PlayStation e Super Nintendo.

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O GBA é sucesso entre os emuladores de Android.

Curiosamente, o mesmo ocorre na loja de aplicativos da Google, a PlayStore. No “Top 20 emuladores”, pelo menos metade são aplicativos voltados para emulação do Advance. Um detalhe interessante: vários dos jogos “alternativos” de Pokémon presentes na loja de aplicativos são “roms” alteradas de Pokémon FireRed e LeafGreen.

Jornalista, analista de mídias e sergipano com orgulho. Apaixonado por "quase" tudo que vem do Japão, em especial animes e jogos. Um eterno sonhador que sempre busca novos desafios!